Teresa sem medo: Eu Sou Feliz?
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Marcelo - O Papa Português

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Foto: Diário de Notícias.

Afinal, Portugal também tem um Papa:
Marcelo Rebelo de Sousa! 

O novo Presidente da República ultrapassou qualquer modelo instituído das normas do que deve ser e não ser um Presidente da República. Marcelo chegou discreto, tal como o Papa Francisco. Marcelo não precisou das insígnias de ouro para lhe marcarem o cargo. Para lhe certificarem o Poder. Nem tão pouco do staff de uma segurança pessoal.

Porque Marcelo não precisa. Não está agarrado a qualquer tipo de poder político, social, institucional, económico ou religioso. Marcelo é assim. Ele mesmo. Um Presidente Marcelo sem medo. Que não precisa que lhe digam para onde ir ou como ir. É ele que define o seu caminho. O certo e o errado. Se vai a pé ou escolhe ir na miragem de um carro topo de gama que apenas faz com que os portugueses comparem a sua situação com a do Homem que entretanto foi eleito como Presidente de Todos os Portugueses.

Marcelo podia de facto ser um Franciscano. Por aí. Sem medo de onde o destino o leva. Porque o destino dos homens grandes é feito por si mesmos.

Não menos importante, ou o mais importante de tudo: os afectos e a proximidade. A empatia. A envolvência. A curiosidade genuína pelo que se passa. O sorriso aberto, sem receio de ser exagerado ou mal entendido. Sem receio de perder a pose do cargo.

E não é por ser próximo, emotivo e assumir algumas das suas fragilidades que Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, perde o seu poder. Ao contrário, é exactamente isso que lhe confere aquilo que se designa por Poder e Legitimidade genuínos.

Os portugueses precisavam disso. Porque os portugueses estão cansados de uma vida sem esperança. Marcelo significa Cura Emocional e Portugal já merecia um Presidente assim. Simplesmente humano.


Teresa Marta

Serei Feliz?

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Capa da edição de Fevereiro 2015 da revista Prevenir FELICIDADE Para a alcançar, tem de acreditar na possibilidade de a encontrar e viver em função daquilo que sente e deseja, em vez de se regular pelo que os outros esperam de si.

Serei Feliz? 

Pergunta bem. A felicidade deve estar no topo das suas prioridades. Encontre a sua resposta em sete áreas-chave da sua vida e descubra o que precisa para a alcançar.


Felicidade, o que é afinal? 

Não sendo fácil defini-la existem algumas noções em torno do conceito que podem ajudar a encontrar a sua: a felicidade é um estado que inclui a conjugação simultânea de várias vertentes – a físico-biológica, a psico-emocional e a espiritual. É um sentimento, logo, é subjectiva – depende da interpretação de cada um face às circunstâncias.
Isto faz, por exemplo, com que existam pessoas que se sentem felizes por serem saudáveis e amadas e outras que, mesmo amadas e tendo saúde, se sentem infelizes. Precisam de “algo mais”.

Uma coisa é certa: a sensação pessoal de felicidade aumenta quando vivemos em função daquilo que sentimos que nos faz bem, ao invés de regularmos a nossa vida por aquilo que os outros acham ser o mais correto para nós.

A felicidade tende também a estar mais presente nas pessoas que acreditam na possibilidade de a alcançar. Ser honesta com aquilo que sente e deseja é um dos caminhos mais eficazes para ser feliz.

Ponha em prática esta atitude para responder às questões que se seguem e talvez encontre o caminho para a sua felicidade:

1. Para mim a felicidade é...?

2. Serei Feliz no Amor?

3. Sou Feliz no meu Trabalho?

4. E a minha Saúde?

5. Estou Feliz com a Família que tenho?

6. Qual é a minha relação com o Dinheiro?

7. Serei Feliz nas minhas Amizades e relacionamentos?

Clique nos links acima e encontre algumas Dicas para ajudar a responder a estas 7 questões e ajudar a ser mais Feliz nestas 7 áreas da sua vida.

Este artigo é a primeira parte de um artigo escrito por mim para a revista Prevenir e que foi publicado na edição de Fevereiro de 2015. A continuação está em cada uma das perguntas.

Mais magra ou mais "forte"?

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O Marketing define o valor de um produto de forma muito simples: o valor é aquilo que o consumidor diz que é. Neste sentido, o valor não é mensurável. Resulta da apreciação subjectiva de cada consumidor.

E o que se passa com a avaliação do valor das pessoas? Basicamente, o mesmo! O nosso valor resulta da avaliação (subjectiva) que os outros fazem de nós. Em geral, passamos a vida a tentar corresponder ao valor que os outros acham que temos. No entanto, lutar dia-a-dia para corresponder às expectativas dos outros desgasta-nos, cansa-nos, gera angústia em nós. Perdemos a noção de quem somos realmente: se nós, se a imagem reflectida de nós. 

Em resultado da percepção do outro, lutamos em permanência para sermos alguém de quem os outros gostem, que os outros apreciem, que os outros reconheçam, acabando por esquecer quem de facto somos, qual o nosso valor efectivo.

A angústia gerada por tentarmos corresponder ao que esperam de nós é ainda agudizada pelos objectivos que colocamos a nós próprias. Estamos sempre a esticar a fasquia! Queremos forçar as coisas a acontecerem, desejamos controlar tudo: nós, os outros, os acontecimentos, o tempo, a evolução natural do nosso corpo, a idade. E acabamos por nos concentrar muitas vezes naquilo que não temos, no que nos falta, no que não somos, no que não chega ou não é suficiente.

