Teresa sem medo: tempo
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5 Dicas para melhorar a sua vida já!

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1. Praticar a Aceitação


Se pretende fazer alguma mudança estrutural na sua vida, comece por aceitar o que tem e quem é, neste preciso momento. Mesmo que isso signifique aceitar algumas partes de si que não goste, tudo o que é, e o que tem neste momento, é a matéria que lhe vai permitir alavancar a mudança que deseja fazer. Mais: aceitar o que a vida nos tem colocado no caminho, caso não seja algo de positivo, não é uma condenação nem um acto de submissão. Trata-se apenas da base para trabalharmos no sentido de percebermos porque continuamos mergulhados em processos com os quais não nos identificamos e dos quais não gostamos.


2. Mergulhar nos medos

Mergulhar nos nossos medos, naquilo que mais tememos pode parecer aterrador, mas é indispensável para que se revelem todas as bênçãos que procuramos e que não conseguimos alcançar. Como diz o ditado “depois da tempestade vem a bonança”. No entanto, para que o sol apareça é necessário que enfrentemos a tempestade. É necessário enfrentarmos o que pensamos ser impossível. Paradoxalmente, qualquer transformação que sinta ser a mais difícil é a que mais precisa de fazer para que a mudança positiva se manifeste. Vale a pena tentar. 


3. Acreditar no timing dos processos

As soluções que procuramos estão normalmente mais perto do que pensamos. No entanto, não as vemos pois estamos muito preocupados e concentrados no que se vai passar e como se vai passar mais à frente, no futuro. Antes pois de fazer planos sobre como as coisas virão até si, tente perceber se as respostas que procura já não se encontram perto de si. Perdemos tantas oportunidades por estarmos focados naquilo que pode vir a acontecer! Os processos têm os seus timings. Confie na sua intuição para se deixar guiar por eles. Pacifique o seu Coração.

4. Abraçar a mudança  

Por vezes sentimos que as mudanças que desejamos tendem a demorar. Na grande maioria das vezes em que isso acontece, não vemos as respostas porque efectivamente, não estamos dispostos a mudar. Se fizermos as mudanças necessárias, as respostas que procurávamos surgem de imediato à nossa frente.

5. Agir com consequência

“Não estou psicologicamente preparada!”, “Não vale a pena, já não vou chegar a tempo”, “Amanhã será ideal para fazer isso, hoje não”. Se estas razões lhe surgem frequentemente na cabeça para não fazer o que planeia, significa que a sua acção não tem consequência. É vazia. E como tal nunca lhe trará o retorno esperado. Se as acções que planeamos fazer são de facto importantes para o nosso crescimento pessoal, continuar a adiar (por muito válidas que o nosso cérebro considere serem as razões), só nos traz tristeza e culpa para connosco próprios. E  ninguém pode ser feliz assim! 

Teresa Marta

Aceitar o que sentimos

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O dia está chuvoso, pelo menos aqui em Palmela,
de onde vos escrevo neste momento.
Por alguma razão, a minha agenda está ainda com muitas tarefas por fazer. Tem sido pouco produtivo, este meu dia.
Muita reflexão. Pouca acção. Partilho este estado convosco porque dei por mim a exigir-me o mesmo nível de tarefas concretizadas, que sempre me exijo em cada dia. Eu e a lei da concretização! Temos de facto esta tendência! Fomos ensinados a estar permanentemente a fazer alguma coisa! Estar sem fazer nada é algo que não nos ensinaram. Pelo menos comigo, tal não aconteceu.

No entanto, é preciso conceder tempo ao tempo sem nada. Porque o tempo sem nada pode ser um tempo de construção. Um tempo para nos ouvirmos. Um tempo para falarmos connosco e percebermos porque continuamos a carregar às costas os padrões de luta e esforço. Às vezes, nestes momentos menos produtivos surgem-nos respostas que nem sempre conseguimos ver, tão atarefados que estamos.

Tive as minhas próprias crises, os meus momentos de desespero, de descrédito, de medo. Tive momentos muito duros, em que a minha janela não se abria. Momentos em que me fechava e tentava disfarçar a minha dor. Ainda sofro. Por vezes. Sim. E esta chuva miudinha trás à memória dias de chuva miudinha da minha infância onde as coisas não corriam lá muito bem. Mas hoje, posso fazer diferente. Hoje não estou obrigada a deixar-me inundar pela chuvinha e pelo escuro do horário de inverno.

A verdade é que se assim não fosse, eu seria tudo menos pessoa. Seria tudo menos humana. E de tudo isto a vida se faz. Sem medo de ser. Sem vergonha de nos assumirmos e de assumirmos o que sentimos. Aceitando que tudo é importante para o caminho que estamos a fazer. Com tudo o que isso possa significar!

