Teresa sem medo: Valor pessoal
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Emoções e Matemática

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Há dias tive uma reunião na escola do meu filho e confesso que fiquei chocada. Custou-me ouvir aquela preocupação extrema dos pais relativamente às avaliações e às médias. Fiquei, até hoje, sem conseguir esquecer uma das questões colocadas: "Mas afinal, porque é que um suficiente e um bom não dá 4? Porque é que o Professor só deu 3?"

Esta, e outras perguntas idênticas, levam-me a questionar, o que estamos a pedir aos nossos filhos. Porque estamos tão focados nas médias, em medir tudo, como se cada criança fosse um número, uma catalogação? Como se não fosse um ser singular e único? Como se numa nota estivesse um destino?

Porque estamos tão preocupados com as notas e menos preocupados em pedir aos nossos filhos valores como a autenticidade e a humildade? Valores como o respeito pelo outro, a companhia, a amizade, a alegria, o sentido de humor?

Talvez não estejamos a conseguir ensinar-lhes a reagir de forma aberta, criativa e positiva aos acontecimentos inesperados e naturais que surgem ao longo da vida. Talvez não estejamos a conseguir motivá-los a expressar as suas opiniões, convicções e sentimentos, sem complexos, sem medo de serem avaliados e de serem medidos. Estaremos a trabalhar para que os nossos filhos acreditem incondicionalmente em si próprios?

Talvez fosse importante aprendermos a ser mais flexíveis com os objectivos que colocamos aos nossos filhos. A sentir cada acontecimento do percurso escolar, mesmo os maus, como uma oportunidade de melhorar. De perceber e entender que cada pessoa tem um percurso próprio, que os nossos filhos não são, nem nunca poderão ser, uma fotocópia de nós mesmos (nem dos nossos sucessos, nem dos nossos insucessos).

Não importa tanto a grandeza dos projectos, o valor das classificações, o quadro dos três melhores da escola. Importa muito mais fomentar a confiança em si próprio, a vontade de continuar, mesmo quando as coisas correm mal, de ter esperança no futuro, de aguentar firme mostrando que aconteça o que acontecer, há soluções.

E há que dar atenção ao amor incondicional. Não apenas o que sentimos pelos nossos filhos, mas o que motivamos os nossos filhos a sentirem por si próprios. Ensinando-os e motivando-os não a lutar para serem os melhores, mas a lutar contra todos os que limitem a sua coragem, a sua criatividade e a sua capacidade de sorrir. Contra todos os que ataquem a sua auto-estima. Por certo, desta forma, acabarão por ser os melhores! Em alguma coisa. Talvez naquilo que de facto os realiza e faz felizes como seres humanos.

Temos o dever de ajudar os nossos filhos a escolherem o seu próprio caminho, ao invés de os condicionar ao caminho que desejámos para nós. Temos o dever de nos preocuparmos menos em transformá-los em entidades produtivas. E de nos preocuparmos mais em que sejam pessoas felizes e equilibradas.

Teresa Marta

Em 2014 consegui... Valorizar-me Mais

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Em Janeiro deste ano, colaborei na redacção de um artigo para a revista Prevenir sobre os objectivos para 2014. Objectivos esses que se conquistam através de um caminho. No fundo, passos para realizar os desejos para o ano que estava a começar.

Agora que o ano está a chegar ao fim, decidi replicar aqui, esses mesmos passos. Fique atento aos próximos dias, onde vou partilhar os cinco passos referidos na revista, aqui no Teresa Sem Medo.

Parte I

VALORIZAR-ME MAIS

Muitas vezes, para agradar os outros, acabamos por frustrar os nossos desejos. Estas são algumas estratégias para se valorizar sem comprometer as suas relações sociais, indicadas pelo Psicólogo e Psicoterapeuta Vitor Rodrigues, que subscrevo:

VOU DIZER MAIS VEZES «NÃO»
Se nunca dizemos «não», o nosso sim não vale nada. Saber dizer que não faz parte de sermos honestos connosco e com os outros e de nos sabermos respeitar a nós, aos nossos direitos e necessidades. De outro modo, frustramos a nossa verdadeira natureza e isso gera mal-estar e agressividade latente.