Num mundo que esgota a nossa identidade ao avaliar-nos pelo que fazemos, pela nossa beleza, a nossa riqueza ou a nossa pobreza, o nosso poder ou a nossa juventude, angustia-mo-nos ao vivermos em função daquilo que julgamos dever ser. Dizemos a nós próprios, “se eu fosse mais alto, mais jovem, mais magro, mais rico, mais comunicativo, mais feliz…”, estaria tudo bem.

Mas não estaria tudo bem. Bem, ficaremos quando tivermos carinho por quem somos, compreensão pelo que estamos a viver e respeito pelo que já fizemos.

Teresa Marta

Newsletter para os Leitores

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É como imensa felicidade, e com muita estima por todos aqueles que estão comigo neste espaço de partilha, que vos comunico que já temos Newsletter no nosso Blog: Teresa sem medo.

Desta forma, pretendo ficar ainda mais próxima dos meus leitores, facilitando o acesso a novos artigos e dicas, a colunistas (alguns vão surgir ainda em Janeiro), e às iniciativas da Coragem que vou organizar em 2015 - Ano da Coragem (by Academia da Coragem).


Um grato abraço a todos. Muito obrigada por me incentivarem a seguir com este projecto, que inicialmente pretendia ser apenas um local de desabafos. Hoje, aqui estou a partilhar convosco o meu próprio caminho entre o medo e a coragem.

Para se inscrever na Newsletter e ficar a par das diferentes iniciativas, basta aceder ao link: Subscreva aqui a newsletter.

Obrigada,
Teresa Marta

Manipulação Emocional

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Cada vez mais recebo em Coaching pessoas com queixas que têm por base comportamentos manipuladores. Geralmente, as vítimas dos manipuladores assumem, elas mesmas, que são culpadas daquilo que se passa, das coisas negativas que acontecem na sua vida e, sobretudo, das coisas negativas que acontecem na vida dos próprios manipuladores.

De facto, a maior arma usada pelo manipulador é fazer com que a sua vítima se sinta culpada. Vivendo com o peso da culpa, a pessoa que é manipulada deixa de conseguir agir naturalmente, deixa de conseguir ver com discernimento, deixa de ser assertiva, não consegue argumentar, não consegue lutar por aquilo em que acredita.

Nas situações mais graves, as pessoa vítimas de manipulação chegam mesmo a duvidar da sua própria capacidade para gerir a sua vida. Deixam de acreditar na sua "sanidade mental". Começam a duvidar se serão elas mesmas que criaram as situações de que são "acusadas", se terão sido elas mesmas a proferir as palavras que o manipulador colocou como sua autoria. 

O peso da culpa acaba por levar a pessoa manipulada a ficar cada vez mais isolada e a agir de acordo com aquilo que o manipulador deseja. Cada vez acredita mais na história que lhe é contada, ao invés de acreditar em si mesma, naquilo que sente e naquilo que antes era a sua verdade. Começa a ver o manipulador como o dono da verdade. Deixa de perceber a diferença entre o que é e aquilo que o manipulador apresenta como sendo.

Inicialmente, quem é manipulado tenta argumentar e mostrar que o outro não tem razão. No entanto, esta estratégia apenas faz com que o manipulador ainda insista mais na sua história apresentando situações contadas com tanta certeza que levam a pessoa a achar que está errada e o outro é que está certo.

Quando o manipulado insiste na sua versão dos acontecimentos, é frequente o manipulador provocar discussões e ter comportamentos de amuo, fazendo assim com que a pessoa se sinta ainda mais desconfortável e, por conseguinte, ainda mais culpada. Ou seja, os manipuladores têm uma enorme perícia para se fazerem de vítimas.

Se se sente frequentemente culpada nas suas relações interpessoais, se sente que, por mais que faça nunca é suficiente para agradar a quem está consigo, fique atenta aos comportamentos do outro. P
oderá estar a ser alvo de comportamentos manipuladores.

Teresa Marta

Obstáculos e oportunidades

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Como interpretamos a vida? Como percepcionamos o que nos acontece? Vemos no caminho obstáculos ou marcos indicadores de direcção? 

Enquanto virmos os obstáculos como culpados das situações que vivemos, continuaremos a estar na vida como cortinas de fumo. Nunca estaremos a resolver nada. Estaremos sempre a tentar tapar aquilo que não queremos ver. Aquilo a que não queremos aceder. Aquilo que nos custa aceitar. Evitamos aquilo que não queremos aceitar nos outros, nem nas circunstâncias. Mas sobretudo, evitamos aquilo que não queremos aceitar em nós mesmos. 

Este confronto connosco, não é nunca pacífico. Desde logo, porque somos os nossos principais críticos. Foi isso que nos foram ensinando. E, desde logo também, porque somos aqueles que mais nos abandonamos. Esta é uma constatação complexa e que demoramos a integrar no nosso percurso. Mas uma constatação fundamental, para entendermos quem somos e para onde desejamos ir. 

A forma como vemos os acontecimentos nunca depende dos próprios acontecimentos. Depende sempre de nós. Como tal, é a nós que compete transformar os obstáculos em marcos indicadores de caminho.

Teresa Marta

Agenda Academia da Coragem 2015: Workshops para o Primeiro Semestre

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Já estão abertas as inscrições para os Workshops da Academia da Coragem em 2015.

