Teresa sem medo: Bem-estar
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Celebrar ou não celebrar o Aniversário?

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O que diz sobre as nossas emoções e sobre a nossa saúde?  

Celebrar o aniversário pode parecer divertido, desejado e importante, mas esta ocasião não é vista da mesma forma por todas nós. E nem falamos da logística que uma comemoração pressupõe.

A questão existencial, mais profunda, é que comemorar o aniversário leva-nos a reflectir sobre a nossa vida e a questionar as nossas prioridades. É uma época de balanço. Este facto também caracteriza outras datas, como o Ano Novo e o Natal. No entanto, embora também sejam celebrações, estas datas não são percepcionadas como algo pessoal. São datas que não dizem respeito apenas a nós, individualmente, mas a todos.

Há alguma relação entre celebrar a vida e a saúde? 

Não podemos afirmar que quem não comemora o aniversário possui menos saúde do que quem o faz.
O que sabemos é que a comemoração do aniversário, ou de qualquer outro marco importante na nossa vida, contribui para a construção equilibrada da noção do Eu. Contribui para sedimentar a consciência de quem somos e sobre a fase do percurso em que nos encontramos. Existencialmente, quando recusamos olhar para o caminho já feito (tomar consciência do tempo que passou) privamos a construção saudável do nosso futuro.

Pode ser mais confortável “não ligarmos” à data que marca a comemoração do nosso nascimento, mas tal não significa que estejamos a ter a atitude mais equilibrada para a nossa vida. Recordando o que nos diz E. Minkowsky, um dos expoentes da corrente psicoterapêutica existencial, quando evitamos olhar para a nossa escala temporal adoecemos. Entramos em angústia existencial, em ansiedade e deixamos de nos projectar no futuro de forma positiva e saudável. Ficamos saudosistas. Achamos que os anos da nossa juventude é que foram felizes. Ou usamos qualquer outra desculpa, desde que consigamos interromper a linha do tempo que teima em passar.

Assim sendo, celebrar o aniversário faz bem ao nosso equilíbrio emocional e psíquico. Logo, tem uma relação directa com o nosso bem-estar emocional e, consequentemente, com a nossa saúde. Quem não se sente bem consigo não está num estado de saúde pleno.


Por que é que há pessoas que adoram festejar o seu aniversário e outras que se recusam a assinalar este dia?

Em termos existenciais há quem não consiga ver alegria em celebrar seja o que for e não encontre factos da vida possíveis de celebração. Sobretudo, o aniversário!

Nestes casos poderemos estar a falar de pessoas que estão em contexto de apatia perante a vida, de angústia existencial e, nas situações mais graves, em estado depressivo. Estas pessoas não conseguem olhar para o que a vida tem de bom, por pouco que esse bom possa parecer em determinados momentos. Martin Heidegger refere que o Eu recusa a finitude. Ou seja, não celebrar o aniversário é uma das estratégias que usamos para esconder de nós mesmos que não temos todo o tempo do mundo.

O curioso é que a própria palavra Aniversário liga o tempo à existência, e, como bem sabemos, a nossa humanidade tem dificuldade em aceitar as limitações que o tempo nos coloca. No ponto inverso da escala, temos as pessoas que adoram festejar o aniversário. Estas, teoricamente, estão em equilíbrio com a vida: possuem uma boa auto-estima, um auto-conceito positivo, saúde, amigos e uma estrutura familiar saudável.


Que factores podem estar na origem da recusa em celebrar o aniversário? 

Gostaria de referir que as pessoas que recusam comemorar o aniversário podem estar a sofrer do ponto de vista emocional. Poderão ser pessoas que sofrem da ferida de abandono ou que têm medo de não serem aceites, nem amadas. Estas pessoas adoptam comportamentos de minimização da data, usando frases de tipo: “Ora! É apenas mais um ano! O que é que isso tem de mais? Estou a ficar mais velha! Apenas isso!”. No entanto, por trás deste diálogo está alguém que necessita que se preocupem com ela, que olhem para ela e que lhe dediquem atenção. Algo que a pessoa, no fundo, deseja muito, mas não consegue demonstrar.

Não celebrar, e fazer disso bandeira, dá a estas pessoas a ilusão que são elas que estão a dominar a situação. Que conseguem controlar as suas emoções. Que não ficam à mercê do poder do outro. Colocando-se “fora de cena” evitam ser ignoradas ou não lembradas.


Não celebrar o Aniversário pode ter contornos psicopatológicos? 

Existem estudos sobre Psicologia do Aniversário que apontam no sentido da existência de cenários psicopatológicos por parte de algumas pessoas. Há inclusive Psicólogos, entre os quais se destaca Christian Heslon, cuja investigação confirma uma relação directa entre a data do aniversário e o surgimento de comportamentos patológicos no indivíduo, como a tristeza, o isolamento, a angústia, a sensação de incapacidade para continuar a aguentar a vida, e, nos casos mais severos, o suicídio (tentado ou efectivo).

Alerto que, por princípio, não devemos falar em casos de depressão, até porque para o diagnóstico diferencial de depressão o tempo tem de ser considerado. Ou seja, ficar deprimida alguns dias representará, não tanto um quadro depressivo mas aquilo a que se chama episódio depressivo. Este tipo de fenómeno, conhecido como «blue birthday» tem de ser sempre entendido em contexto não sendo comum em pessoas saudáveis sem queixas psicopatológicas anteriores.


Sentir-se confortável por não celebrar o aniversário

Há pessoas que se sentem efectivamente confortáveis por não celebrarem o seu aniversário. No entanto, tal não significa que esta atitude seja aquela que mais felicidade traz para as suas vidas.

São pessoas que aprenderam a isolar-se nesse dia por alguma razão. Por vezes, nem estão conscientes do que provocou isso. Isolar-se tornou-se algo natural para elas chegando mesmo a planear jantar sozinhas ou ir dormir fora para um hotel. É também comum desligarem o telefone, não responderem a e-mails ou mensagens de parabéns nas redes sociais.

