Teresa sem medo: emoções
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Marcelo - O Papa Português

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Foto: Diário de Notícias.

Afinal, Portugal também tem um Papa:
Marcelo Rebelo de Sousa! 

O novo Presidente da República ultrapassou qualquer modelo instituído das normas do que deve ser e não ser um Presidente da República. Marcelo chegou discreto, tal como o Papa Francisco. Marcelo não precisou das insígnias de ouro para lhe marcarem o cargo. Para lhe certificarem o Poder. Nem tão pouco do staff de uma segurança pessoal.

Porque Marcelo não precisa. Não está agarrado a qualquer tipo de poder político, social, institucional, económico ou religioso. Marcelo é assim. Ele mesmo. Um Presidente Marcelo sem medo. Que não precisa que lhe digam para onde ir ou como ir. É ele que define o seu caminho. O certo e o errado. Se vai a pé ou escolhe ir na miragem de um carro topo de gama que apenas faz com que os portugueses comparem a sua situação com a do Homem que entretanto foi eleito como Presidente de Todos os Portugueses.

Marcelo podia de facto ser um Franciscano. Por aí. Sem medo de onde o destino o leva. Porque o destino dos homens grandes é feito por si mesmos.

Não menos importante, ou o mais importante de tudo: os afectos e a proximidade. A empatia. A envolvência. A curiosidade genuína pelo que se passa. O sorriso aberto, sem receio de ser exagerado ou mal entendido. Sem receio de perder a pose do cargo.

E não é por ser próximo, emotivo e assumir algumas das suas fragilidades que Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, perde o seu poder. Ao contrário, é exactamente isso que lhe confere aquilo que se designa por Poder e Legitimidade genuínos.

Os portugueses precisavam disso. Porque os portugueses estão cansados de uma vida sem esperança. Marcelo significa Cura Emocional e Portugal já merecia um Presidente assim. Simplesmente humano.


Teresa Marta

Emoções e Matemática

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Há dias tive uma reunião na escola do meu filho e confesso que fiquei chocada. Custou-me ouvir aquela preocupação extrema dos pais relativamente às avaliações e às médias. Fiquei, até hoje, sem conseguir esquecer uma das questões colocadas: "Mas afinal, porque é que um suficiente e um bom não dá 4? Porque é que o Professor só deu 3?"

Esta, e outras perguntas idênticas, levam-me a questionar, o que estamos a pedir aos nossos filhos. Porque estamos tão focados nas médias, em medir tudo, como se cada criança fosse um número, uma catalogação? Como se não fosse um ser singular e único? Como se numa nota estivesse um destino?

Porque estamos tão preocupados com as notas e menos preocupados em pedir aos nossos filhos valores como a autenticidade e a humildade? Valores como o respeito pelo outro, a companhia, a amizade, a alegria, o sentido de humor?

Talvez não estejamos a conseguir ensinar-lhes a reagir de forma aberta, criativa e positiva aos acontecimentos inesperados e naturais que surgem ao longo da vida. Talvez não estejamos a conseguir motivá-los a expressar as suas opiniões, convicções e sentimentos, sem complexos, sem medo de serem avaliados e de serem medidos. Estaremos a trabalhar para que os nossos filhos acreditem incondicionalmente em si próprios?

Talvez fosse importante aprendermos a ser mais flexíveis com os objectivos que colocamos aos nossos filhos. A sentir cada acontecimento do percurso escolar, mesmo os maus, como uma oportunidade de melhorar. De perceber e entender que cada pessoa tem um percurso próprio, que os nossos filhos não são, nem nunca poderão ser, uma fotocópia de nós mesmos (nem dos nossos sucessos, nem dos nossos insucessos).

Não importa tanto a grandeza dos projectos, o valor das classificações, o quadro dos três melhores da escola. Importa muito mais fomentar a confiança em si próprio, a vontade de continuar, mesmo quando as coisas correm mal, de ter esperança no futuro, de aguentar firme mostrando que aconteça o que acontecer, há soluções.