Veja abaixo a lista das iniciativas confirmadas para o primeiro semestre de 2015:


Workshops para a Prosperidade

• Atrair Prosperidade I •
Anular os padrões limitativos da Prosperidade Financeira

A quem se destina? Objectivos
A todas as pessoas que sintam falta de prosperidade nas suas vidas e que desejem identificar o que as está a limitar. A quem deseje transformar os seus padrões de falta e de carência em padrões que reforçam a sua capacidade inata serem prósperas. Avaliar a nossa consciência actual de merecimento. Identificar que padrões limitativos da prosperidade pessoal estão a condicionar a nossa vida. Conhecer técnicas que permitam alterar as crenças que nos estão a limitar e como ultrapassá-las.


Data: 7 de Fevereiro de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30




• Atrair Prosperidade II •
Constelações Financeiras - Porque afastamos o dinheiro da nossa vida?

A quem se destina? Objectivos
A todos os que quiserem experimentar uma abordagem inovadora (baseada na das Constelações Sistémicas) para curar a sua relação com o dinheiro. A quem deseje identificar qual a origem dos seus padrões de falta e carência e como podemos trabalhar para alterar a nossa realidade financeira. Identificar a origem dos nossos padrões de carência e falta. Perceber, a nível consciente, como esses padrões nos estão a afectar. Aceder a conhecimento interior, que ajuda a ultrapassar os nossos padrões limitativos face ao dinheiro.


Data: 13 de Fevereiro de 2015 (sexta-feira)
Horário: 19h30 às 22h30




• Atrair Prosperidade III •
Arrumar as finanças pessoais: Objectivos e Plano de Acção

A quem se destina? Objectivos
A todas as pessoas que desejem organizar a sua vida financeira através da criação de um plano, onde se estabelecem objectivos e se definem as acções correctivas e de melhoria a tomar. Identificar as falhas actuais do orçamento pessoal / familiar. Avaliar que acções correctivas devem ser tomadas. Estudar soluções alternativas. Criar um PAP – Plano de Acção Pessoal para equilíbrio da prosperidade financeira.


Data: 28 de Fevereiro de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30



Workshops Estabelecer Limites Saudáveis na nossa Vida


• Aprender a dizer NÃO! •
Primeiro Workshop "Aprender a Dizer Não sem sentir Culpa"

A quem se destina? Objectivos
A todas as pessoas que têm dificuldade em dizer não. A quem deseje melhorar a sua assertividade. A quem sente culpa, medo ou desconforto quando tem de dizer não a alguém. Aumentar a auto-estima e melhorar o conceito de valor pessoal. Expandir o nível de merecimento pessoal. Entender as razões que condicionam o medo de Dizer Não. Aprender técnicas que facilitem dizer não sem se sentir culpado.


Data: 14 de Março de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30



3º Ciclo de Workshops para a Coragem


• Primeiro nível: Eu Consigo! •
Transformar os nossos receios em Oportunidades de Crescimento

Data: 28 de Março de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30




• Segundo nível: Eu Confio! •
Aumentar a nossa auto-confiança. Desenvolver a confiança no processo da vida.

Data: 11 de Abril de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30




• Terceiro nível: Eu Liberto! •
Libertar os ressentimentos que condicionam a nossa vida e a nossa felicidade.

Data: 24 de Abril de 2015 (sexta-feira)
Horário: 19h30 às 22h30




• Quarto nível: Eu Mereço! •
Aumentar a nossa auto-estima. Promover a nossa consciência de merecimento.

Data: 9 de Maio de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30




• Quinto nível: Eu Sinto! •
Perceber como as emoções são sentidas no corpo. Prevenir doenças resultantes da somatização de emoções tóxicas.

Data: 23 de Maio de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30





• Sexto nível: Eu Amo! •
Perceber porque falham os relacionamentos. Aumentar a capacidade de nos sentirmos merecedores de Amor.

Data: 6 de Junho de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30




• Sétimo nível: Eu Agradeço! •
Aumentar a nossa gratidão. Perceber como a gratidão pode curar a nossa vida.

Data: 20 de Junho de 2015 (sábado)
Horário: 14h30 às 18h30




Outros Workshops a comunicar mais tarde.



Para esclarecimento de dúvidas ou outras informações, não hesite em contactar-me. Obrigada!

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Palavras não ditas

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Temos tendência a ser muito preocupados com aquilo que dizemos. De que forma, aquilo que dizemos afecta o outro? Que impacte tem, na imagem que o outro faz de nós? Como é que aquilo que dizemos está (ou não) à altura da forma como desejamos que o outro nos veja?

Sempre que temos uma ocasião importante, como uma entrevista de emprego, um declaração de amor para fazer ou um “puxão de orelhas” para dar, costumamos imaginar as palavras que vamos usar e “por onde vamos começar”. Sim. Tudo o que dizemos é muito importante. E pode alterar a imagem que os outros têm de nós, o valor que nos atribuem e as oportunidades que nos oferecem.


No entanto, tão ou mais importante que as palavras ditas, são as palavras que não dizemos. Sempre que nos inibimos de dizer o que sentimos, no momento em que sentimos, com a força que sentimos, adiamos a nossa vida. Condicionamos o fluxo dos acontecimentos. Colocamos mais stress em nós. Apertamos a nossa garganta e engolimos a nossa própria vontade.



Sempre que deixamos de dizer o que sentimos, estamos a matar-nos por dentro. Ficamos irritados connosco próprios. Desacreditamos de nós. Engolimos o que não queremos. Entregamos a nossa felicidade ao “bandido”! As palavras que não dizemos são a vida que não temos.

Se é para dizer, diga!