PASSE À PRÁTICA:
Ensaie ao espelho e depois com um amigo. Isso ajuda a sentir que é possível, para si, dizer «não». Além disso, questione-se: Estou a respeitar mais o outro e a mim ao dizer que "sim" a tudo? O que me leva a ter medo de dizer que não? Experimente gritar Não! muitas vezes, em tons diferentes, e vá percebendo como se sente. Os primeiros «não»  devem custar mais mas valem a pena.

NÃO VOU PERMITIR QUE ME MALTRATEM
Consentir ser mal tratada e/ou humilhada resulta na perda de auto-estima, produz ressentimentos latentes, conduz à perda de respeito próprio. É como se interiorizássemos a falta de respeito que os outros demonstram por nós. Fazer o oposto ajuda-nos a encontrar a nossa própria força.

PASSE À PRÁTICA:
 Comece por expressar o que sente perante as palavras e os actos da pessoa que maltrata e/ou humilha e proponha-lhe que encontre melhores modos. Muitas vezes, isso exige saber usar a sua força interior. Nem que, para isso, seja necessário frequentar aulas de artes marciais.

VOU DEIXAR DE FAZER FRETES
Fazer um "frente" implica um sentimento de frustração. Gera revolta e mal-estar. É como se uma parte de si estivesse a fazer força para realizar algo e a parte restante se opusesse, fazendo com que fique tensa e desgostada, opondo resistência "passiva".

PASSE À PRÁTICA:
 Seja clara acerca do que está disposta a fazer e encontre o lado positivo nas coisas que faz. Por exemplo, em vez da atitude de revolta face a algo que não lhe dá especial prazer, encontre as razões para o fazer e a satisfação de agir de acordo com a sua ética. Por exemplo, pode não gostar de lavar o chão, mas isso pode ser bom para si e para os outros e pode, nesse caso, ter o prazer de lavá-lo para bem de todos.

 VOU PEDIR DESCULPA
Para muitas pessoas, não pedir desculpa impede-as de se perdoarem. É como se sentissem que algo fica por fazer e que o mal que fizeram permanece dentro delas, assombrando-as e dificultando o seu bem-estar interior.

PASSE À PRÁTICA:
É simples: Peça desculpa encarando isso como um ato natural e civilizado. Encontre um momento adequado e explique à outra pessoa que faz questão de lhe dizer alguma coisa. Estará a repor a harmonia dentro e fora de si.


* Este artigo foi publicado na edição de Janeiro da revista Prevenir e foi escrito com a minha colaboração, juntamente com a Dra. Célia Francisco (psicóloga), Dra. Alcina Rosa (psicóloga), Dra. Helena Marques (psicóloga e fashion advisor), Sandra Pereira (trainer e lifecoach), Dra. Vítor Rodrigues (psicólogo e psicoterapeuta), e Dra. Pedro Ribeiro da Silva (médico de Medicina Geral e Familiar).



Leia os outros artigos "Em 2014, eu consegui...":

Reforce o seu Valor Pessoal

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Estamos tão preocupados em mostrar que somos capazes, em ser uma solução, em encontrar soluções, que nos esquecemos de Ser. De ser pessoas. De nos entendermos a nós próprios. De nos darmos tempo. De nos desculparmos quando não somos os melhores.

Esquecemo-nos de nos vermos com carinho e de mostrarmos gratidão por aquilo que conseguimos. Todos os dias. Por pouco que seja. Conseguimos alguma coisa. Alguma coisa que até pode ser imperceptível para os outros. Mas que nós sabemos que fizemos acontecer. Fomos nós.
O valor que nos atribuímos (auto-valor) condiciona a forma como vemos o mundo e como lhe reagimos, a forma como conseguimos reagir ao que nos acontece.

