Teresa sem medo: Insucesso
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Reforce o seu Valor Pessoal

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Estamos tão preocupados em mostrar que somos capazes, em ser uma solução, em encontrar soluções, que nos esquecemos de Ser. De ser pessoas. De nos entendermos a nós próprios. De nos darmos tempo. De nos desculparmos quando não somos os melhores.

Esquecemo-nos de nos vermos com carinho e de mostrarmos gratidão por aquilo que conseguimos. Todos os dias. Por pouco que seja. Conseguimos alguma coisa. Alguma coisa que até pode ser imperceptível para os outros. Mas que nós sabemos que fizemos acontecer. Fomos nós.
O valor que nos atribuímos (auto-valor) condiciona a forma como vemos o mundo e como lhe reagimos, a forma como conseguimos reagir ao que nos acontece.

Quando a nossa noção de auto-valor é baixa, sentimo-nos inseguros, temos receio de arriscar, receio de expressar o que sentimos, de sermos ridicularizados e de sermos menosprezados. Se não nos reconhecemos valor, a nossa auto-estima diminui, bem como a nossa noção de merecimento. Viver sem nos reconhecermos valor condiciona pois o nosso comportamento em sociedade e em família.

Auto-valor

Talvez tenha crescido com a crença de que nada do que fazia estava certo. Esta situação pode ser muito limitadora e angustiante. Pode, por exemplo limitar a sua produtividade e o seu sucesso profissionais (medo de tomar decisões, de inovar, de não ser reconhecido). O não reconhecimento do nosso valor pode limitar também a qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais: ou porque necessitamos em permanência que nos valorizem, que nos digam que fizemos bem; ou porque desconfiamos da nossa capacidade para fazermos os outros felizes. Evitamos agir espontaneamente, dizer o que sentimos com autenticidade, com receio de que o outro nos critique ou que inclusive nos abandone.

Vivemos tão condicionados pela insegurança, por podermos frustrar as expectativas dos outros, que por vezes não conseguimos ver o nosso próprio valor. Sentimos que não somos merecedores. Sejamos pois, um pouco mais conscientes do nosso Valor Pessoal, pois a imagem que temos de nós não é mais que a soma de todos os feedbacks que recebemos ao longo da vida, em relação ao modo como nos comportámos e sobre aquilo que sabíamos ou deixávamos de saber.

Teresa Marta
DICAS PARA REFORÇAR O SEU VALOR PESSOAL:

Valorize as suas vitórias
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural
Valorize as suas tentativas de melhoria
Identifique e reforce os seus pontos fortes
Não assuma o papel de vítima
Diga abertamente o que precisa

Dicas para Diminuir o Stress

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Assuma que tem medos

Se quer diminuir o seu stress relativo ao vazio existencial, deve começar por assumir os seus medos ao invés de adoptar comportamentos que o impedem de contactar com a realidade. Deverá aceitar os seus medos como parte integrante de si, como ajudas preciosas para colocar limites contra actividades e pessoas que a possam estar a usar, a inibir ou a controlar a sua capacidade inata de resistir, de dar a volta por cima.

Aceite as suas ambiguidades

Aceitar que os nossos medos nos angustiam, provocando-nos situações limite incluindo stress e traumas, significa aceitar a nossa ambiguidade, a nossa humanidade. Aceitar que de facto nós não somos nem tudo bom, nem tudo mau, mas um conjunto harmonioso de muitas características.

Identifique o seu medo

Aceitar que temos medo é pois a primeira atitude a tomar quando nos sentimos em stress. E a pergunta a fazer deverá ser: “Afinal, estou com medo de quê?”. Talvez venha a descobrir que aquilo de que tem medo existe apenas na sua mente. Ou que é algo contornável, desde que tome determinadas acções e atitudes. Como tal, ponha-se a caminho!

Gerir o Fracasso

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A minha actividade como gestora e formadora tem-me levado a contactar com imensa gente que já fracassou na vida. Estes exemplos que encontro não são mais do que pessoas, que como eu, e como tantos de nós, arriscaram algures a passar para o lado de fora da caixa acreditando nos seus desejos e nos seus sonhos.

Às vezes somos bem sucedidos outras não.

No entanto, a questão de base é sempre a mesma e trata-se de saber como gerimos o fracasso, como o sentimos, como o digerimos (ou não), como o integramos no nosso percurso.

Todas as sociedades têm as suas vantagens e os seus pontos menos positivos. A nível empresarial, confesso que vejo na realidade norte americana exemplos muito positivos ao verificar que gestores, empresários e profissionais das mais diversas áreas cujas carreiras e projectos fracassam, são convidados como oradores para motivar outros a seguirem o seu caminho, a mergulharem nos seus medos e a verem nas experiências de insucesso passos positivos de aprendizagem e de fortalecimento pessoal.

Por cá, passa-se algo geralmente oposto: quem fracassa é considerado um fraco, é-lhe conferida uma etiqueta de “incapaz”. A questão, em termos existenciais, é que nem todos gerimos e integramos o fracasso da mesma forma. Depende daquilo que nos disseram ao longo da vida, daquilo que nos fizeram sentir, através de situações por vezes tão simples, como entornar o copo de leite na mesa, colocar nódoas na roupa ou ter uma negativa num ou outro teste.

A verdade é que somos mais atraídos pelo fracasso do que pelo próprio sucesso. Temos uma tendência natural para a finitude, a tal “pulsão para a morte” de que nos falou Freud. Talvez porque a nossa mente integre de forma mais simples a possibilidade de falhar do que a a possibilidade de vencer (muitas vezes impossível, achamos nós). 
De facto, a maioria de nós foi treinado para a fatalidade que a vida pode ser, foi-nos dito o quão injusto o mundo é e o quão difíceis as coisas têm de ser para saberem a vitória. É o padrão luta-esforço em que fomos educados e que continua a persistir em muitas das nossas famílias, nas empresas onde trabalhamos e nas escolas em que os nossos filhos são educados.

Cabe-nos a nós, pessoalmente, em cada momento da nossa existência, escolher um caminho mais suave, mas igualmente produtivo, um caminho que não acarrete o peso da possibilidade de fracassar, mas simplesmente a leveza de avançar perante o que a vida nos dá, seja lá o que for pois nada é estranho à natureza humana.

Pratique pois a Confiança no Processo da Vida. Tudo está, por certo, a acontecer para o nosso maior bem.

Teresa Marta