Teresa Marta

Aprender a ser feliz

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Nas minhas sessões de Coaching individuais, todos os dias me confronto com esta questão: “Teresa, como é que se faz? Afinal, quando vou conseguir ser feliz?”. 

A base é: será que a Felicidade se aprende? Sim. Podemos aprender a ser felizes. Mas, para o conseguirmos fazer, temos de deixar para trás as camadas que fomos colocando em cima de nós, as protecções, as grelhas de análise e as crenças limitativas, que, ao invés de nos darem vida, apenas nos separam dela!

Na exigência diária que impomos a nós mesmos (ser perfeito, conseguir ultrapassar obstáculos, ser o colo de toa a gente, manter sempre um sorriso, nunca desistir, não ter tempo para nós, nem para aquilo que gostamos, que nos dá prazer), desvalorizamos as pequenas conquistas, desvalorizamos o que já fizemos, onde já chegámos, esquecemos que somos pessoas. Que somos humanos! Caramba! Somos humanos!

Como humanos que somos, temos direito à felicidade! Porque achar, então, que estamos privados dela? Que a felicidade é algo distante, raramente alcançável? Uma das razões é porque nos esquecemos de sentir. Fugimos de sentir e de ouvir o que o nosso coração tem para dizer. Sim! Tenho de o dizer! Nas primeiras sessões de um processo de coaching, tenho à minha frente apenas Ego. Ego. Ego. Ego! O Ego tem medo. O Coração não tem. O Ego vive para ter. O Coração vive para ser. Mas lá está. Contaram-nos uma história, desde a nossa infância. Uma história muito bem contada. Uma história que nos diz que temos de ter alguma coisa. Temos de ter! Inteligência. Sucesso. Casa. Família estruturada. Beleza. Dinheiro. Focamos a nossa vida em alcançar tudo isso. 
Acreditamos que, se tivermos estamos seguros.


Esqueça! Porque quando a nossa segurança depende daquilo que temos, basta perdermos alguma coisa, por pequena que seja, e passamos a sentir-nos desprotegidos, como medo de não conseguir, com medo de perder ainda mais. Ficamos centrados na dificuldade do momento presente e deixamos para trás a nossa capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.

Para sermos efectivamente felizes, é preciso, muitas vezes passarmos pela contingência de não ter nada: passarmos pela “desmaterialização”, praticarmos o desapego. Desde logo, desapegarmo-nos das expectativas que colocaram sobre nós, dos objectivos que perspectivaram para nós. Ao mesmo tempo desapegarmo-nos da ideia de que não somos merecedores. De que nunca somos suficientes. De que o nosso merecimento está dependente do valor que os outros nos atribuem. Nós merecemos! Nós podemos! Nós conseguimos!

Como fazer? Basta ter coragem para deixar ir. Deixar partir. Rendermo-nos. Deixar ir velhos preconceitos, deixar ir as guerrinhas do dia-a-dia, a raiva, a ira, a angústia, o nó no estômago, o medo de falhar, o perfeccionismo, a preocupação do “e se?” e do “como vou conseguir lá chegar?”. Praticar a Coragem de nos assumirmos pelo que somos e não pelo que temos. Deixar ir o passado (o que tivemos e já não temos, o que amámos e que será irrepetível). E deixar fluir, sem medo, o agora. Para isso temos de deixar de lado a culpa e os pensamentos de carência. Deixar de lado o medo do que pode vir a acontecer. Se acontecer (se), cá estaremos para resolver.

A Felicidade torna-se mais próxima de nós quando interiorizarmos, que a única coisa que podemos efectivamente controlar é aquilo que escolhemos sentir face ao que nos acontece. Esta é a base da sabedoria que o nosso coração nos dá!

Siga o que sente! Seja feliz.

Teresa Marta

Medo de não ser feliz no casamento

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O medo de ser infeliz no casamento, e nos relacionamentos amorosos em geral, é muito comum mas raramente o enfrentamos com assertividade. Sentimos uma espécie de obrigação para seguirmos modelos sociais e familiares que nos disseram serem "os certos". Esses modelos, podem até evitar que entremos em conflito com os outros, mas, a longo prazo, não nos dão a felicidade que desejamos.

O medo de ter um casamento infeliz é mais frequente em mulheres do que nos homens e costuma ser comum em pessoas que cresceram em famílias cujos pais não tiveram casamentos felizes. No entanto, o oposto é também verdade: pode ocorrer em pessoas cujos pais foram felizes nos seus casamentos fazendo sentir aos filhos uma responsabilidade acrescida para alcançarem o mesmo.

O medo de ter relacionamentos amorosos infelizes é também comum em mulheres pouco seguras de si e com dificuldade em expressar o que sentem. Por outro lado, trata-se de um medo comum em pessoas que têm dificuldade em dizer "não" e em ser assertivas no que se refere a dizer o que esperam do outro. É como se esperassem que o companheiro conseguisse adivinhar o que sentem. Finalmente, mulheres muito perfeccionistas, muito exigentes consigo próprias e com os outros, são também potencialmente mais "atacadas" por este medo.

Erros a Evitar: Se sentir este medo deve deixar de tentar provar ao mundo que o seu casamento é forte e não passa por crises! Se a incomodam muito o julgamento dos outros, pense se não estará a sabotar o seu valor próprio, quando assume como verdadeiras as percepções que fazem de si.

Como neutralizar este medo no imediato?
Para neutralizar este medo, comece por mudar o seu diálogo interior, adoptando pensamentos como: “Eu não tenho de provar nada a ninguém e não deixo que o julgamento dos outros interfira no meu casamento/relação!”. “Deixo ir o passado e as situações que me magoaram!”. “Eu acredito na boa-fé e na integridade do meu marido/companheiro. Consigo expressar-lhe do que tenho medo e o que me deixa insegura. Confio que isso leva ao nosso crescimento conjunto!”