Quando a nossa noção de auto-valor é baixa, sentimo-nos inseguros, temos receio de arriscar, receio de expressar o que sentimos, de sermos ridicularizados e de sermos menosprezados. Se não nos reconhecemos valor, a nossa auto-estima diminui, bem como a nossa noção de merecimento. Viver sem nos reconhecermos valor condiciona pois o nosso comportamento em sociedade e em família.

Auto-valor

Talvez tenha crescido com a crença de que nada do que fazia estava certo. Esta situação pode ser muito limitadora e angustiante. Pode, por exemplo limitar a sua produtividade e o seu sucesso profissionais (medo de tomar decisões, de inovar, de não ser reconhecido). O não reconhecimento do nosso valor pode limitar também a qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais: ou porque necessitamos em permanência que nos valorizem, que nos digam que fizemos bem; ou porque desconfiamos da nossa capacidade para fazermos os outros felizes. Evitamos agir espontaneamente, dizer o que sentimos com autenticidade, com receio de que o outro nos critique ou que inclusive nos abandone.

Vivemos tão condicionados pela insegurança, por podermos frustrar as expectativas dos outros, que por vezes não conseguimos ver o nosso próprio valor. Sentimos que não somos merecedores. Sejamos pois, um pouco mais conscientes do nosso Valor Pessoal, pois a imagem que temos de nós não é mais que a soma de todos os feedbacks que recebemos ao longo da vida, em relação ao modo como nos comportámos e sobre aquilo que sabíamos ou deixávamos de saber.

Teresa Marta
DICAS PARA REFORÇAR O SEU VALOR PESSOAL:

Valorize as suas vitórias
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural
Valorize as suas tentativas de melhoria
Identifique e reforce os seus pontos fortes
Não assuma o papel de vítima
Diga abertamente o que precisa

Coragem para Entrar na Dor e Sair Reforçada

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Acho que a Coragem só se conquista depois de experimentarmos a dor. É duro isto que digo. Talvez até desmotivante. Mas é a verdade. Dor. Sentida. Vivida. Plasmada em nós. Dor que senti tantas vezes. No meu percurso. Na minha vida. E às vezes. Tantas vezes. Tantas. Uma dor experimentada. Tantas vezes, repetidamente.

Só na multidão

A dor emocional é uma das nossas maiores aprendizagens. Senti-la. Deixá-la avassalar-nos, se assim tiver de ser. E tantas vezes, comigo, teve de ser. E tantas vezes me isolei pensando que assim sentia menos. E tantas vezes parti anónima. Entre a multidão da grande cidade. Querendo confundir-me. Desesperadamente. Querendo que a minha dor, misturada com a dor de outros rostos, não fosse mais que apenas isso. Uma dor qualquer. De uma mulher qualquer. Como tantas outras. Uma dor anónima. De uma mulher anónima. Uma dor, por isso, desvalorizável.

Percebo hoje que a nossa maior restrição ao prazer e à alegria é termos medo de sentir dor. Sentir dor em nós. No nosso Self. Na nossa mente. No nosso Coração. No nosso estômago. No nosso sono. Na nossa Alma.

Sei hoje, que só perdendo o medo de sentir, posso sentir. Sentir que, qualquer que seja a questão, qualquer que seja o resultado, estarei cá. Preparada.

Mesmo que chore. Mesmo que angustiada. Mesmo que com medo. Mergulho nisso tudo. Consciente que só dessa forma estarei cá amanhã. Novamente. Para tudo o que a Vida me reserve. Para abraçar essa "insustentável leveza do ser", que nos caracteriza. E que tanto tentamos anular.

Teresa Marta

Escolher-se a si mesma

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E, mesmo quando escolhemos não escolher, já estamos a fazer uma escolha. Mesmo quando nos mantemos num emprego que não gostamos ou numa relação que não nos dá alegria, estamos a escolher ficar aí. Por muito que o nosso cérebro nos diga que não, que estamos em determinado sítio ou com determinada pessoa porque somos obrigados, porque não temos alternativa ou porque é melhor aceitar as condições, que algo melhor virá, mesmo assim, estamos a escolher.