E há que dar atenção ao amor incondicional. Não apenas o que sentimos pelos nossos filhos, mas o que motivamos os nossos filhos a sentirem por si próprios. Ensinando-os e motivando-os não a lutar para serem os melhores, mas a lutar contra todos os que limitem a sua coragem, a sua criatividade e a sua capacidade de sorrir. Contra todos os que ataquem a sua auto-estima. Por certo, desta forma, acabarão por ser os melhores! Em alguma coisa. Talvez naquilo que de facto os realiza e faz felizes como seres humanos.

Temos o dever de ajudar os nossos filhos a escolherem o seu próprio caminho, ao invés de os condicionar ao caminho que desejámos para nós. Temos o dever de nos preocuparmos menos em transformá-los em entidades produtivas. E de nos preocuparmos mais em que sejam pessoas felizes e equilibradas.

Teresa Marta

Terapia da Gratidão

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A gratidão cura as nossas emoções e, através da cura emocional, curamos a nossa vida. Quanto mais gratidão sentimos, mais a nossa vida melhora.

Não se trata de nenhum passe de magia!
Trata-se, simplesmente, de uma mudança de percepção face àquilo que já temos. Ao elevarmos o nosso nível de gratidão aumentamos as emoções positivas que sentimos e começamos a focar-nos nos pontos positivos em detrimento dos aspectos negativos. Desta forma, praticar a gratidão significa passarmos a ter ainda mais coisas pelas quais nos sentimos gratas.

Nesta perspectiva, a gratidão é uma das maiores forças curativas que podemos usar na nossa vida. E tem grandes vantagens: a gratidão não depende do estatuto social, do valor do nosso salário, do cargo que ocupamos, de termos ou não um curso superior. A gratidão não depende das marcas que usamos, dos sítios onde passamos férias ou do carro que temos. A gratidão é um sentimento que temos (ou não temos), independentemente das nossas condições materiais, sociais ou educacionais.

No entanto, é difícil sentir gratidão. Porque temos de aprender a ser gratas, mesmo quando as coisas não correm bem. Mesmo quando a vida não corresponde àquilo que esperávamos. Raramente nos ensinaram o poder da gratidão, a olhar para as pequenas vitórias do dia-a-dia e para as coisas boas que já temos. Um simples duche quente no fim de um dia extenuante. Um abraço dos nossos filhos. O sorriso de alguém que se cruza connosco na rua. O nosso sofá, onde nos enroscamos numa tarde de chuva. Os amigos que nos telefonam para saber como estamos. O nosso carro, que “pega” de manhã. Temos tanto para agradecer a estas pequenas coisas que já temos e que damos como adquiridas, já não lhes prestando atenção.

Alguns dados da Psicologia Positiva

A gratidão é inata ao ser humano, embora apenas em 2001 a Psicologia Positiva lhe tenha começado a dirigir maior atenção em termos de estudo (McCullough). Concluiu-se, nomeadamente, a existência de uma relação positiva entre gratidão e bem-estar subjectivo da pessoa. Bem como entre a gratidão e a qualidade das nossas relações interpessoais.

A gratidão afecta de modo positivo a vida, as relações e o bem-estar dos sujeitos que a sentem e a praticam. É neste sentido que vão também os estudos de Seligman (2008), que conclui existir uma relação directa entre a prática da gratidão e a felicidade sentida pelo sujeito. De facto, a gratidão é uma emoção positiva que amplia o sentimento de bem-estar emocional. Uma emoção que, experienciada e praticada, transforma a nossa vida para melhor. Torna-nos mais criativos, mais resilientes, mais saudáveis, mais felizes e socialmente mais integrados (Fredrickson, 2004).


Porque tendemos a não sentir gratidão? 