Estas pessoas contestam todos os argumentos que lhe apresentem em contrário e quando têm família constituída preferem um jantar simples e restrito onde não existam manifestações que indiciem celebração, como cantar os Parabéns ou brindar.


Qual a importância de festejar o aniversário? Devemos festejar?

Sim. Devemos celebrar o aniversário pois tal atitude simboliza a celebração da nossa própria vida.
Mesmo que por vezes as situações difíceis nos pareçam insuportáveis o facto de termos iniciarmos mais um ano deve honrar a nossa resiliência! A nossa capacidade infinita de dar a volta por cima, mesmo quando só nos apetece desistir.

 Ter consciência da finitude deverá pois ser um incentivo para recomeçarmos as vezes que sejam necessárias para cumprirmos o nosso propósito. Para vivermos de acordo com o que sentimos e para sermos autênticos connosco.

Em termos sociais, será bom aproveitarmos o nosso aniversário para definitivamente iniciarmos um estilo de vida mais de acordo com o que queremos de verdade e não uma vida construída a partir do que as outras pessoas querem ou acham ser o melhor para nós.

Seja a nossa vida longa ou não, o facto é que ninguém tem todo o tempo do mundo. E, tendo a certeza disso, como vamos escolher viver? Não podemos também esquecer que o aniversário é um dos pilares culturais da sociedade. Alejandro Klein, Professor e Investigador do Instituto de Psicologia da Universidade de S. Paulo, a data do aniversário é importante para o estabelecimento da nossa biografia pessoal e para nos situarmos numa cronologia de vida, sem a qual perderíamos a referência de quem somos. No entanto, este especialista explica que é importante que cada pessoa adopte a forma como mais gosta de viver o aniversário, pois “a sociedade pressiona-nos para que todos façamos as coisas de um modo semelhante!”.


Qual é a importância e o significado da festa de aniversário para as crianças, adolescentes, adultos e os para os mais velhos? São diferentes?

A diferença é enorme pois cada idade apresenta uma relação própria do Eu com o Tempo. A celebração da idade que temos é o nosso grande confronto com a finitude. Com a escala de tempo da vida. Inicialmente, nem percepcionamos a escala temporal. Mas à medida que vamos acumulando anos à nossa vida, vamos tomando consciência da noção de fim. É como se nos dissessem: “Atenção! É tempo de pensares na tua vida e como a queres viver a partir de agora.” Este confronto do Ser com o Tempo é ancestral. Martin Heidegger alerta exactamente para isso: o ser realiza-se no Tempo (mais que no espaço). Pois o Ser pode mudar e condicionar o espaço, mas jamais consegue interferir no Tempo. O Tempo continuará a passar. Por muito que o tentemos iludir ou esconder.

Assim sendo, as crianças ainda não conscientes do tempo que se esgota, ficam impacientes com o dia de aniversário (que nunca mais chega) e sobretudo com a festa de anos. Esta comemoração serve ainda para se sentirem reconhecidas pela família e amigos. Os presentes são indispensáveis e não é por acaso que as crianças não gostam de receber roupa e preferem brinquedos!

Na adolescência, a celebração do aniversário perde o contexto familiar e é uma ocasião de afirmação perante o grupo. Afirma a noção de pertença e a constituição de “escalas de poder” perante os outros.

Já na idade adulta, começamos a dar importância aos grandes marcos! E estes medem-se em décadas. O primeiro grande marco são os 30 anos. Depois os 40 e finalmente os 50.

Para as mulheres sem filhos e sem uma vida emocional estável a década dos 30 anos é a mais complexa e a passagem da década dos 40 para a dos 50 é vivida, nalguns casos, de forma muito angustiada. É a fase do confronto não com a finitude, enquanto tal, mas com o fim da época áurea dos anos de juventude. É a fase dos balanços.

Na idade da aposentação comemoramos o aniversário com alegria se nos sentirmos felizes e tivermos objectivos de vida, um propósito que nos continue a oferecer uma razão para continuar. Caso contrário, a fase da reforma transforma-se no início do envelhecimento “real”.


Os homens e as mulheres vivem o aniversário da mesma forma?

Mais uma vez não podemos generalizar e tudo deve ser visto em função da idade que fazemos.
A data do aniversário costuma ser mais sentida pelas mulheres. Faz-nos pensar (de modo não muito positivo), na idade que temos. Temos pensamentos recorrentes sobre o facto de estarmos a envelhecer e questionamos o que temos feito e o que devíamos começar a fazer por nós.

Valéria Meirelles, psicóloga, co-autora do livro Mulher do Século XXI, defende que existe uma maior punição social para as mulheres no que respeita ao processo de envelhecimento, sendo comum não gostarem da data. Por volta dos 50 anos, inclusive, as mulheres passam muitas vezes por uma fase complicada associada ao seu auto-conceito e à perda de auto-estima relacionada com a menopausa, que leva as mulheres a sentirem que estão a perder a sua capacidade de sedução. No processo de envelhecimento, os homens não sentem os 50 anos.

Segundo o Investigador e Psicólogo Christian Heslon, os homens apreciam os seus aniversários e aproveitam a data para se mostrarem e valorizarem. O especialista refere que as mulheres são mais discretas neste âmbito mas lidam mal quando o companheiro se esquece da sua data de aniversário. Muitas vezes gostam mais de festejar o aniversário dos seus filhos do que o seu. Mais tarde os papéis invertem-se: aos 70 e 80 anos, as mulheres aceitam o envelhecimento muito melhor que os homens.

Esta é uma das razões de origem psicológicas apontadas pelos especialistas para a maior longevidade das mulheres.


Qual a importância das velas, do bolo e dos presentes ou seja dos rituais associados a este dia?