Estratégias a longo prazo:
Manter uma preocupação genuína relativa ao bem-estar do companheiro e ao que este necessita para ser feliz. Esteja consciente de que as pessoas vão mudando ao longo da vida e que isso poderá exigir algumas adaptações da sua parte. Ganhe o hábito de se olhar e perceber em que é que se sente mudada. Peça feedback ao seu parceiro e tentem perceber as compatibilidades e os pontos fracos das mudanças mútuas para que nada aconteça “de repente” ou “por acaso”.

Exercício prático:
Aceite-se como é e aceite o outro como ele também é. Evite o stress emocional de desejar modificar o outro! Se sente essa necessidade em permanência, reveja as razões que a levaram a casar com essa pessoa! Ou a ter um relacionamento amoroso com ela. Verifique se essas razões permanecem válidas e reavalie a situação em conjunto. Verifique se o seu casamento está ligado pelo amor, pela necessidade ou pelo medo da solidão. Se existir amor no seu casamento, tudo o resto será ultrapassado.

Mas o exercício, esse, é seu!

Teresa Marta

Aceitar o que sentimos

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O dia está chuvoso, pelo menos aqui em Palmela,
de onde vos escrevo neste momento.
Por alguma razão, a minha agenda está ainda com muitas tarefas por fazer. Tem sido pouco produtivo, este meu dia.
Muita reflexão. Pouca acção. Partilho este estado convosco porque dei por mim a exigir-me o mesmo nível de tarefas concretizadas, que sempre me exijo em cada dia. Eu e a lei da concretização! Temos de facto esta tendência! Fomos ensinados a estar permanentemente a fazer alguma coisa! Estar sem fazer nada é algo que não nos ensinaram. Pelo menos comigo, tal não aconteceu.

No entanto, é preciso conceder tempo ao tempo sem nada. Porque o tempo sem nada pode ser um tempo de construção. Um tempo para nos ouvirmos. Um tempo para falarmos connosco e percebermos porque continuamos a carregar às costas os padrões de luta e esforço. Às vezes, nestes momentos menos produtivos surgem-nos respostas que nem sempre conseguimos ver, tão atarefados que estamos.

Tive as minhas próprias crises, os meus momentos de desespero, de descrédito, de medo. Tive momentos muito duros, em que a minha janela não se abria. Momentos em que me fechava e tentava disfarçar a minha dor. Ainda sofro. Por vezes. Sim. E esta chuva miudinha trás à memória dias de chuva miudinha da minha infância onde as coisas não corriam lá muito bem. Mas hoje, posso fazer diferente. Hoje não estou obrigada a deixar-me inundar pela chuvinha e pelo escuro do horário de inverno.

A verdade é que se assim não fosse, eu seria tudo menos pessoa. Seria tudo menos humana. E de tudo isto a vida se faz. Sem medo de ser. Sem vergonha de nos assumirmos e de assumirmos o que sentimos. Aceitando que tudo é importante para o caminho que estamos a fazer. Com tudo o que isso possa significar!

Teresa Marta

Manter a Fé no processo da vida

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Quando passei pelo meu difícil processo de saúde (sim, digo saúde, não doença), tive situações incríveis, como amigos que passavam por mim e simplesmente não me diziam nada. Não era por nada! Era apenas porque eu estava irreconhecível. Pesava 42Kg, com 1,65m, e passei do 36 para o 32! Passei a vestir-me na secção juvenil...

Mas, se o peso me abandonou, à semelhança dos glóbulos brancos, das plaquetas e outros que tais, houve algo que passei a ter elevado ao expoente infinito: a Fé inabalável no processo da vida. Nunca, por momento algum acreditei que "ia embora daqui".

Com a passagem dos anos, refiz-me como ser biológico, mas também como ser espiritual. Acredito profundamente que recebemos (do Universo?), aquilo em que acreditamos! Como tal, vamos lá a acreditar que conseguimos, seja lá o que for que precisemos conseguir!

Bom fim-de-semana! Obrigada por me lerem!

Teresa Marta

Curar o diálogo interior negativo

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Da qualidade do nosso diálogo interior depende a qualidade da nossa vida. Não é o que está fora das redes. É o que está no nosso interior que marca a grande diferença! A PNL (Programação Neurolinguística) e a Psicologia Positiva, entre outras correntes, defendem esta lei causal entre o que dizemos e pensamos e aquilo que criamos. É pois muito importante conseguir mudar aquilo que diz, a forma como o diz e até o que pensa! Alterar o que diz envolve mudar, não apenas aquilo que diz aos outros, mas também o que diz a si mesma! O seu diálogo interior! Esta mudança é essencial para fortalecer a sua capacidade para reagir de forma positiva às adversidades.

E, podemos tornar o nosso diálogo interior mais positivo? Sim! Sempre! Cabe-nos a nós a decisão de optar, em cada momento, pela escolha das palavras certas. E as palavras certas são aquelas que nos elevam a auto-estima, que melhoram a nossa auto-imagem e que nos impulsionam a agir! Eis alguns exemplos:

“Nada funciona na minha vida!” – pode transformar-se em:

“Algumas coisas na minha vida estão a funcionar bem! Tudo está a correr cada vez melhor. Eu assumo a responsabilidade! Eu posso mudar! Eu posso fazer algo diferente para mudar esta situação!".