Escolher-se a si própria Prefere fazer as suas opções ou sente-se mais confortável quando optam por si? Gosta mais de escolher ou que a escolham? 

Estas perguntas, aparentemente simples, podem tornar-se muito angustiantes, nomeadamente quando estamos a enfrentar dilemas difíceis de resolver.


Se o seu padrão é ficar à espera que a escolham, possivelmente acabará por concluir que está a deixar de liderar a sua vida. Isso não é bom nem é mau. É apenas, e mais uma vez, uma escolha que fazemos. E as escolhas que fazemos ditam a nossa qualidade de vida.

A forma como escolhemos é pois determinante para o nosso equilíbrio. No entanto, raramente as escolhas que fazemos são em função daquilo que efectivamente é melhor para nós. Escolhemos, muitas vezes, em função do que é melhor para que os outros nos aceitem como iguais. Raramente nos escolhemos a nós mesmos, antes de escolhermos qualquer coisa, situação ou pessoa.

A forma como exercemos o nosso poder de escolha reflecte o modo como nos tratamos e revela muito sobre a nossa auto-estima e a forma como nos vemos. De facto, começamos a ganhar qualidade de vida quando nos tratamos bem, quando cuidamos de nós. Quando nos estimamos.

Teresa Marta

DICAS PARA CUIDAR MELHOR DE SI:

A Angústia do Fim-de-Semana

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Já alguma vez se sentiu angustiada, ansiosa e até nervosa por estar a chegar o fim-de-semana? Já se sentiu cansada por estar vários dias sem fazer nada? Ou, por exemplo, já interrompeu as férias por não conseguir “estar parada”?

Angustia fim-de-semana

Se já experimentou estas sensações saiba que sentiu um tipo muito especial de stress, designado, existencialmente, por “stress do vazio”:
o stress que ocorre quando simplesmente não temos obrigações para cumprir, quando não temos um objectivo a atingir, quando não temos nada que nos imponha um ritmo. Quando de repente não temos ninguém a fazer barulho em casa ou alguém para cuidar.

Pode parecer paradoxal, mas nem todos conseguimos sentir bem-estar nos dias ou momentos em que podemos efectivamente descansar. Ou seja, há quem sinta stress por quase tudo e quem sinta stress por quase nada. Sempre nos disseram que temos de ser alguma coisa, fazer alguma coisa, ter alguma coisa. Estar parado, não fazer nada, é estar fora do que é aceite como equilibrado e bom.

Como tal, crescemos com a crença de que se formos alguma coisa, tivermos alguma coisa e fizermos alguma coisa, existimos como seres humanos válidos. É por isso que nos sentimos seguros se tivermos trabalho, se tivermos família, mulher, marido, filhos, amigos, vida social. Todos estes aspectos fazem parte de uma vida cheia, plena. Retirá-los significa uma grande insegurança. Um medo terrível de não sermos, de acabarmos. Não há modelo para a solidão. Não há modelo para o vazio. Estar no vazio é sentir uma enorme insegurança geradora de medo. Medo de não termos nada. Medo de que nos falte tudo.
A minha experiência pessoal

Eu já sofri de stress do vazio. Foi numa fase dura da minha vida em que trabalhava 14 horas por dia. Às vezes mais. Não porque isso representasse um aumento dos meus benefícios financeiros. Trabalhava para ocupar o meu tempo o mais possível. Estar muito ocupada libertava a minha mente do contacto com aspectos que me eram muito difíceis de assumir. Era como se deixando de trabalhar deixasse de existir. E por isso trabalhava ainda mais. Ir de fim-de-semana significava contactar com a minha solidão, com o facto de não haver ninguém que necessitasse de mim, de não ter assuntos importantes para resolver.

À semelhança de outros tipos de stress, o stress do vazio tem origem nos nossos medos. O medo de não conseguirmos atingir os nossos objectivos, o medo de não sermos aceites, de não estarmos à altura da situação, de fraquejarmos. O medo de nos criticarem, de não conseguirmos ser o que esperam de nós. No meu caso, bem visto, o stress era gerado pelo medo da solidão. Ou, empregando um termo Existencialistas, o meu stress era provocado pelo receio do nada. De ter sentir o vazio.