Embora a maioria de nós não saiba, cada ritual da comemoração do aniversário tem uma raiz mítica, espiritual ou histórica. Não resisto a falar de algumas crenças associadas à exteriorização da festa. Assim, é comum encontrarem-se referências às velas como símbolo do tempo que passa, a chama da vida e, no final, o apagar.

O bolo provém de um antigo culto a Artemisa, Deusa da Lua e da Fecundação, evocada pela forma redonda do bolo. O facto do bolo ser partilhado entre amigos simboliza uma união ancestral para afastar a morte.

O presente simboliza o primeiro objecto de amor perdido entre a mãe e o bebé quando é cortado o cordão umbilical.

Todos estes rituais são importantes porque conferem ao aniversário uma dimensão simbólica, que veio substituir os rituais de passagem antigos. Mas, quer se valorize ou não a mitologia, os rituais associados à celebração do aniversário devem ser encarados como uma celebração da própria vida.


Quais são os principais efeitos psicológicos do envelhecimento? 

Ninguém gosta de envelhecer. Envelhecer pode significar um golpe emocional difícil de ultrapassar gerando efeitos psicológicos como a angústia, a ansiedade, a tristeza e até depressão.

Estes efeitos psicológicos surgem com a perda da nossa autonomia, do nosso auto-controlo, das nossas capacidades mentais e biológicas, da nossa auto-estima e da nossa capacidade para nos sentirmos úteis, capazes e desejadas.  


O que podemos fazer para melhor gerir a passagem dos anos? 

  • Desde sempre, cuidar de nós com carinho, o que significa fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ter uma boa auto-estima. 
  • Cuidar dos nossos afectos reunindo à nossa volta amigos e família com quem possamos partilhar as nossas ansiedades e as nossas alegrias. 
  • Não parar de fazer planos e a ter objectivos. 
  • Recordar as nossas experiências positivas e os nossos êxitos. 
  • Manter a paixão pela vida e pelos outros. 
  • Focar-se na gratidão pelo que tem e conseguiu e desfocar-se da carência. 
  • Manter-se em actividade. Fazer exercício físico sem esquecer o treino cerebral. Nunca deixe de aprender, de estudar, de conhecer novas realidades.
  • Cuidar da sua saúde. A saúde faz-nos sentir mais jovens. 
  • Não pensar no envelhecimento como o fim da vida. 
  • Não deixar de fazer o que gosta por ser complicado ou impróprio para a idade. Ou seja, não se isolar. 

Costumamos dar especial importância à celebração das décadas os 10, os 20, os 30, os 40, os 50... Porque damos tanta importância a estes aniversários? Devem ser comemorados de forma especial? Porquê?

O nosso cérebro detesta o caos e previne-se organizando a nossa vida em unidades de tempo bem determinadas. A divisão temporal em décadas é uma forma de estabelecer ordem cronológica e criar uma escala onde vamos arrumando os acontecimentos da nossa vida.

A par desta necessidade de organização interna, a divisão em décadas representa também a própria organização da sociedade estabelecendo aquilo que se convenciona ser apropriado e desapropriado a cada idade. Assim, cada década tem associada determinados pressupostos culturais, sociais e familiares, que devemos cumprir para nos sentirmos integradas e aceites.

Cumprir mais uma década e partir para uma nova é, desta forma, assumido como a passagem para uma nova fase onde é pressuposto que realizemos o que socialmente se convencionou caracterizar esse novo período. Como tal, é comum assinalarmos a entrada numa nova década da nossa vida de forma especial e mais efusiva.

O aniversário recorda-nos o conceito de renascer e festejá-lo é celebrar um novo começo. Um recomeço que se torna mais marcante quando iniciamos uma nova década de vida. Como tal, embora não sendo uma obrigatoriedade, cada nova década que iniciamos merece ser comemorada de forma especial.
Feliz Aniversário à Prevenir que completou, no mês desta edição, 10 anos!

Dicas para aumentar a gratidão

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 Dicas para aumentar a Gratidão

1. Valorize a pessoa que já é.  Para chegar aqui fez um caminho. Mais fácil ou mais difícil, mas é o seu caminho. Um caminho que deve respeitar por tudo aquilo que aprendeu e tudo aquilo que conseguiu ultrapassar.

2. Sinta-se grata por pequenas coisas às quais não costuma estar atenta. Por exemplo, poder estar agora a ler este artigo. Ter tempo para isso. Mais: estar a ler, sem ser em Braille. Talvez esteja em casa, no cabeleireiro, na sala de espera de um consultório. Agradeça. Está a ler por si mesma!

3. Agradeça sempre que conseguir deitar fora experiências, padrões, comportamentos e pessoas, que já não lhe faziam bem.

4. Seja grata pelas suas relações falhadas. Cada relação que termina é uma oportunidade única para praticar o perdão e para conhecer novas pessoas que façam realmente sentido na sua vida.

5. Agradeça, sempre que consegue desapegar-se coisas, pessoas e profissões aniquilantes, que já não contribuem para a sua felicidade. Se agora tem pouco. Vai ter mais. Se já tem muito vai ter mais. A gratidão é uma emoção win-win.

6. Se sente vazio (de amor, de tempo, de amizade, de sentido de vida), agradeça ao seu vazio a oportunidade que ele lhe oferece. Se sentir que tem pouco, agradeça o pouco. Significa que tem um campo imenso à sua frente para ter mais. Para produzir mais. Para amar mais. Para voltar a apaixonar-se. Tem espaço vazio para tudo isso!

7. Agradeça aos seus erros e aos seus medos. Reconheça-lhes o seu valor pois eles existiram para a fortalecer. Precisou deles ultrapassar obstáculos em determinada altura da sua vida.



Exercícios para aumentar a Gratidão

Passo a passo, exercitar a gratidão:

1. Auto-diagnóstico:
Faça um barómetro do seu nível de gratidão. Numa escala de 1 a 20, qual considera ser o seu nível de gratidão actual? Pense individualmente, quão grata se sente, nos seguintes pontos: Amor/relacionamentos; Família; Profissão; Saúde; Prosperidade Financeira.

