Teresa sem medo: Caminho
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Obstáculos e oportunidades

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Como interpretamos a vida? Como percepcionamos o que nos acontece? Vemos no caminho obstáculos ou marcos indicadores de direcção? 

Enquanto virmos os obstáculos como culpados das situações que vivemos, continuaremos a estar na vida como cortinas de fumo. Nunca estaremos a resolver nada. Estaremos sempre a tentar tapar aquilo que não queremos ver. Aquilo a que não queremos aceder. Aquilo que nos custa aceitar. Evitamos aquilo que não queremos aceitar nos outros, nem nas circunstâncias. Mas sobretudo, evitamos aquilo que não queremos aceitar em nós mesmos. 

Este confronto connosco, não é nunca pacífico. Desde logo, porque somos os nossos principais críticos. Foi isso que nos foram ensinando. E, desde logo também, porque somos aqueles que mais nos abandonamos. Esta é uma constatação complexa e que demoramos a integrar no nosso percurso. Mas uma constatação fundamental, para entendermos quem somos e para onde desejamos ir. 

A forma como vemos os acontecimentos nunca depende dos próprios acontecimentos. Depende sempre de nós. Como tal, é a nós que compete transformar os obstáculos em marcos indicadores de caminho.

Teresa Marta

O medo só se ultrapassa quando o enfrentamos

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Sei, em teoria e por experiência pessoal, que o medo só se ultrapassa quando o enfrentamos. Tal como acontece aos animais, em estado selvagem, nós, humanos, podemos assumir diferentes comportamentos perante o medo:


a) Ficarmos quietos, tentando ser invisíveis relativamente àquilo que tememos;
b) Lutarmos com o agressor, com aquilo que tememos;
c) Ou fugirmos.

Nunca tive por hábito fugir. A fuga não está no meu ADN. Não foi isso que os meus pais me ensinaram. Tal como também não está em mim ficar quieta. Sempre me ensinaram a lutar. A resistir. A ir em frente!

Confesso que nem sempre o consegui fazer.
Alturas houve em que simplesmente meti a cabeça debaixo das mantas, tentando acreditar que o medo, quando eu acordasse, já não estava lá. Mas o medo continuava ali. Ainda mais forte. Ainda mais próximo. Um medo que me prendia. Que fazia com que a minha vida fosse um conjunto de dias amorfos, sem sentido. Apetecia-me dormir, mas fazia-o com de forma consciente. Sabia porque dormia. Procurava dormir o mais possível pois isso fazia com que eu me afastasse daquilo que devia enfrentar. Daquilo que temia.

E tudo isto fui aprendendo. Aprendi, que apesar de ter crescido numa família com medo, de mulheres maltratadas, ignoradas, desprezadas no seu valor e na sua essência, eu podia sair desse padrão. Eu podia ultrapassar isso. Talvez fazendo até justiça, por todas Elas. Um dia. Um dia soube-o muito bem! Ficou claro para mim! Muito claro! Foi um dia aterrador, mas que enfrentei. Não voltei para a cama para dormir mais umas horas. Não vale sequer a pena falar disso. Há coisas que acontecem e pronto. Basta que tomemos consciência daquilo nos vieram ensinar. Hoje sinto-me grata por ter tido esse dia. O dia do meu medo extremo. Mas o dia também do (re)nascimento da minha coragem.

Não vale a pena fugir do medo. Nem ignorá-lo. Isso só faz com que o medo aumente. São estas experiências que venho partilhando no Teresa Sem Medo ao longo dos últimos nove meses. Acredito, com toda a humildade, que este #DiaSemMedo, que hoje simbolicamente comemoramos, pode contribuir para darmos mais alguns passos, para uma vida cada vez com menos medo.

Obrigada a Todos os que comigo têm feito este percurso. Obrigada pelo que me ensinam, pelo que partilham e pelo incentivo diário que me dão. 

A todos os que acreditam que podemos fazer alguma coisa para sair do padrão do medo em que estamos, ou onde estão pessoas que conhecemos ou amamos, muito agradeço a partilha desta ideia.

Um excelente dia 9 de Dezembro! Sem medo!


Teresa Marta

Manter a Fé no processo da vida

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Quando passei pelo meu difícil processo de saúde (sim, digo saúde, não doença), tive situações incríveis, como amigos que passavam por mim e simplesmente não me diziam nada. Não era por nada! Era apenas porque eu estava irreconhecível. Pesava 42Kg, com 1,65m, e passei do 36 para o 32! Passei a vestir-me na secção juvenil...

Mas, se o peso me abandonou, à semelhança dos glóbulos brancos, das plaquetas e outros que tais, houve algo que passei a ter elevado ao expoente infinito: a Fé inabalável no processo da vida. Nunca, por momento algum acreditei que "ia embora daqui".

Com a passagem dos anos, refiz-me como ser biológico, mas também como ser espiritual. Acredito profundamente que recebemos (do Universo?), aquilo em que acreditamos! Como tal, vamos lá a acreditar que conseguimos, seja lá o que for que precisemos conseguir!

Bom fim-de-semana! Obrigada por me lerem!

Teresa Marta

A vida que desejamos!

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“Como está a minha vida?”, “E no próximo ano como estarei?”, “Estarei feliz?”. Estas são perguntas difíceis de responder. Porque são Existenciais: respeitam ao próprio Ser. Ao Eu. Ou seja, à forma como nos vemos hoje e como nos projectamos no futuro.


Quando não conseguimos projectar aquilo que desejamos ser, limitamos a linha temporal da nossa existência. E quando não temos planos para a vida, a vida deixa de ter planos para nós. A nossa motivação baixa e a nossa frustração aumenta. Deixamos de atribuir significado à vida. Pior: por vezes passamos a atribuir à vida um significado negativo. E. Minkowski (1968) chamou a este fenómeno “Doença do Tempo”. É como se nós bloqueássemos o nosso próprio caminho, o nosso próprio devir.


Isto não significa que vivamos os nossos dias preocupados com o futuro. Nem significa deixar de viver o presente, pois é nele que a vida acontece.

Projectar a nossa vida significa criar continuidade. Imaginar aquilo que desejamos para nós. Criar a nossa estória. Ser capaz de usar tudo o que nos acontece, as coisas boas e as menos boas, como passos necessários no nosso caminho. Para isso temos de saber para onde queremos ir. E que vida desejamos ter.

Nós conseguimos mudar o significado que damos aos acontecimentos negativos. Para tal, temos de usá-los como passos para algo melhor. Para algo maior. E não como barreiras que se instalaram para sempre. Quando nascemos, no minuto zero, não víamos problemas em nada! Então, quem nos mudou? O que nos mudou? E nós deixámos? Será que neste momento ainda precisamos continuar a abdicar do nosso poder pessoal?

Temos a capacidade infinita de transformar a nossa vida, na vida que desejamos. 
E podemos começar já!

Teresa Marta


DICAS PARA TER A VIDA QUE DESEJA:
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