Teresa sem medo: Sucesso
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Aprender a ser feliz

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Nas minhas sessões de Coaching individuais, todos os dias me confronto com esta questão: “Teresa, como é que se faz? Afinal, quando vou conseguir ser feliz?”. 

A base é: será que a Felicidade se aprende? Sim. Podemos aprender a ser felizes. Mas, para o conseguirmos fazer, temos de deixar para trás as camadas que fomos colocando em cima de nós, as protecções, as grelhas de análise e as crenças limitativas, que, ao invés de nos darem vida, apenas nos separam dela!

Na exigência diária que impomos a nós mesmos (ser perfeito, conseguir ultrapassar obstáculos, ser o colo de toa a gente, manter sempre um sorriso, nunca desistir, não ter tempo para nós, nem para aquilo que gostamos, que nos dá prazer), desvalorizamos as pequenas conquistas, desvalorizamos o que já fizemos, onde já chegámos, esquecemos que somos pessoas. Que somos humanos! Caramba! Somos humanos!

Como humanos que somos, temos direito à felicidade! Porque achar, então, que estamos privados dela? Que a felicidade é algo distante, raramente alcançável? Uma das razões é porque nos esquecemos de sentir. Fugimos de sentir e de ouvir o que o nosso coração tem para dizer. Sim! Tenho de o dizer! Nas primeiras sessões de um processo de coaching, tenho à minha frente apenas Ego. Ego. Ego. Ego! O Ego tem medo. O Coração não tem. O Ego vive para ter. O Coração vive para ser. Mas lá está. Contaram-nos uma história, desde a nossa infância. Uma história muito bem contada. Uma história que nos diz que temos de ter alguma coisa. Temos de ter! Inteligência. Sucesso. Casa. Família estruturada. Beleza. Dinheiro. Focamos a nossa vida em alcançar tudo isso. 
Acreditamos que, se tivermos estamos seguros.


Esqueça! Porque quando a nossa segurança depende daquilo que temos, basta perdermos alguma coisa, por pequena que seja, e passamos a sentir-nos desprotegidos, como medo de não conseguir, com medo de perder ainda mais. Ficamos centrados na dificuldade do momento presente e deixamos para trás a nossa capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.

Para sermos efectivamente felizes, é preciso, muitas vezes passarmos pela contingência de não ter nada: passarmos pela “desmaterialização”, praticarmos o desapego. Desde logo, desapegarmo-nos das expectativas que colocaram sobre nós, dos objectivos que perspectivaram para nós. Ao mesmo tempo desapegarmo-nos da ideia de que não somos merecedores. De que nunca somos suficientes. De que o nosso merecimento está dependente do valor que os outros nos atribuem. Nós merecemos! Nós podemos! Nós conseguimos!

Como fazer? Basta ter coragem para deixar ir. Deixar partir. Rendermo-nos. Deixar ir velhos preconceitos, deixar ir as guerrinhas do dia-a-dia, a raiva, a ira, a angústia, o nó no estômago, o medo de falhar, o perfeccionismo, a preocupação do “e se?” e do “como vou conseguir lá chegar?”. Praticar a Coragem de nos assumirmos pelo que somos e não pelo que temos. Deixar ir o passado (o que tivemos e já não temos, o que amámos e que será irrepetível). E deixar fluir, sem medo, o agora. Para isso temos de deixar de lado a culpa e os pensamentos de carência. Deixar de lado o medo do que pode vir a acontecer. Se acontecer (se), cá estaremos para resolver.

A Felicidade torna-se mais próxima de nós quando interiorizarmos, que a única coisa que podemos efectivamente controlar é aquilo que escolhemos sentir face ao que nos acontece. Esta é a base da sabedoria que o nosso coração nos dá!

Siga o que sente! Seja feliz.

Teresa Marta

A importância da assertividade

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A assertividade é uma competência emocional que nos permite afirmar o nosso Self (Eu), a nossa auto-estima e o nosso ponto de vista, com segurança, mantendo o foco naquilo que pretendemos. Note-se, que, ser assertivo não significa estar certo mas ser claro, coerente e directo.

Vantagens de sermos assertivos:
Ser assertivo permite-nos não ficar presos a uma vida que não nos preenche nem nos faz felizes. Ao sermos assertivos evitamos mal-entendidos resultantes de não conseguirmos ter a atitude certa e dizer o que pensamos, no momento certo. Ou seja, a assertividade permite resolver os problemas quando eles acontecem, não carregando o peso de situações passadas. 