Na exigência que impomos a nós mesmas, nunca nada é suficientemente glorioso, visível ou importante. Desvalorizamos as pequenas conquistas, que são passos gigantes para afirmar o nosso valor único e a nossa capacidade de ver para além do momento presente, para além das crises que enfrentamos. Desvalorizamos pequenos momentos que nos devolvem a capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança. Ao desvalorizarmos o que já temos, por pouco que isso nos possa parecer, tudo se torna irrelevante. Começamos a achar que apenas somos felizes se tivermos mais ou se as coisas forem diferentes. Achamos que para estarmos gratas algo de extraordinário tem de acontecer: um aumento de salário, um carro novo, uma cura milagrosa das nossas dores emocionais, uma saúde de ferro, umas férias paradisíacas. Enquanto nos sentirmos incompletas, enquanto sentirmos que ainda não é suficiente, afastamos a gratidão e com ela a capacidade inata de valorizar “algos” tão simples como o facto de estarmos agora, aqui, a respirar.

Veja também:
Dicas para aumentar a gratidão
Exercícios para aumentar a gratidão




“Sábio é aquele que não chora pelas coisas que não possui,  mas rejubila com as que já tem.” 
- Epíteto


Teresa Marta

12 Dicas para curar as suas emoções

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  1. Faça escolhas equilibradas. Escolher de forma equilibrada significa optar pelo que sente que lhe faz bem e não por aquilo que acha que os outros irão apreciar. Não tenha medo de escolher em função do seu bem-estar e da sua felicidade. Você está a viver a sua vida e é a si que tem de prestar contas.

  2. Seja carinhosa consigo. Respeite a sua vontade e sinta-se merecedora! Se existem pessoas e situações que sente serem tóxicas para si, tente eliminá-las o mais possível. Esta atitude faz parte de uma vida equilibrada, onde devemos criar limites saudáveis para os nossos relacionamentos.

  3. Aprenda a dizer não! Diga não as vezes que forem necessárias. Se perder alguém ou alguma coisa por fazê-lo, acredite que essa pessoa ou essa “coisa” já não lhe pertenciam. Não tenha medo! Respeite-se. Respeite o que sente. Você merece ser feliz!

  4. Elimine os“E Se?”do seu discurso e do seu pensamento. Todos os “ses” que imaginamos são apenas isso: imagens mentais que criamos! Troque o “Se…”, por afirmações no presente do indicativo, como: “Estou a conseguir ser cada vez mais positiva!”.“Hoje foi mais um dia em que consegui focar-me no presente, rodeando-me de pessoas, pensamentos e situações que me fazem bem”.

  5. Amplie o seu mundo. Conheça nova pessoas e outras realidades. Não precisa sair do País ou gastar muito dinheiro. Se quer mudanças na sua vida terá de mudar a sua rotina, as pessoas habituais e os locais de sempre.

  6. Coma alimentos curativos. Respeite o seu corpo quando este lhe dá sinais de que determinados alimentos não lhe fazem bem. Retire-os!

  7. Foque-se no presente e naquilo que, neste momento, consegue controlar. Por muito grave que lhe pareça a situação, lembre-se de que pode sempre fazer uso de recursos que já tem, mesmo que lhe pareça o contrário.

  8. Não exija demais de si mesma. Liberte sentimentos de auto-avaliação e de perfeccionismo. É bom colocarmos a nós mesmas objectivos ambiciosos, mas não podemos deixar-nos consumir pela angústia da superação.

  9. Afaste-se de pessoas negativas, que estão sempre a ver o lado pior dos acontecimentos. Se com essa atitude perder alguns amigos, deixe ir. É porque essas pessoas nunca foram, de facto, amigos.  

  10. Tranquilize o seu coração. Pratique pensamentos positivos como: “Não há razão para ter medo!”. “Tudo está a acontecer no tempo certo para mim!”. “Aconteça o que acontecer vou sair desta situação reforçada!”. “Eu consigo!”

  11. Aprenda a deixar fluir os acontecimentos negativos. Ao invés de os guardar tente perceber o que lhe vieram ensinar. A seguir, liberte-os.

  12. Pratique a capacidade de brincar com a vida! Assuma um ar menos sério. Divirta-se mais. Ria mais! Brincar com as adversidades é muito importante para a nossa cura emocional e, consequentemente, o melhor remédio para a nossa saúde, o nosso bem-estar e a nossa felicidade!