“A minha doença tende a piorar!” – pode transformar-se em:

“Cuido de mim todos os dias para ser mais saudável. Evito pessoas e pensamentos tóxicos! Escolho ter pensamentos positivos! É possível recuperar a minha saúde! Não desisto!”

“Ninguém me consegue fazer feliz!” – pode transformar-se em:

“Não há ninguém que me consiga fazer infeliz! Eu escolho quem me faz bem. Eu sou dona das minhas escolhas e opto de acordo com aquilo que me faz sentir bem!”

“É muito difícil arranjar emprego!” – pode transformar-se em:

“O emprego ideal para mim surge facilmente. Trabalho diariamente nesse sentido! Sou competente e o mercado precisa dos meus talentos! Esta situação não me vai levar a melhor!”

“Não quero sentir esta culpa!” – pode transformar-se em:

“Fiz o que achava correcto com os conhecimentos e as condições que tinha na altura. Trato de mim com carinho e isso melhora a minha relação com os outros. Sinto-me cada vez melhor com as minhas atitudes!”.  

Bom treino!


Teresa Marta

Do medo à coragem

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No dia 8 de Agosto começo a responder, em vídeo, às questões que me colocaram no Teresa sem medo. Sinto-me grata pela participação de todos, que, sem medo, partilharam comigo as suas angústias, frustrações e inseguranças, sentimentos comuns a todos nós. A todos os que caminham na vida, com tudo o que isso significa.


Pessoalmente, acredito na capacidade infinita do ser humano para ultrapassar as fases menos boas que a vida nos coloca. Por vezes, são fases muito difíceis. Fases, onde a dor emocional e o medo nos fazem desacreditar. Desacreditar que ainda é possível. Desacreditar que haverá por aí algo de bom. Algo de bom, ainda, à nossa espera. E por isso me mantenho aqui. E também por isso criei o Teresa sem medo.


A minha vida teve todos os sentimentos de que falo neste espaço: angústia, frustração, tristeza, abandono, doença física e emocional, perda de bens e de pessoas. Perda de pessoas fundamentais para a minha Alma, para a pessoa que sou. Desde cedo, a minha mãe. Mas, tudo isso não me arrancou a esperança. A esperança de que a minha vida pudesse ser diferente. Pudesse ser melhor. Tudo o que passei só me mostrou que sou capaz de continuar. E, a cada dia que passa, sou alguém alegre. Alguém que acredita mais em si e no que a vida nos reserva. Desde que à vida não viremos as costas.



Talvez por isso o riso genuíno nunca me tenha abandonado. Ele, e a vontade de ouvir o outro. De simplesmente estar. Ali. Serenamente à escuta. Porque tantas vezes soube o que é precisarmos apenas que alguém nos ouça. Apenas de um colo. Algo que não depende de dinheiro. Só dessa capacidade inata que se chama empatia. E tantas vezes, precisando, não tive. E outras tantas tive, mas duvidei. E por isso, tantas vezes me isolei.


Depois de 17 anos em cargos de direcção de empresas, voltei à Universidade para fazer mestrado em Relação de Ajuda - Psicoterapia Existencial. Era para mim a certeza de que queria e devia responder ao apelo que me dizia que o meu caminho era o de ajudar os outros. Ajudar os outros a ultrapassarem as suas dores emocionais e existenciais. E foi isso que fiz. E foi isso que me levou a criar uma metodologia de Coaching Terapêutico inexistente em Portugal, o Coaching para a Coragem®. O Coaching para a Coragem® tem por base um processo de sete passos, que levam a pessoa a caminhar do medo à coragem. Trata-se de um Coaching Terapêutico porque permite que a pessoa cure os seus medos. Ao curarmos os nossos medos curamos a nossa vida. Readquirimos a esperança e somos autores da nossa própria história. Aquilo que eu mesma fiz. Aquilo que acredito que todos conseguimos fazer.

O Tempo Certo Não Existe

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Somos peritos em desperdiçar o tempo que temos. Adiamos decisões e acções esperando que venha o tempo certo. Ou que venha um acontecimento decisivo, que nos leve a agir. Ou esperamos até que estejam reunidas “as condições ideais”.

Casa Rio Frio

Esta ditadura do tempo, à qual nos submetemos por decisão própria, diminui a nossa auto-confiança e a nossa auto-estima. Ficamos menos confiantes, porque adiar significa trair a nossa vontade natural de agir. Não agimos na altura certa, quando no fundo sabemos que seria essa a atitude mais correcta. À medida que o tempo vai passando, a nossa auto-confiança vai ficando mais pobre. Deixar para mais tarde agudiza o problema inicial tornando-se cada vez mais difícil voltar atrás para repormos as coisas como achamos que elas devem ser.

Mas não agir, quando achamos que o devemos fazer, por considerarmos que não é ainda o momento, debilita também a nossa auto-estima. Porque começamos a achar que não somos coerentes connosco próprios. Achamos que estamos a trair a nossa vontade. E este diálogo interior é muito destrutivo.

Acabamos assim por prejudicar o nosso bem-estar. Vivemos angustiados, divididos entre o que achamos que devíamos fazer e aquilo que realmente implementamos. Anulamos a nossa autenticidade, aquilo que realmente somos. E aquilo que realmente precisamos para ser felizes.

O momento certo não existe. Há pessoas que esperam a vida toda pelo tempo certo. Apenas para ficarem. Quietas.