As pessoas assertivas não começam o dia com o peso do dia anterior, nem ficam presas ao que o outro pensa, nem a atitudes limitadoras. Quando somos assertivos somos também mais autênticos: deixamos de fazer algo para “parecer bem” e passamos a agir de acordo com aquilo que defendemos e com aquilo em que acreditamos. Somos genuínos e honestos connosco, o que aumenta a nossa auto-estima e o nosso amor-próprio. A assertividade aproxima-nos, assim, da verdade e gera, de facto, mudanças positivas. Faz com que não vivamos uma vida reactiva, uma vida que nos leva de urgência em urgência.

Importância da assertividade para a concretização de objectivos pessoais
A assertividade é essencial para conseguirmos resultados positivos nos objectivos que definimos e nas tarefas que empreendemos. É também importante para que os timings dos processos sejam respeitados, não prolongado as coisas para lá do limite do desejável, nem as antecipando ao ponto da sua concretização ser comprometida. A assertividade evita equívocos e mal-entendidos, uma vez que tem por base a coerência entre o que dizemos e o que praticamos. 

De conformistas a líderes
A assertividade permite-nos corrigir os comportamentos que nos impedem de avançar na vida e de ter sucesso. Livra-nos do acessório e ajuda-nos a focalizar no importante, para alcançarmos o objectivo que traçámos. Permite-nos fazer as mudanças que necessitamos para melhorar a nossa vida, sem empatar, sem desculpas! De facto, a assertividade é uma grande chave para bem-estar! Retira-nos do papel do conformista e dá-nos o papel de líderes da nossa vida porque é cheia de energia criadora. 

Teresa Marta   

Objectivos e Emoções

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Degraus
Quando eu era gestora corria compulsivamente atrás de objectivos. Meta após meta, vivia cada dia como uma grande parede que haveria de escalar rumo ao sucesso, mesmo que isso significasse não ter vida própria. Trabalhava desenfreadamente para melhorar a minha performance e as metas que impunha a mim mesma. E, para o pior ou para o melhor, conseguia-o!

Emoções? Afectos?
Isso era algo menor que deixava à porta da empresa.
Não digo que fosse simples. Mas era fazível. Nessa altura, o meu pensamento recorrente era: “Eu aguento!, Isto até é fácil. Tenho sempre conseguido. Por isso, vou conseguir novamente. Mais esta vez. Só mais esta vez. No próximo ano tiro férias! Dois meses de férias!”

E aguentei, é certo, à custa da minha própria vida pessoal, sempre em segundo plano. À conta da minha saúde e, por vezes, sacrificando os meus afectos. Muitas vezes, até!
Hoje, sempre que ouço alguém dizer “Só mais esta vez. Vou ficar mais um bocadinho a trabalhar para o objectivo!”, penso naquela Teresa que, não sabendo parar, raramente sentia. E de repente dei por mim a questionar tudo à minha volta e tudo o que existia em mim. O tempo que não tinha. A vida onde estava e que já não queria! A vida que já não me dizia nada!

Aprendi à minha custa que as coisas mais importantes não estão no final do percurso, mas naquilo que encontramos enquanto o fazemos.

Permita-se admitir e sentir as suas emoções. Permita-se deixar ir alguns objectivos que só nos aprisionam num ciclo vicioso de vitórias. Um ciclo vicioso, onde o nosso crescimento pessoal é diminuto.


Teresa Marta

Reforce o seu Valor Pessoal

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Estamos tão preocupados em mostrar que somos capazes, em ser uma solução, em encontrar soluções, que nos esquecemos de Ser. De ser pessoas. De nos entendermos a nós próprios. De nos darmos tempo. De nos desculparmos quando não somos os melhores.

Esquecemo-nos de nos vermos com carinho e de mostrarmos gratidão por aquilo que conseguimos. Todos os dias. Por pouco que seja. Conseguimos alguma coisa. Alguma coisa que até pode ser imperceptível para os outros. Mas que nós sabemos que fizemos acontecer. Fomos nós.
O valor que nos atribuímos (auto-valor) condiciona a forma como vemos o mundo e como lhe reagimos, a forma como conseguimos reagir ao que nos acontece.

Quando a nossa noção de auto-valor é baixa, sentimo-nos inseguros, temos receio de arriscar, receio de expressar o que sentimos, de sermos ridicularizados e de sermos menosprezados. Se não nos reconhecemos valor, a nossa auto-estima diminui, bem como a nossa noção de merecimento. Viver sem nos reconhecermos valor condiciona pois o nosso comportamento em sociedade e em família.