Quando as nossas emoções estão doentes, nós adoecemos

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É impossível separarmos as nossas emoções da nossa biologia. Bem como separar os nossos sentimentos do nosso corpo. Sabemos que emoções como o medo, a tristeza, a ira, a raiva, a fúria, a frustração entre outras, vividas repetidamente, tornam-se tóxicas e funcionam como venenos emocionais que contaminam o nosso organismo. 

É disso que nos fala, de forma exemplar, o nosso neurocientista António Damásio, no livro "Ao Encontro de Espinosa", onde aborda a questão da biologia do sentir. Damásio fala-nos exactamente daquilo que são os sentimentos, ou seja, como os define, as emoções sentidas ao nível físico. De como as nossas emoções se transformam em sentimentos. De como o nosso corpo as sente e absorve e de como chegamos adoecemos quando o nosso organismo "absorve" toda a carga emocional negativa.  

Sim, nós somatizamos (no corpo) o que sentimos. E o que sentimos pode salvar-nos a vida, ou, ao contrário, adoecer o nosso corpo. O impacto das emoções no nosso corpo pode reflectir-se em quadros de doença como stress, ansiedade, depressão, cansaço extremo, alterações do sono e, em casos mais graves, problemas como colesterol elevado, obesidade, alterações glandulares, ataques cardíacos, úlceras, AVCs e até cancro.


Assim, curar as nossas emoções e, através disso, os nossos sentimentos negativos é essencial para curar o nosso corpo, melhorando assim a nossa saúde, o nosso bem-estar e a nossa felicidade.

Devemos assegurar, em permanência, que estamos conscientes das nossas emoções e da forma como estas se reflectem no nosso corpo. Esta análise pode não ser simples de fazer. Mas podemos treiná-la. Aumentar a nossa consciência emocional significa melhorar a forma como nos sentimos e conseguir eliminar as emoções que nos adoecem. 


Em 2014 consegui... Não ter medo das Emoções

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Na quinta e última parte do artigo da edição de Janeiro da revista Prevenir que comecei aqui, sobre os objectivos que traçámos para 2014, falamos de emoções. E de não ter medo de as sentir. Leia, por fim, o final do artigo e as dicas sugeridas abaixo.

Parte V

NÃO TER MEDO DAS EMOÇÕES


O Amor é assim: tão depressa precisa de ser partilhado para ganhar novo ânimo, como refreado, para marcar uma posição. Em ambas as situações, importa apenas senti-lo ou se for o caso...partir em busca dele.

VOU DIZER MAIS VEZES «AMO-TE»
Esta decisão revela que está na sua relação porque o traço de união ainda é afectivo e emocional, não tanto logístico, económico ou por hábito. Ao verbalizar os seus sentimentos estará a dar cor e emoção à sua vida - analisa Alcina Rosa, psicóloga clínica.

PASSE À PRÁTICA:
Se já o diz mas gostaria de o dizer mais vezes deve fazê-lo sem banalizar os sentimentos, ou seja, sentindo-o de facto. Se está só agora a começar, tente perceber qual a forma mais genuína de transmitir os seus sentimentos e avance. Pode fazê-lo verbalmente ou através de gestos tão simples como aninhar-se no sofá ao lado do seu companheiro ou com uma troca de carinhos - sugere a especialista.

VOU 
Esta decisão revela que está emocionalmente disponível para agarrar a sua felicidade e apostar no seu bem-estar individual e enquanto parte do casal - diz a psicóloga.

PASSE À PRÁTICA:
Partindo do princípio que uma relação não é (sempre) um mar de rosas, a primeira premissa é adaptar as expectativas à situação real e não a um ideal projectado. Tentar mudar o outro ou adequá-lo a si pode originar conflitos. A melhor forma de cuidar da relação é encontrar soluções quotidianas que tragam calma e harmonia à vida a dois. Pode encontrá-las em coisas tão simples como telefonar-lhe a meio do dia, oferecer um presente simbólico que tenha a ver com ele, combinar uma saída a dois e arranjar, todos os dias, tempo e espaço para o casal - exemplifica.
DICA:


Tentar mudar o Outro pode gerar conflitos. 
Adapte as expectativas à situação real.