2. Auto-análise:
Tente perceber porque se está a sentir pouco grata nos sectores a que atribuiu valores mais baixos.

3. Plano de acção:
Identifique estratégias e acções que possam aumentar o seu nível de gratidão actual, para cada um dos sectores da sua vida. Tente que o seu plano dependa essencialmente de si e daquilo que pode fazer e não dos outros ou das circunstâncias externas.

4. Partilhe a sua gratidão:
Partilhe amor, esperança e alegria, mesmo em tempos difíceis. Quando partilha alegria em situações complicadas tudo à sua volta se transforma. A situação difícil passa a ser vista de forma mais positiva e o outro passa também a sentir-se grato.

5. Cure a sua linguagem:
Anule expressões como: “Tive a infelicidade de ficar desempregada”, “Nada me corre bem”, “Sou fraca”, “Não consigo”, “Quando as coisas corem bem, até duvido!”, “Tenho um salário muito baixo”; “Ninguém me entende”; “Está tudo tão caro”, “O amor foge-me”. Estas frases anulam por completo a sua capacidade inata para se sentir grata. E isso faz com que a sua vida fique parada no ressentimento, no queixume e na vitimização. Algo que, decerto, não quer para si!



Estas dicas fazem parte do artigo que "Terapia da Gratidão" que saiu na edição de Fevereiro de 2015 da revista Prevenir e que pode ser lido aqui.

Emoções Positivas

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Para evitar a depressão do sistema imunitário, é preciso manter a «alegria de viver», para isso é preciso definir as estratégias...

1. Pense em si 
Não tenha medo de tomar decisões em função do seu bem-estar e da sua felicidade, em detrimento daquilo que acha que os outros irão apreciar.

2. Diga “não” 
Diga-o as vezes que forem necessárias. Se perder alguém ou alguma coisa por dizer "não", acredite que essa pessoa ou essa “coisa” já não lhe pertencia.

3. Amplie o seu mundo 
Conheça novas pessoas e outras realidades. Mude a sua rotina, as pessoas habituais e os locais de sempre.

4. Não exija demais de si mesma
Liberte sentimentos de autoavaliação e de perfecionismo.

5. Deixe os acontecimentos negativos fluírem 
Em vez de os guardar, tente perceber o que lhe vieram ensinar. A seguir, liberte-os.

6. Assuma um ar menos sério 
Divirta-se mais. Ria mais. Brincar com as adversidades é muito importante para a nossa cura emocional e, consequentemente, o melhor remédio para a nossa saúde, o nosso bem-estar e a nossa felicidade.




Estas dicas fazem parte de um artigo da revista Prevenir para o qual colaborei, intitulado "Não fique doente" e disponível na edição de dezembro de 2014 da revista.

O medo dói

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Costumo dizer aos meus coachies que o medo depende muito da forma como criamos a "história". O medo depende, de facto, da forma como interpretamos o que nos acontece. E mais: o medo depende da forma como imaginamos aquilo que nos pode vir a acontecer, muito antes do acontecimento. 

Como tal, criamos cenários com base na nossa imaginação. Cenários, que têm por base aquilo que já vivemos, mas também aquilo que os outros nos dizem que viveram e aquilo que ouvimos dizer a pessoas que nem conhecemos. 

Lembro-me, por exemplo, que quando estava grávida deixei de ouvir seja que história fosse sobre a experiência do parto! Eu já temia o parto. Eu desejava ter um parto natural, que tudo corresse bem. Mas de cada vez que me viam a ficar mais barriguda, mais os cenários surgiam como algo potencialmente perigoso. Até que decidi deixar de ouvir. Cheguei até a ser mal interpretada por isso. Mas o parto seria o meu. O corpo seria o meu e a mente seria a minha. Como tal, eu queria criar a minha história feliz. Com os meus ingredientes de felicidade. E foi assim que fiz. 

Isto acontece com as grávidas, mas também em situações como um simples exame de condução. Uma ida às finanças prestar informações sobre o IRS ou um convite do médico para que voltemos à consulta antes do tempo que prevíamos. O medo começa logo a funcionar. E, na grande maioria das vezes, os culpados somos nós. Começamos por contar à família que fomos chamados para ir às finanças. E aí começa a grande caminhada do medo. Contam-nos logo imensos cenários (o mais realistas possível) de coisas que já viveram relativas às finanças, de outras que ouviram e de outras ainda, que são os clichés: "das finanças nunca vem nada de bom!". E pronto, quando chegamos ao dia de irmos ao balcão o céu está a desabar sobre nós!  

Num outro cenário, menos catastrófico, estão as pessoas que nos tentam ajudar. Estas, gostam muito de usar expressões como: "O teu medo não tem qualquer sentido" ou "Ter medo não te ajuda nada!". 

Se quer ajudar alguém que sente medo...
Não desvalorize o medo do outro. Quem tem medo sente-o! O medo dói! O medo angustia! O medo faz-nos ter ainda mais medo. Ninguém tem medo por prazer. Por isso, ao invés de desvalorizar o medo do outro, tente perceber porque ele se sente assim. E se nada puder fazer abrace. Dê colo. Esteja presente. "Apenas" isso. 

Teresa Marta

A importância da assertividade

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A assertividade é uma competência emocional que nos permite afirmar o nosso Self (Eu), a nossa auto-estima e o nosso ponto de vista, com segurança, mantendo o foco naquilo que pretendemos. Note-se, que, ser assertivo não significa estar certo mas ser claro, coerente e directo.

Vantagens de sermos assertivos:
Ser assertivo permite-nos não ficar presos a uma vida que não nos preenche nem nos faz felizes. Ao sermos assertivos evitamos mal-entendidos resultantes de não conseguirmos ter a atitude certa e dizer o que pensamos, no momento certo. Ou seja, a assertividade permite resolver os problemas quando eles acontecem, não carregando o peso de situações passadas. 