Auto-valor

Talvez tenha crescido com a crença de que nada do que fazia estava certo. Esta situação pode ser muito limitadora e angustiante. Pode, por exemplo limitar a sua produtividade e o seu sucesso profissionais (medo de tomar decisões, de inovar, de não ser reconhecido). O não reconhecimento do nosso valor pode limitar também a qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais: ou porque necessitamos em permanência que nos valorizem, que nos digam que fizemos bem; ou porque desconfiamos da nossa capacidade para fazermos os outros felizes. Evitamos agir espontaneamente, dizer o que sentimos com autenticidade, com receio de que o outro nos critique ou que inclusive nos abandone.

Vivemos tão condicionados pela insegurança, por podermos frustrar as expectativas dos outros, que por vezes não conseguimos ver o nosso próprio valor. Sentimos que não somos merecedores. Sejamos pois, um pouco mais conscientes do nosso Valor Pessoal, pois a imagem que temos de nós não é mais que a soma de todos os feedbacks que recebemos ao longo da vida, em relação ao modo como nos comportámos e sobre aquilo que sabíamos ou deixávamos de saber.

Teresa Marta
DICAS PARA REFORÇAR O SEU VALOR PESSOAL:

Valorize as suas vitórias
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural
Valorize as suas tentativas de melhoria
Identifique e reforce os seus pontos fortes
Não assuma o papel de vítima
Diga abertamente o que precisa

Dicas para Reforçar o seu Valor Pessoal

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Valorize as suas vitórias

As vitórias não são grandes nem pequenas. A primeira vez que deu um passo, foi apenas um passinho. Pequeno. Inseguro. Mas na sua vida pessoal foi uma grande vitória. Valorize os seus sucessos. Deixe de os considerar como algo necessário para merecer a aprovação dos outros. Os seus sucessos são, em primeiro lugar, seus. Fazem parte do seu valor pessoal.
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural

Valorizar-se, sem precisar que os outros o façam por si, é essencial pois reflecte o modo como se trata a si mesma. Começamos a ganhar qualidade de vida quando aprendemos a reconhecer o nosso valor. Nesse sentido, o auto-valor é também uma forma de cuidamos de nós e de nos estimarmos. Não o veja como um acto de egoísmo. Quem não se reconhece valor também não consegue ver valor nos outros.
Valorize as suas tentativas de melhoria

Conseguirmos auto-elogiar-nos, sem receio de cairmos no ridículo ou de sermos humilhados é essencial para a nossa auto-estima, a nossa auto-valorização e o nosso crescimento pessoal. Não diga a si mesma o que correu mal. Pense naquilo que correu bem. Valorize as suas tentativas e o seu esforço para melhorar. Isso aumenta a sua auto-confiança e das próximas vezes que tentar vai sentir-se melhor consigo própria.
Identifique e reforce os seus pontos fortes

Faça uma lista dos seus pontos fortes e reforce-a com novos conhecimentos e competências. Faça-o proactivamente e ciclicamente ao longo da vida. Esta atitude faz com que se sinta sempre em sintonia com o que há de novo na sua profissão, na forma como gere os seus relacionamentos e no modo como lida com as suas próprias emoções e sentimentos. Aumenta o seu poder pessoal.
Não assuma o papel de vítima

Para reforçar o seu valor pessoal, elimine os papéis de vitimização, de tipo: “nunca me elogias!”, “faça o que fizer nada é perfeito para ti”, “ninguém me dá valor!”. Para além de nos colocar no papel de vítimas este tipo de atitude também nos retira a capacidade de liderarmos a nossa vida.
Diga abertamente o que precisa

Fale abertamente (e sem criticar o outro), sobre aquilo que sente quando acha que merece que lhe reconheçam valor e não o fazem. Sobretudo porque pode estar em presença de alguém que nunca aprendeu a valorizar os outros ou que acha que valorizar significa perder poder. Amuar, ficar calada ou “remoer” a mágoa, apenas servirá para retirar qualidade aos seus relacionamentos.

A Angústia do Fim-de-Semana

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Já alguma vez se sentiu angustiada, ansiosa e até nervosa por estar a chegar o fim-de-semana? Já se sentiu cansada por estar vários dias sem fazer nada? Ou, por exemplo, já interrompeu as férias por não conseguir “estar parada”?

Angustia fim-de-semana

Se já experimentou estas sensações saiba que sentiu um tipo muito especial de stress, designado, existencialmente, por “stress do vazio”:
o stress que ocorre quando simplesmente não temos obrigações para cumprir, quando não temos um objectivo a atingir, quando não temos nada que nos imponha um ritmo. Quando de repente não temos ninguém a fazer barulho em casa ou alguém para cuidar.

Pode parecer paradoxal, mas nem todos conseguimos sentir bem-estar nos dias ou momentos em que podemos efectivamente descansar. Ou seja, há quem sinta stress por quase tudo e quem sinta stress por quase nada. Sempre nos disseram que temos de ser alguma coisa, fazer alguma coisa, ter alguma coisa. Estar parado, não fazer nada, é estar fora do que é aceite como equilibrado e bom.