Teresa Marta

Objectivos e Emoções

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Degraus
Quando eu era gestora corria compulsivamente atrás de objectivos. Meta após meta, vivia cada dia como uma grande parede que haveria de escalar rumo ao sucesso, mesmo que isso significasse não ter vida própria. Trabalhava desenfreadamente para melhorar a minha performance e as metas que impunha a mim mesma. E, para o pior ou para o melhor, conseguia-o!

Emoções? Afectos?
Isso era algo menor que deixava à porta da empresa.
Não digo que fosse simples. Mas era fazível. Nessa altura, o meu pensamento recorrente era: “Eu aguento!, Isto até é fácil. Tenho sempre conseguido. Por isso, vou conseguir novamente. Mais esta vez. Só mais esta vez. No próximo ano tiro férias! Dois meses de férias!”

E aguentei, é certo, à custa da minha própria vida pessoal, sempre em segundo plano. À conta da minha saúde e, por vezes, sacrificando os meus afectos. Muitas vezes, até!
Hoje, sempre que ouço alguém dizer “Só mais esta vez. Vou ficar mais um bocadinho a trabalhar para o objectivo!”, penso naquela Teresa que, não sabendo parar, raramente sentia. E de repente dei por mim a questionar tudo à minha volta e tudo o que existia em mim. O tempo que não tinha. A vida onde estava e que já não queria! A vida que já não me dizia nada!

Aprendi à minha custa que as coisas mais importantes não estão no final do percurso, mas naquilo que encontramos enquanto o fazemos.

Permita-se admitir e sentir as suas emoções. Permita-se deixar ir alguns objectivos que só nos aprisionam num ciclo vicioso de vitórias. Um ciclo vicioso, onde o nosso crescimento pessoal é diminuto.


Teresa Marta

Reforce o seu Valor Pessoal

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Estamos tão preocupados em mostrar que somos capazes, em ser uma solução, em encontrar soluções, que nos esquecemos de Ser. De ser pessoas. De nos entendermos a nós próprios. De nos darmos tempo. De nos desculparmos quando não somos os melhores.

Esquecemo-nos de nos vermos com carinho e de mostrarmos gratidão por aquilo que conseguimos. Todos os dias. Por pouco que seja. Conseguimos alguma coisa. Alguma coisa que até pode ser imperceptível para os outros. Mas que nós sabemos que fizemos acontecer. Fomos nós.
O valor que nos atribuímos (auto-valor) condiciona a forma como vemos o mundo e como lhe reagimos, a forma como conseguimos reagir ao que nos acontece.

Quando a nossa noção de auto-valor é baixa, sentimo-nos inseguros, temos receio de arriscar, receio de expressar o que sentimos, de sermos ridicularizados e de sermos menosprezados. Se não nos reconhecemos valor, a nossa auto-estima diminui, bem como a nossa noção de merecimento. Viver sem nos reconhecermos valor condiciona pois o nosso comportamento em sociedade e em família.

Auto-valor

Talvez tenha crescido com a crença de que nada do que fazia estava certo. Esta situação pode ser muito limitadora e angustiante. Pode, por exemplo limitar a sua produtividade e o seu sucesso profissionais (medo de tomar decisões, de inovar, de não ser reconhecido). O não reconhecimento do nosso valor pode limitar também a qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais: ou porque necessitamos em permanência que nos valorizem, que nos digam que fizemos bem; ou porque desconfiamos da nossa capacidade para fazermos os outros felizes. Evitamos agir espontaneamente, dizer o que sentimos com autenticidade, com receio de que o outro nos critique ou que inclusive nos abandone.

Vivemos tão condicionados pela insegurança, por podermos frustrar as expectativas dos outros, que por vezes não conseguimos ver o nosso próprio valor. Sentimos que não somos merecedores. Sejamos pois, um pouco mais conscientes do nosso Valor Pessoal, pois a imagem que temos de nós não é mais que a soma de todos os feedbacks que recebemos ao longo da vida, em relação ao modo como nos comportámos e sobre aquilo que sabíamos ou deixávamos de saber.

Teresa Marta
DICAS PARA REFORÇAR O SEU VALOR PESSOAL:

Valorize as suas vitórias
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural
Valorize as suas tentativas de melhoria
Identifique e reforce os seus pontos fortes
Não assuma o papel de vítima
Diga abertamente o que precisa

Dia dos Namorados: Estou sozinha! E então?

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Como Coach e Terapeuta, talvez devesse estar hoje a escrever um post em defesa do amor para toda a vida e dos relacionamentos duráveis. Mas, exactamente por sê-lo, não vou fazer nada disso.

Coração Palmela

Ao invés, falarei da insatisfação crónica que se instalou em nós e que chega também aos nossos relacionamentos pessoais e amorosos, em particular. Uma insatisfação que sentimos por nós mesmos colocando à nossa vida metas cada vez mais ambiciosas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles que amamos, muitas vezes culpando-os por não sermos felizes.


Esquecemo-nos, amiúde, que nós próprios somos parte do binómio «eu-outro». Como tal, as causas da insatisfação que sentimos em relação a «eles» devem ser procuradas, em primeiro lugar, em nós próprios. Trata-se do “mercado da personalidade”, como o definiu Erich Fromm (1900 – 1980). Em grande medida, sempre que deixamos de gostar de um produto ou de um serviço, na causa do nosso “des-gosto” estão, geralmente, não as características do produto ou do serviço em si mesmas, mas as nossas ideias, necessidades e desejos, que entretanto se alteraram.