As pessoas assertivas não começam o dia com o peso do dia anterior, nem ficam presas ao que o outro pensa, nem a atitudes limitadoras. Quando somos assertivos somos também mais autênticos: deixamos de fazer algo para “parecer bem” e passamos a agir de acordo com aquilo que defendemos e com aquilo em que acreditamos. Somos genuínos e honestos connosco, o que aumenta a nossa auto-estima e o nosso amor-próprio. A assertividade aproxima-nos, assim, da verdade e gera, de facto, mudanças positivas. Faz com que não vivamos uma vida reactiva, uma vida que nos leva de urgência em urgência.

Importância da assertividade para a concretização de objectivos pessoais
A assertividade é essencial para conseguirmos resultados positivos nos objectivos que definimos e nas tarefas que empreendemos. É também importante para que os timings dos processos sejam respeitados, não prolongado as coisas para lá do limite do desejável, nem as antecipando ao ponto da sua concretização ser comprometida. A assertividade evita equívocos e mal-entendidos, uma vez que tem por base a coerência entre o que dizemos e o que praticamos. 

De conformistas a líderes
A assertividade permite-nos corrigir os comportamentos que nos impedem de avançar na vida e de ter sucesso. Livra-nos do acessório e ajuda-nos a focalizar no importante, para alcançarmos o objectivo que traçámos. Permite-nos fazer as mudanças que necessitamos para melhorar a nossa vida, sem empatar, sem desculpas! De facto, a assertividade é uma grande chave para bem-estar! Retira-nos do papel do conformista e dá-nos o papel de líderes da nossa vida porque é cheia de energia criadora. 

Teresa Marta   

Libertar o que nos faz mal

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Tive a sorte de crescer no campo. E a essa sorte juntei a de ser filha única de um pai que gostaria de ter tido um filho. Bem cedo, o meu pai cativou-me para as coisas mais comuns que naquela altura os rapazes faziam. Os rapazes que cresciam no campo, claro. Como tal, logo me afastei das tarefas domésticas que, aliás, sempre achei enfadonhas.

Embora o meu pai não fosse agricultor, aprendi com ele os segredos de tarefas agrícolas. Entre elas, sempre fui apaixonada pela época de podar a vinha e as árvores de fruto. Ficava vidrada naquela destreza de cortar troncos pelo sítio certo. Pelo local ideal. No início fazia-me impressão ver a terra coberta de galhos sem vida. Imensos troncos deitados fora! Parecia que o meu pai mutilava as árvores. Mas, mais tarde, nasciam os rebentos novos, as primeiras folhas, as primeiras flores e os esperados frutos. E toda aquela tarefa de deitar fora troncos e galhos fazia sentido.

Se é muito pesado, deixe ir!


O que é que a poda tem a ver com bem-estar existencial? Com paz e felicidade? Acho que tem tudo! Quando podamos uma árvore estamos a eliminar matéria que já não faz falta à árvore. Que já não contribui para o seu crescimento harmonioso, que já não a faz dar os melhores frutos. Estamos a libertar a árvore do peso que não a permite prosperar.


Connosco passa-se exactamente o mesmo! De quando em vez, é necessário libertarmos o que já não serve o nosso propósito, o que nos impede de crescer, o que nos torna tristes e que nos rouba energia.  Isto, significa deixar ir coisas, pessoas e situações que sabemos já não servirem para nada a não ser para nos mostrar que sem elas seríamos mais felizes. Em termos existenciais, libertarmos estes “troncos velhos” da nossa vida significa respeitar a nossa Singularidade e tomar consciência das nossas prioridades e daquilo que realmente é importante para nos sentirmos equilibrados.

Teresa Marta


DICAS PARA LIBERTAR O QUE LHE FAZ MAL:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



8 Dicas para Aumentar o Poder Pessoal

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Tenha fé em si

Confiemos que, independentemente das pedras no nosso caminho, vamos chegar ao sítio certo. Esse sentimento, também chamado de "fé em nós", potencia o nosso poder pessoal. Um poder que existe em nós, à espera de ser resgatado.

Aproveite todas as Oportunidades

A Natureza aproveita todas as oportunidades para se reinventar. Na maior das adversidades, sabe recriar-se. Surge, como se fosse do nada, nos locais onde menos se espera. Onde, à partida, existiria fim, secura e marasmo, a Natureza prospera. Estamos a perder esta ligação ancestral aos ciclos naturais. E, com isso, a sentir mais dificuldade em prosperar na adversidade.


Esperar para estar preparado?

A questão de esperar até estarmos preparados é pura má-fé para connosco mesmos. Nós nunca sabemos se estamos preparados sem avançarmos. A desculpa do esperar é apenas mais uma para não mergulharmos definitivamente naquilo que sabemos que necessitamos fazer. Se é para fazer, façamos!

O que os outros acham que devemos ser e fazer

O que é que os outros acham que devemos ser e fazer? E nós? O que achamos nós que devemos ser e fazer? E o que fazemos, de facto? O pólo onde investimos mais tempo condiciona a nossa autenticidade. E isso determina o nosso nível de bem-estar.

Não se conforme

Acabo de ouvir "Temos de nos contentar com o que temos, não é verdade?" Não! Sempre que dizemos isto estamos nós mesmos a fechar um conjunto imenso de novas oportunidades. Porque fechamos tudo o que de potencial existe para nós, esperando apenas que digamos: "Quero mais. Mereço mais!"

O seu maior Inimigo é Você mesmo

Somos os nossos maiores opositores. Criamos a peça, escolhemos os actores, montamos o cenário, e a seguir começamos a arranjar pontos em que podemos vir a falhar. Ok. Ok. Voltar atrás. Reescrever a peça, mudar cenário. Escolher actores. E de repente damos por nós e é final de Fevereiro. E tudo o que dissemos que iríamos fazer este ano continua na fase de redacção da peça.