Como tal, crescemos com a crença de que se formos alguma coisa, tivermos alguma coisa e fizermos alguma coisa, existimos como seres humanos válidos. É por isso que nos sentimos seguros se tivermos trabalho, se tivermos família, mulher, marido, filhos, amigos, vida social. Todos estes aspectos fazem parte de uma vida cheia, plena. Retirá-los significa uma grande insegurança. Um medo terrível de não sermos, de acabarmos. Não há modelo para a solidão. Não há modelo para o vazio. Estar no vazio é sentir uma enorme insegurança geradora de medo. Medo de não termos nada. Medo de que nos falte tudo.
A minha experiência pessoal

Eu já sofri de stress do vazio. Foi numa fase dura da minha vida em que trabalhava 14 horas por dia. Às vezes mais. Não porque isso representasse um aumento dos meus benefícios financeiros. Trabalhava para ocupar o meu tempo o mais possível. Estar muito ocupada libertava a minha mente do contacto com aspectos que me eram muito difíceis de assumir. Era como se deixando de trabalhar deixasse de existir. E por isso trabalhava ainda mais. Ir de fim-de-semana significava contactar com a minha solidão, com o facto de não haver ninguém que necessitasse de mim, de não ter assuntos importantes para resolver.

À semelhança de outros tipos de stress, o stress do vazio tem origem nos nossos medos. O medo de não conseguirmos atingir os nossos objectivos, o medo de não sermos aceites, de não estarmos à altura da situação, de fraquejarmos. O medo de nos criticarem, de não conseguirmos ser o que esperam de nós. No meu caso, bem visto, o stress era gerado pelo medo da solidão. Ou, empregando um termo Existencialistas, o meu stress era provocado pelo receio do nada. De ter sentir o vazio.

Teresa Marta
DICAS PARA DIMININUIR O STRESS:


 

 

Gerir o Fracasso

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A minha actividade como gestora e formadora tem-me levado a contactar com imensa gente que já fracassou na vida. Estes exemplos que encontro não são mais do que pessoas, que como eu, e como tantos de nós, arriscaram algures a passar para o lado de fora da caixa acreditando nos seus desejos e nos seus sonhos.

Às vezes somos bem sucedidos outras não.

No entanto, a questão de base é sempre a mesma e trata-se de saber como gerimos o fracasso, como o sentimos, como o digerimos (ou não), como o integramos no nosso percurso.

Todas as sociedades têm as suas vantagens e os seus pontos menos positivos. A nível empresarial, confesso que vejo na realidade norte americana exemplos muito positivos ao verificar que gestores, empresários e profissionais das mais diversas áreas cujas carreiras e projectos fracassam, são convidados como oradores para motivar outros a seguirem o seu caminho, a mergulharem nos seus medos e a verem nas experiências de insucesso passos positivos de aprendizagem e de fortalecimento pessoal.

Por cá, passa-se algo geralmente oposto: quem fracassa é considerado um fraco, é-lhe conferida uma etiqueta de “incapaz”. A questão, em termos existenciais, é que nem todos gerimos e integramos o fracasso da mesma forma. Depende daquilo que nos disseram ao longo da vida, daquilo que nos fizeram sentir, através de situações por vezes tão simples, como entornar o copo de leite na mesa, colocar nódoas na roupa ou ter uma negativa num ou outro teste.

A verdade é que somos mais atraídos pelo fracasso do que pelo próprio sucesso. Temos uma tendência natural para a finitude, a tal “pulsão para a morte” de que nos falou Freud. Talvez porque a nossa mente integre de forma mais simples a possibilidade de falhar do que a a possibilidade de vencer (muitas vezes impossível, achamos nós). 
De facto, a maioria de nós foi treinado para a fatalidade que a vida pode ser, foi-nos dito o quão injusto o mundo é e o quão difíceis as coisas têm de ser para saberem a vitória. É o padrão luta-esforço em que fomos educados e que continua a persistir em muitas das nossas famílias, nas empresas onde trabalhamos e nas escolas em que os nossos filhos são educados.

Cabe-nos a nós, pessoalmente, em cada momento da nossa existência, escolher um caminho mais suave, mas igualmente produtivo, um caminho que não acarrete o peso da possibilidade de fracassar, mas simplesmente a leveza de avançar perante o que a vida nos dá, seja lá o que for pois nada é estranho à natureza humana.

Pratique pois a Confiança no Processo da Vida. Tudo está, por certo, a acontecer para o nosso maior bem.

Teresa Marta