Teresa Marta
DICAS PARA DIMININUIR O STRESS:


 

 

Dominados pelo valor

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Sisifo“O teu valor deixa muito a desejar!”, “Nunca pensei que deitasses por terra o teu valor pessoal!”, “Como é possível não reconheceres o meu valor?”. Estas palavras soam-lhe familiares? O Marketing, por exemplo, define o valor de um produto de forma muito simples: basicamente, o valor é aquilo que o consumidor diz que é. Neste sentido, o valor não é mensurável. Resulta da apreciação subjectiva de cada consumidor.

E o que se passa com a avaliação do valor das pessoas? Basicamente, o mesmo! O nosso valor resulta da avaliação (subjectiva) que os outros fazem de nós. Em geral, passamos a vida a tentar corresponder ao valor que os outros acham que temos. No entanto, lutar dia-a-dia para corresponder às expectativas dos outros desgasta-nos, cansa-nos, gera angústia existencial. Perdemos a noção de quem somos realmente: se nós, se a imagem reflectida de nós.

Resultado da percepção do outro, lutamos em permanência para sermos alguém de quem os outros gostem, que os outros apreciem, que os outros reconheçam, que valorizem, acabando por esquecer quem de facto somos, qual o nosso valor efectivo.

A angústia gerada por tentarmos corresponder ao que esperam de nós é ainda agudizada pelos objectivos que colocamos a nós próprios. Estamos sempre a esticar a fasquia! Queremos forçar as coisas a acontecerem, desejamos controlar tudo: nós, os outros, os acontecimentos, o tempo, a evolução natural do nosso corpo, a idade. E acabamos por nos concentrar muitas vezes naquilo que não temos, no que nos falta, no que não somos, no que não chega ou não é suficiente.

Num mundo que esgota a nossa identidade ao avaliar-nos pelo que fazemos, pela nossa beleza, a nossa riqueza ou a nossa pobreza, o nosso poder ou a nossa juventude, angustiamo-nos ao vivermos em função daquilo que julgamos dever ser. Dizemos a nós próprios, “se eu fosse mais alto, mais jovem, mais magro, mais rico, mais comunicativo, mais feliz…”, estaria tudo bem.

Mas não estaria. Porque o valor, tal como a beleza, o amor e a felicidade, começa em nós, não é algo que temos porque os outros no-lo dão. Numa perspectiva existencialista, o valor do Self está intimamente ligado à sua Singularidade. Àquilo que em nós é único, ao que nos torna efectivamente pessoas com necessidades, desejos, angústias e limitações próprias. O valor está pois intimamente ligado à nossa humanidade. Cada vez mais esquecida.

Para aumentar a sua noção auto-valor, e passar a viver uma vida mais saudável, é imprescindível que aceite as suas imperfeições. Aceite-se como é: lembre-se que está a fazer o melhor que pode, com as condições e o conhecimento que tem neste momento. Quando conseguimos sentir-nos confortáveis com que somos, ao invés de estarmos em permanência a tentar ser quem achamos que devíamos, passamos a sentir-nos muito mais seguros, e aumentamos a nossa sensação de bem-estar.

Não tem de provar nada! Porque o faz? Incomoda-o o julgamento dos outros? Não estará a sabotar o seu valor quando assume como verdadeiras as percepções que fazem de si? Sinta orgulho pelo que é! Pelo que já conseguiu! Por isso, siga em frente!

Abençoe aquilo que já tem. Todos os valores que o seu pote pessoal de valor já possui. Pode ser pouco, pode ainda não ser aquilo que deseja. Mas já o tem. É seu. Comece a reconhecer o que vale. Saiba que vale! Sinta que vale! Este é o seu dia. É o dia de expressar o seu valor! É o dia de procurar e de libertar a sua singularidade.

Teresa Marta