Não tente controlar tudo

Temos uma imensa necessidade de controlo. Julgamos que controlando a vida ela nos devolve aquilo que desejamos. Mas a vida flui, independentemente dos diques. Quando queremos mesmo uma coisa, o importante não são tanto as variáveis que temos de controlar para a conseguir. Trata-se mais de pensar: "afinal, o que me pode impedir?"

Caminhe o seu Caminho

Estamos todos a fazer o nosso caminho. Neste caminho, não há melhor nem pior. Estamos a caminhar com as nossas forças e as nossas fraquezas, com os nossos medos e todo o nosso potencial. Estamos a fazer o melhor que sabemos, com os conhecimentos que temos. Um dos maiores entraves à nossa caminhada não são os obstáculos do próprio terreno. São aqueles que tantas vezes teimamos em lá colocar. Aqueles que, no fim, acabamos por constatar que foram lá colocados por nós próprios.

O Tempo Certo Não Existe

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Somos peritos em desperdiçar o tempo que temos. Adiamos decisões e acções esperando que venha o tempo certo. Ou que venha um acontecimento decisivo, que nos leve a agir. Ou esperamos até que estejam reunidas “as condições ideais”.

Casa Rio Frio

Esta ditadura do tempo, à qual nos submetemos por decisão própria, diminui a nossa auto-confiança e a nossa auto-estima. Ficamos menos confiantes, porque adiar significa trair a nossa vontade natural de agir. Não agimos na altura certa, quando no fundo sabemos que seria essa a atitude mais correcta. À medida que o tempo vai passando, a nossa auto-confiança vai ficando mais pobre. Deixar para mais tarde agudiza o problema inicial tornando-se cada vez mais difícil voltar atrás para repormos as coisas como achamos que elas devem ser.

Mas não agir, quando achamos que o devemos fazer, por considerarmos que não é ainda o momento, debilita também a nossa auto-estima. Porque começamos a achar que não somos coerentes connosco próprios. Achamos que estamos a trair a nossa vontade. E este diálogo interior é muito destrutivo.

Acabamos assim por prejudicar o nosso bem-estar. Vivemos angustiados, divididos entre o que achamos que devíamos fazer e aquilo que realmente implementamos. Anulamos a nossa autenticidade, aquilo que realmente somos. E aquilo que realmente precisamos para ser felizes.

O momento certo não existe. Há pessoas que esperam a vida toda pelo tempo certo. Apenas para ficarem. Quietas.

Teresa Marta

Dicas para Reforçar o seu Valor Pessoal

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Valorize as suas vitórias

As vitórias não são grandes nem pequenas. A primeira vez que deu um passo, foi apenas um passinho. Pequeno. Inseguro. Mas na sua vida pessoal foi uma grande vitória. Valorize os seus sucessos. Deixe de os considerar como algo necessário para merecer a aprovação dos outros. Os seus sucessos são, em primeiro lugar, seus. Fazem parte do seu valor pessoal.
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural

Valorizar-se, sem precisar que os outros o façam por si, é essencial pois reflecte o modo como se trata a si mesma. Começamos a ganhar qualidade de vida quando aprendemos a reconhecer o nosso valor. Nesse sentido, o auto-valor é também uma forma de cuidamos de nós e de nos estimarmos. Não o veja como um acto de egoísmo. Quem não se reconhece valor também não consegue ver valor nos outros.
Valorize as suas tentativas de melhoria

Conseguirmos auto-elogiar-nos, sem receio de cairmos no ridículo ou de sermos humilhados é essencial para a nossa auto-estima, a nossa auto-valorização e o nosso crescimento pessoal. Não diga a si mesma o que correu mal. Pense naquilo que correu bem. Valorize as suas tentativas e o seu esforço para melhorar. Isso aumenta a sua auto-confiança e das próximas vezes que tentar vai sentir-se melhor consigo própria.
Identifique e reforce os seus pontos fortes

Faça uma lista dos seus pontos fortes e reforce-a com novos conhecimentos e competências. Faça-o proactivamente e ciclicamente ao longo da vida. Esta atitude faz com que se sinta sempre em sintonia com o que há de novo na sua profissão, na forma como gere os seus relacionamentos e no modo como lida com as suas próprias emoções e sentimentos. Aumenta o seu poder pessoal.
Não assuma o papel de vítima

Para reforçar o seu valor pessoal, elimine os papéis de vitimização, de tipo: “nunca me elogias!”, “faça o que fizer nada é perfeito para ti”, “ninguém me dá valor!”. Para além de nos colocar no papel de vítimas este tipo de atitude também nos retira a capacidade de liderarmos a nossa vida.
Diga abertamente o que precisa

Fale abertamente (e sem criticar o outro), sobre aquilo que sente quando acha que merece que lhe reconheçam valor e não o fazem. Sobretudo porque pode estar em presença de alguém que nunca aprendeu a valorizar os outros ou que acha que valorizar significa perder poder. Amuar, ficar calada ou “remoer” a mágoa, apenas servirá para retirar qualidade aos seus relacionamentos.

Coragem para Entrar na Dor e Sair Reforçada

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Acho que a Coragem só se conquista depois de experimentarmos a dor. É duro isto que digo. Talvez até desmotivante. Mas é a verdade. Dor. Sentida. Vivida. Plasmada em nós. Dor que senti tantas vezes. No meu percurso. Na minha vida. E às vezes. Tantas vezes. Tantas. Uma dor experimentada. Tantas vezes, repetidamente.