QUERO VOLTAR A APAIXONAR-ME
Em termos emocionais, o verbo «quero» provoca muita ansiedade. O amor não é como um objecto que se controla temporalmente, não se quer e se tem. Não, o amor faz parte do domínio do acontecer, pelo que o melhor é pensar "eu gostaria de voltar a apaixonar-me" em vez de, mesmo que inconscientemente, estar a definir um tempo para que isso aconteça. Essa postura de não ficar à espera que a vida aconteça revela uma atitude mais activa, de investimento em si e na sua vida..

PASSE À PRÁTICA:
Aumente o número de interacções sociais: saia, conviva, divirta-se e junte-se a grupos de interesse que lhe permitam conhecer pessoas. Deve, porém, evitar centrar a sua felicidade na realização ou não do seu desejo, sob pena de se sentir frustrada, desvalorizada e inquieta.

VOU EDUCAR SEM SENTIMENTOS DE CULPA 
Dizer «não» e impor limites aos filhos traz, em alguns casos, sentimentos de culpa. Reconhecê-lo revela uma necessidade de alterar os seus paradigmas educativos e o próprio papel de mãe. Dizer «não» faz parte da educação e dos valores que deve transmitir aos seus filhos - caso contrário, poderá estar a encaminhá-los para um mau desenvolvimento pessoal - explica Alcina Rosa.

PASSE À PRÁTICA:
Lembre-se de que o seu papel é educar e aprender a dizer «não» é tão importante como dizer «sim». Objective as situações que gostaria de ver alteradas e, sempre que estiver perante esse cenário, controle-se e decida-se pela atitude ou resposta que considera mais justa e não a que vai agradar mais ao seu filho. Mesmo que isso, no momento, lhe pareça desmedido ou até cruel.

DICA:
 
Tome Nota!

Evite centrar a sua felicidade no amor, sob pena de se sentir frustrada.



VOU VOLTAR AOS TREINOS 
Parabéns! Acabou de estabelecer o compromisso que fará de si uma pessoa mais saudável, energética e bem-disposta. Irá, ainda, reduzir o risco de vir a sofrer de artrite, doença cardiovascular, cancro ou depressão.

PASSE À PRÁTICA:
  1. Estabeleça objectivos realistas e comece devagar, com caminhadas de 20 minutos, três vezes por semana, e aumente gradualmente a intensidade;
  2. Intervale os treinos com dias de descanso;
  3. Junte-se a um grupo de treino, de forma a estabelecer um compromisso;
  4. Invista em bom equipamento (sentir-se bonita é uma motivação extra para não desistir);
  5. Inscreva-se num ginásio e aconselhe-se com um personal trainer sobre o melhor plano de treino para si.
 Fonte: www.webmd.com


Este artigo faz parte de uma sequência de artigos que fizeram parte da edição de Janeiro da revista Prevenir, na qual participei, para indicar o caminho para realizar os seus desejos neste ano de 2014.
Publico-o agora para que possamos fazer uma reflexão sobre este ano que chega ao fim e sobre os objectivos que traçamos para nós mesmos.

Será que os conseguimos concretizar?


Leia os outros artigos "Em 2014, eu consegui...":


Em 2014 consegui... Gostar Mais de Mim

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Na quarta parte do artigo que comecei aqui, falamos do assunto que, em última instância, vai impulsionar todas as outras decisões para um ano novo verdadeiramente concretizado: gostar de nós próprios e cuidar de nós.

Parte IV

GOSTAR MAIS DE MIM

O seu bem-estar emocional depende da forma como lida com as adversidades, da sua realização pessoa e dos investimentos que faz na sua vida. Está na altura de pensar mais em si.