Como temos sempre um objectivo a cumprir, transportamos esse modelo para os nossos relacionamentos pessoais. Assim sendo, casar, ter uma relação sólida, encontrar a alma gémea, apaixonar-se, são objectivos que consideramos essenciais para o nosso bem-estar. Esta necessidade é vital: desde o nascimento, a experiência da separação produz ansiedade, uma ansiedade geradora de fragilidade existencial. Em posse do «outro», o homem quebra o seu isolamento, a sua separação, e, com isso, o mundo exterior torna-se um lugar seguro para Si.

No entanto, esta não é a forma mais correcta de conseguirmos o nosso equilíbrio emocional no que respeita aos relacionamentos amorosos. Desde logo, porque consideramos, a priori, que o nosso equilíbrio provém do exterior, de alguém ou de algo externo a nós. Como tal, se o «outro» muda, se deixa de… ou se passa a…, perdemos o pé. Porque acreditamos que sozinhos somos uma impossibilidade.

Em termos existenciais, esta relação do «eu» com os «outros» mostra a nossa tendência natural para procurar no «outro» a supressão das nossas fragilidades. No entanto, como referiu Martin Heidegger (1889 – 1976), a resolução da maior parte dos problemas do Eu passa por conseguirmos reflectir internamente sobre “aquilo que respeita a cada um de nós, aqui e agora”.

Teresa Marta

DICAS PARA RELACIONAMENTOS MAIS FELIZES:
Não veja no outro a solução para os seus problemas
Tome consciência de que o outro não foi feito para si
Livre-se do desejo de mudar o outro
Liberte o medo de perder o outro
Respeite a individualidade do outro
Ame, começando por Si

Coragem para Entrar na Dor e Sair Reforçada

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Acho que a Coragem só se conquista depois de experimentarmos a dor. É duro isto que digo. Talvez até desmotivante. Mas é a verdade. Dor. Sentida. Vivida. Plasmada em nós. Dor que senti tantas vezes. No meu percurso. Na minha vida. E às vezes. Tantas vezes. Tantas. Uma dor experimentada. Tantas vezes, repetidamente.

Só na multidão

A dor emocional é uma das nossas maiores aprendizagens. Senti-la. Deixá-la avassalar-nos, se assim tiver de ser. E tantas vezes, comigo, teve de ser. E tantas vezes me isolei pensando que assim sentia menos. E tantas vezes parti anónima. Entre a multidão da grande cidade. Querendo confundir-me. Desesperadamente. Querendo que a minha dor, misturada com a dor de outros rostos, não fosse mais que apenas isso. Uma dor qualquer. De uma mulher qualquer. Como tantas outras. Uma dor anónima. De uma mulher anónima. Uma dor, por isso, desvalorizável.

Percebo hoje que a nossa maior restrição ao prazer e à alegria é termos medo de sentir dor. Sentir dor em nós. No nosso Self. Na nossa mente. No nosso Coração. No nosso estômago. No nosso sono. Na nossa Alma.

Sei hoje, que só perdendo o medo de sentir, posso sentir. Sentir que, qualquer que seja a questão, qualquer que seja o resultado, estarei cá. Preparada.

Mesmo que chore. Mesmo que angustiada. Mesmo que com medo. Mergulho nisso tudo. Consciente que só dessa forma estarei cá amanhã. Novamente. Para tudo o que a Vida me reserve. Para abraçar essa "insustentável leveza do ser", que nos caracteriza. E que tanto tentamos anular.

Teresa Marta

A Importância do Desapego para a Felicidade

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“Após a minha rápida e brilhante ascensão profissional, que me levou ao topo das grandes hierarquias, percebi que afinal não tinha nada. Exteriormente, tinha tudo o que sonhara ter, mas não sentia nada dentro de mim. À noite, deitava-me imerso nos meus pensamentos de como alcançar novos objectivos e de como conseguir que o meu nome ficasse impresso nos livros de gestão.

Até a minha mulher contribuía para reforçar o meu estilo de vida. No entanto, aos poucos, deixou de me pedir explicações por atrasos ou ausências, de me pedir que a acompanhasse às compras, ao cinema ou ao médico. Deixou de falar-me do seu dia e tão pouco se continuou a preocupar com a escolha da minha gravata.

Após um duro divórcio, impus-me uma pausa de um ano onde acabei por concluir que não fizera nada de grandioso. Para ser sincero acho que nunca criei ou inventei nada de extraordinário. Estive amarrado à ideia de que era alguém muito importante. Às vezes questiono-me se valeu a pena ter ficado preso à condição de fazer tudo para ter sempre mais.”

Pratique-o-Desapego Teresa Sem medo-300x199Trabalhando em Relação de Ajuda, confronto-me muitas vezes com descrições como esta. Na exigência que impomos a nós mesmos, nunca nada é suficientemente glorioso, visível ou importante. Desvalorizamos as pequenas conquistas, que são passos gigantes para afirmar o nosso valor, a nossa capacidade de ver para além do momento presente, para além das crises que enfrentamos. Pequenos momentos, que nos devolvem a capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.

Vivemos agarrados a pesados fardos relacionados com a necessidade de ter mais, produzir mais, ganhar mais, sermos mais considerados. Este peso, carregado diariamente, pode levar-nos a níveis de stress e a situações muito angustiantes e ansiosas.

Teresa Marta
DICAS PARA PRATICAR O DESAPEGO E SER MAIS FELIZ:

Faça uma lista daquilo que já não o faz feliz
Desligue-se do peso das expectativas que criaram sobre si
Desconfie do sentimento que lhe diz: “Já não é suficiente!”
Deixe-se ir
Preocupe-se apenas com o que consegue controlar