Só na multidão

A dor emocional é uma das nossas maiores aprendizagens. Senti-la. Deixá-la avassalar-nos, se assim tiver de ser. E tantas vezes, comigo, teve de ser. E tantas vezes me isolei pensando que assim sentia menos. E tantas vezes parti anónima. Entre a multidão da grande cidade. Querendo confundir-me. Desesperadamente. Querendo que a minha dor, misturada com a dor de outros rostos, não fosse mais que apenas isso. Uma dor qualquer. De uma mulher qualquer. Como tantas outras. Uma dor anónima. De uma mulher anónima. Uma dor, por isso, desvalorizável.

Percebo hoje que a nossa maior restrição ao prazer e à alegria é termos medo de sentir dor. Sentir dor em nós. No nosso Self. Na nossa mente. No nosso Coração. No nosso estômago. No nosso sono. Na nossa Alma.

Sei hoje, que só perdendo o medo de sentir, posso sentir. Sentir que, qualquer que seja a questão, qualquer que seja o resultado, estarei cá. Preparada.

Mesmo que chore. Mesmo que angustiada. Mesmo que com medo. Mergulho nisso tudo. Consciente que só dessa forma estarei cá amanhã. Novamente. Para tudo o que a Vida me reserve. Para abraçar essa "insustentável leveza do ser", que nos caracteriza. E que tanto tentamos anular.

Teresa Marta

Dicas para a Felicidade

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Praticar a Aceitação

Se pretende fazer alguma mudança estrutural na sua vida, comece por aceitar o que é e quem é neste preciso momento. Mesmo que isso signifique aceitar algumas partes de si que não considere tão interessantes, ou que não lhe agradem, tudo o que é neste momento é a matéria que lhe vai permitir alavancar a mudança que deseja fazer. Mais: aceitar o que a vida nos tem colocado no caminho, caso não seja algo de positivo, não é uma condenação nem um acto de submissão. Trata-se apenas da base para trabalharmos no sentido de percebermos porque continuamos mergulhados em processos que não gostamos.
Mergulhar nos nossos medos

Mergulhar nos nossos medos, naquilo que mais tememos pode parecer aterrador, mas é indispensável para que se revelem todas as bênçãos que procuramos e que não conseguimos alcançar. Como diz o ditado “depois da tempestade vem a bonança”. No entanto, para que a mesma ocorra é necessário que enfrentemos a tempestade. É necessário enfrentarmos o que pensamos ser impossível. Paradoxalmente, qualquer transformação que sinta ser a mais difícil é a que mais precisa de fazer para que a mudança positiva se manifeste.
Acreditar no timing dos processos

As soluções que procuramos estão normalmente mais perto do que pensamos. No entanto, não as vemos pois estamos muito preocupados e concentrados no que se vai passar e como se vai passar mais à frente, no futuro. Antes pois de fazer planos sobre como as coisas virão até si, tente perceber se as respostas que procura já não se encontram perto de si. Perdemos tantas oportunidades por estarmos focados naquilo que pode vir a acontecer! Os processos têm os seus timings. Confie na sua intuição para decidir quando se pode deixar guiar por eles. Pacifique o seu Coração.
Abrace a mudança

Por vezes sentimos que as mudanças que desejamos tendem a demorar. Na grande maioria das vezes em que isso acontece, não vemos as respostas porque efectivamente, não estamos dispostos a mudar. Se fizermos as mudanças necessárias, as respostas que procurávamos surgem mesmo à nossa frente.
Agir com consequência

“Não estou psicologicamente preparado!”, “Não vale a pena, já não vou chegar a tempo”, “Amanhã estará a temperatura ideal para fazer isso, hoje não”. Se estas razões lhe surgem frequentemente na cabeça para não fazer o que planeia, significa que a sua acção não tem consequência. É vazia. E como tal nunca lhe trará o retorno esperado. Se as acções que planeamos fazer são de facto importantes para o nosso crescimento pessoal, continuar a adiar, por muito válido que o nosso cérebro considere serem as razões, só nos traz tristeza e culpa para connosco próprios. E ninguém pode ser feliz assim!

Escolher-se a si mesma

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E, mesmo quando escolhemos não escolher, já estamos a fazer uma escolha. Mesmo quando nos mantemos num emprego que não gostamos ou numa relação que não nos dá alegria, estamos a escolher ficar aí. Por muito que o nosso cérebro nos diga que não, que estamos em determinado sítio ou com determinada pessoa porque somos obrigados, porque não temos alternativa ou porque é melhor aceitar as condições, que algo melhor virá, mesmo assim, estamos a escolher.

Escolher-se a si própria Prefere fazer as suas opções ou sente-se mais confortável quando optam por si? Gosta mais de escolher ou que a escolham? 

Estas perguntas, aparentemente simples, podem tornar-se muito angustiantes, nomeadamente quando estamos a enfrentar dilemas difíceis de resolver.


Se o seu padrão é ficar à espera que a escolham, possivelmente acabará por concluir que está a deixar de liderar a sua vida. Isso não é bom nem é mau. É apenas, e mais uma vez, uma escolha que fazemos. E as escolhas que fazemos ditam a nossa qualidade de vida.

A forma como escolhemos é pois determinante para o nosso equilíbrio. No entanto, raramente as escolhas que fazemos são em função daquilo que efectivamente é melhor para nós. Escolhemos, muitas vezes, em função do que é melhor para que os outros nos aceitem como iguais. Raramente nos escolhemos a nós mesmos, antes de escolhermos qualquer coisa, situação ou pessoa.

A forma como exercemos o nosso poder de escolha reflecte o modo como nos tratamos e revela muito sobre a nossa auto-estima e a forma como nos vemos. De facto, começamos a ganhar qualidade de vida quando nos tratamos bem, quando cuidamos de nós. Quando nos estimamos.

Teresa Marta

DICAS PARA CUIDAR MELHOR DE SI:

Dicas para cuidar melhor de Si

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NÃO COLOQUE O SEU BEM-ESTAR NA DEPENDÊNCIA DE ALGUMA COISA OU ALGUÉM
Se realmente quer começar a cuidar melhor de si, comece por aceitar fazer um trabalho coerente com aquilo que deseja para a sua vida, com aquilo que sente ser a sua identidade e a sua vontade. Este trabalho significa, desde logo, aceitar que aquilo que pretende desenvolver depende, em primeiro lugar de si! Significa aceitar que está disposta a não colocar o seu bem-estar na dependência de alguma coisa ou de alguém.