VOU EVITAR PENSAMENTOS NEGATIVOS
Ansiedade, angústia e, no limite, depressão são alguns dos sintomas corrosivos do pessimismo. Destroem o bem-estar emocional e a saúde e, quando são recorrentes, acabam por fechá-la numa prisão mental auto-destrutiva, retirando-lhes a capacidade de acreditar que é capaz de ultrapasssar as adversidades.

PASSE À PRÁTICA:
Os pensamentos negativos são processos mentais que ocorrem dentro de si, não correspondem à realidade. Sempre que se sentir assombrada faça uma lista com as suas vitórias. Isso vai ajudar a sua energia e a sua vida.

VOU APRENDER QUALQUER COISA DE NOVO
Esta resolução vai fazê-la sentir-se realizada e dar-lhe confiança para fazer mudanças na sua vida. Para além de lhe devolver a fé na sua capacidade de concretizar, vai permitir-lhe conhecer novas pessoas e novas vertentes daquilo em que se pode ter sucesso, aumentando a sua auto-estima e poder pessoal.

PASSE À PRÁTICA:
Comece por fazer uma lista com os benefícios que a sua vida irá registar, a qual deve rever sempre que se sentir desmotivada. Depois, verifique qual o processo de concretização mais indicado para si e avance, sem que isso exija endividamento pessoal.

VOU REALIZAR UM SONHO ANTIGO
Esta decisão vai provocar em si uma sensação semelhante à de estar apaixonada. A confiança em si e na vida aumentam, a auto-estima sai reforçada e a saúde física e emocional melhoram.

PASSE À PRÁTICA:

Acredite em si. Defina o que quer e certifique-se de que corresponde a algo que quer para si e não para agradar a alguém. Estabeleça timings e objectivos concretos.

VOU COMBATER A FOME EMOCIONAL
Evitar compensar frustrações com comida implica resolver as situações que estão na origem da compulsão alimentar - explica Célia Francisco, psicóloga. Se, por um lado, libertar-se do vicio irá conduzir a um aumento de auto-estima, por outro, o facto de estar focada num objectivo tratá melhorias ao seu estado de humor e a sintomas depressivos, como a vergonha e a culpa - diz.

PASSE À PRÁTICA:
Sempre que comer, anote o seu estado de espírito, a situação em que o fez e as consequências. Escreva o comportamento oposto e coloque-o em prática.

VOU CUIDAR MAIS DE MIM
Cuidar de si é assumir a responsabilidade de ser feliz. Não se trata de egoísmo, antes uma atitude reveladora de uma boa autoestima - refere Helena Marques, psicóloga e fashion advisor.

PASSE À PRÁTICA:
  1. Rodeie-se de pessoas optimistas;
  2. Frequente lugares agradáveis que lhe promovam a adopção de comportamentos saudáveis e momentos de relaxamento (spa, jardim, ginásio);
  3. Mime-se com uma limpeza de pele, um branqueamento dentário ou uma sessão de depilação;
  4. Mantenha uma boa higiene do sono;
  5. Invista em pequenos detalhes de guarda-roupa, com a ajuda de uma consultora de moda.


Este artigo faz parte de uma sequência de artigos que fizeram parte da edição de Janeiro da revista Prevenir, na qual participei, para indicar o caminho para realizar os seus desejos neste ano de 2014.

Será que os conseguimos concretizar?

Leia os outros artigos "Em 2014, eu consegui...":


Emoções Negativas e Infertilidade

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A comunidade científica ainda não chegou a conclusões sobre a causalidade directa entre emoções negativas e infertilidade. Ou seja, será que emoções como o medo, a culpa, a insatisfação, a irritabilidade, a frustração, a vergonha, a raiva e a tristeza, influenciam o sucesso da mulher ao tentar engravidar?


De facto, embora ainda não tenhamos a possibilidade de confirmar a causalidade directa entre emoções negativas e infertilidade, sabemos, por outro lado, que estas emoções prejudicam o nosso bem-estar emocional, a nossa auto-estima, aquilo que acreditamos sobre nós mesmas, aquilo que julgamos conseguir, o que achamos que merecemos, a nossa capacidade de resistência, a nossa imunidade e, até, a nossa saúde.


Todas as emoções são naturais no ser humano. Todas elas têm uma função. No entanto, quando as emoções negativas persistem e se tornam um standard, passam a ser tóxicas! Intoxicam o nosso cérebro e enchem o nosso organismo de pressão, angústia, stress, ansiedade e até depressão! Sabemos também que as emoções tóxicas, sentidas em permanência, geram sentimentos negativos. Por essa razão, a Psicologia assume que as emoções negativas acabam por nos fazer adoecer! António Damásio, Neurocientista, fala inclusive numa “fisiologia das emoções”, isto é, as emoções passam a sentimentos (“sentir no corpo”) a ponto de, experimentadas repetidamente, nos adoecerem.


Esta “biologia das emoções negativas”, sentidas no corpo, podem pois condicionar de forma negativa a fertilidade. São factores psicológicos, na maioria das vezes inconscientes, mas muito limitadores. Estes factores podem explicar, por exemplo, inúmeras situações de casais que sofrem de infertilidade, sem razão física aparente ou declarada. Está tudo bem com a biologia, no entanto, a gravidez não acontece.


Ou seja, na base da infertilidade podem não estar factores biológicos ou orgânicos, mas factores emocionais que o nosso organismo somatiza. A ciência alerta-nos, por exemplo, para factores como o stress e a ansiedade, apontando-lhes a causa da disfunção das funções cerebrais do hipotálamo, o que acaba por alterar a ovulação. Neste mesmo sentido, sabe-se também que o stress altera as funções imunológicas das nossas células reflectindo-se na função reprodutiva da mulher.

Como tal, se está a tentar engravidar sem sucesso, antes de aceitar um diagnóstico de infertilidade ou achar que algo de errado se passa consigo, foque-se nas suas emoções, nos seus sentimentos e nos alertas que o seu corpo lhe está a dar.

A cura consciente das emoções é uma base muito, muito, importante no seu caminho para conseguir engravidar. Quando uma mulher aprende a modular o seu stress com eficácia, a sua fertilidade pode alterar-se! Para melhor.

Não deixe que as emoções negativas a derrotem, na vida que tanto deseja criar!


Teresa Marta

Objectivos e Emoções

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Degraus
Quando eu era gestora corria compulsivamente atrás de objectivos. Meta após meta, vivia cada dia como uma grande parede que haveria de escalar rumo ao sucesso, mesmo que isso significasse não ter vida própria. Trabalhava desenfreadamente para melhorar a minha performance e as metas que impunha a mim mesma. E, para o pior ou para o melhor, conseguia-o!

Emoções? Afectos?
Isso era algo menor que deixava à porta da empresa.
Não digo que fosse simples. Mas era fazível. Nessa altura, o meu pensamento recorrente era: “Eu aguento!, Isto até é fácil. Tenho sempre conseguido. Por isso, vou conseguir novamente. Mais esta vez. Só mais esta vez. No próximo ano tiro férias! Dois meses de férias!”

E aguentei, é certo, à custa da minha própria vida pessoal, sempre em segundo plano. À conta da minha saúde e, por vezes, sacrificando os meus afectos. Muitas vezes, até!
Hoje, sempre que ouço alguém dizer “Só mais esta vez. Vou ficar mais um bocadinho a trabalhar para o objectivo!”, penso naquela Teresa que, não sabendo parar, raramente sentia. E de repente dei por mim a questionar tudo à minha volta e tudo o que existia em mim. O tempo que não tinha. A vida onde estava e que já não queria! A vida que já não me dizia nada!

Aprendi à minha custa que as coisas mais importantes não estão no final do percurso, mas naquilo que encontramos enquanto o fazemos.

Permita-se admitir e sentir as suas emoções. Permita-se deixar ir alguns objectivos que só nos aprisionam num ciclo vicioso de vitórias. Um ciclo vicioso, onde o nosso crescimento pessoal é diminuto.


Teresa Marta