ESCOLHA-SE A SI MESMA EM PRIMEIRO LUGAR
A sua primeira atitude deve ser ter coragem de se escolher em primeiro lugar. Escolher escolher-se irá aumentar a sua consciência de merecimento.



AUMENTE A SUA CONSCIÊNCIA DE MERECIMENTO
No desenvolvimento da consciência de merecimento é essencial que identifique quais as acções que neste momento representam esforços inúteis para si. Abandone-as de imediato e sinta o alívio de não continuar amarrada a situações que lhe retiram energia, que a desgastam e que a fazem questionar a sua capacidade de fazer as melhores escolhas para si. Isto significa dar-se a si própria a oportunidade de mudar a sua vida para aquilo que quiser. Você merece!


RESPEITE OS SEUS LIMITES 
 Aprenda a respeitar os seus limites fazendo com que aqueles que a rodeiam os reconheçam. Diga “não” as vezes que forem necessárias. Não se sinta culpada por isso. Não sinta em permanência que se não fizer uma coisa vai quebrar as expectativas que têm sobre si. Estas são crenças enraizadas desde a nossa primeira infância. Mas nós não estamos condenados a permanecer no sistema de crenças dos nossos pais nem nas limitações que nos incutiram. Você é a pessoa que tem de prestar contas a si mesma. É você que conta, em primeiro lugar.

O Bife, as batatas fritas e o ovo a cavalo

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bitoquePerguntará o que tem um bitoque a ver com Bem-estar. Pois tem tudo! Depende da perspectiva com que olhamos. De como olhamos para o que nos acontece. Para o que nos é dado. E, sobretudo, para o que procuramos. Também olhamos imenso para o que os outros vêem em nós.

Esquecemo-nos, no entanto, muito, de como nos vemos a nós próprios.Na pior das hipóteses, o bitoque vai fazer-nos pensar em gordura, colesterol e nas últimas dietas que fizemos. Na melhor, pensaremos naquele sabor único e magnífico que só um bitoque tem. E, neste caso, nem sequer damos ao colesterol a importância que adquiriu. O colesterol persegue-nos! Está em todo o lado. Até na publicidade!

Estar na publicidade atesta a importância do colesterol! Pagam para que o gajo lá esteja! Irrita! Pelo menos a mim, irrita-me! E aqui estamos nós a assumir a nossa natureza paradoxal! Ai que rico bitoque! Ai o colesterol! Ai que me apetece. Ai que não devo comer. Ai que faço? E lá se foi o Bem-estar!

Kirk Schneider, Psicoterapeura da Escola Existencial-Humanista Americana, estudou a natureza paradoxal do ser humano e a forma como a mesma afecta o nosso Bem-estar. Schneider afirma que toda a experiência humana se desenrola numa escala que varia entre a constrição e a expansão: as pessoas tornam-se disfuncionais sempre que não conseguem estabelecer um equilíbrio entre estes os dois pólos antagónicos.

Ou seja, quanto mais rígidas são as posições que tomamos, mais ansiosos nos sentimos. Isto porque, se por um lado temos a liberdade de escolher, por outro essa liberdade obriga-nos a fazer escolhas, o que limita a noção de sermos efectivamente livres. As escolhas geram sempre responsabilidade e, como tal, limitam-nos. A Resposta para bem viver está, segundo Schneider, na Integração: em sermos capazes de integrar o conflito em nós mesmos assumindo a nossa natureza paradoxal. Conseguindo ser flexíveis vivendo entre a constrição e a expansão. Ou seja, conseguindo fazer a síntese entre os dois extremos e resolver de uma vez por todas a questão do comer ou não comer o bitoque, sem nos martirizarmos seja qual for a opção que tomemos.

É pois fundamental perceber quais são os Paradoxos que estão em confronto dentro de si própria (como o bitoque/não como o bitoque) e de como é que consegue fazer o seu balanceamento de modo a não entrar em estados de ansiedade. No nosso percurso de vida, o modo como vemos as coisas que nos acontecem é fundamental. Este ponto faz a diferença entre os sobreviventes emocionais e os chateados com a vida: os “coitadinhos”.

Já pensou na quantidade de coitadinhos que conhece? O que os fará sentirem-se assim? Você sente-se assim? Por favor, mude de atitude! Vá para o lado expansivo da escala. Se olhar de manhã para si ao espelho e pensar: “não gosto do que vejo”; ou, “lá vou eu outra vez para aquele maldito escritório!”; ou “não vou conseguir aguentar isto por muito mais tempo”: mude! Mude de atitude! Mude de imediato seja o que for! Troque a roupa que vestiu. Assuma o decote até ao umbigo que nunca ousou usar por achar que lhe fica mal, troque de perfume. Ponha-se diferente do habitual.

Só falta uma coisa: faça isto assim que os pensamentos negativos lhe surgirem. Não deixe passar um segundo. Não deixe que se instalem! E agora que já fez o mais difícil, faça o mais fácil: volte ao espelho, e, mesmo que não lhe apeteça nada, sorria. E veja o que isso provoca no seu rosto. Se conseguir, ria-se mesmo! Com som. Como se lhe tivessem contado uma anedota. A seguir, não faça mais nada. Levante a cabeça, eleve os ombros e saia de casa.

Acredite que vai ter muitas surpresas boas: consigo própria, mas também vindas dos outros. Não se esqueça que a nossa atitude gera atitudes naqueles com quem nos relacionamos ou apenas naqueles com os quais, simplesmente, nos cruzamos. Finalmente, se não for pedir de mais, conte-nos como foi!

Teresa Marta