Teresa Marta

A vida que desejamos!

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“Como está a minha vida?”, “E no próximo ano como estarei?”, “Estarei feliz?”. Estas são perguntas difíceis de responder. Porque são Existenciais: respeitam ao próprio Ser. Ao Eu. Ou seja, à forma como nos vemos hoje e como nos projectamos no futuro.


Quando não conseguimos projectar aquilo que desejamos ser, limitamos a linha temporal da nossa existência. E quando não temos planos para a vida, a vida deixa de ter planos para nós. A nossa motivação baixa e a nossa frustração aumenta. Deixamos de atribuir significado à vida. Pior: por vezes passamos a atribuir à vida um significado negativo. E. Minkowski (1968) chamou a este fenómeno “Doença do Tempo”. É como se nós bloqueássemos o nosso próprio caminho, o nosso próprio devir.


Isto não significa que vivamos os nossos dias preocupados com o futuro. Nem significa deixar de viver o presente, pois é nele que a vida acontece.

Projectar a nossa vida significa criar continuidade. Imaginar aquilo que desejamos para nós. Criar a nossa estória. Ser capaz de usar tudo o que nos acontece, as coisas boas e as menos boas, como passos necessários no nosso caminho. Para isso temos de saber para onde queremos ir. E que vida desejamos ter.

Nós conseguimos mudar o significado que damos aos acontecimentos negativos. Para tal, temos de usá-los como passos para algo melhor. Para algo maior. E não como barreiras que se instalaram para sempre. Quando nascemos, no minuto zero, não víamos problemas em nada! Então, quem nos mudou? O que nos mudou? E nós deixámos? Será que neste momento ainda precisamos continuar a abdicar do nosso poder pessoal?

Temos a capacidade infinita de transformar a nossa vida, na vida que desejamos. 
E podemos começar já!

Teresa Marta


DICAS PARA TER A VIDA QUE DESEJA:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



O Tempo Certo Não Existe

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Somos peritos em desperdiçar o tempo que temos. Adiamos decisões e acções esperando que venha o tempo certo. Ou que venha um acontecimento decisivo, que nos leve a agir. Ou esperamos até que estejam reunidas “as condições ideais”.

Casa Rio Frio

Esta ditadura do tempo, à qual nos submetemos por decisão própria, diminui a nossa auto-confiança e a nossa auto-estima. Ficamos menos confiantes, porque adiar significa trair a nossa vontade natural de agir. Não agimos na altura certa, quando no fundo sabemos que seria essa a atitude mais correcta. À medida que o tempo vai passando, a nossa auto-confiança vai ficando mais pobre. Deixar para mais tarde agudiza o problema inicial tornando-se cada vez mais difícil voltar atrás para repormos as coisas como achamos que elas devem ser.

Mas não agir, quando achamos que o devemos fazer, por considerarmos que não é ainda o momento, debilita também a nossa auto-estima. Porque começamos a achar que não somos coerentes connosco próprios. Achamos que estamos a trair a nossa vontade. E este diálogo interior é muito destrutivo.

Acabamos assim por prejudicar o nosso bem-estar. Vivemos angustiados, divididos entre o que achamos que devíamos fazer e aquilo que realmente implementamos. Anulamos a nossa autenticidade, aquilo que realmente somos. E aquilo que realmente precisamos para ser felizes.

O momento certo não existe. Há pessoas que esperam a vida toda pelo tempo certo. Apenas para ficarem. Quietas.

Teresa Marta

A Angústia do Fim-de-Semana

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Já alguma vez se sentiu angustiada, ansiosa e até nervosa por estar a chegar o fim-de-semana? Já se sentiu cansada por estar vários dias sem fazer nada? Ou, por exemplo, já interrompeu as férias por não conseguir “estar parada”?

Angustia fim-de-semana

Se já experimentou estas sensações saiba que sentiu um tipo muito especial de stress, designado, existencialmente, por “stress do vazio”:
o stress que ocorre quando simplesmente não temos obrigações para cumprir, quando não temos um objectivo a atingir, quando não temos nada que nos imponha um ritmo. Quando de repente não temos ninguém a fazer barulho em casa ou alguém para cuidar.

Pode parecer paradoxal, mas nem todos conseguimos sentir bem-estar nos dias ou momentos em que podemos efectivamente descansar. Ou seja, há quem sinta stress por quase tudo e quem sinta stress por quase nada. Sempre nos disseram que temos de ser alguma coisa, fazer alguma coisa, ter alguma coisa. Estar parado, não fazer nada, é estar fora do que é aceite como equilibrado e bom.

Como tal, crescemos com a crença de que se formos alguma coisa, tivermos alguma coisa e fizermos alguma coisa, existimos como seres humanos válidos. É por isso que nos sentimos seguros se tivermos trabalho, se tivermos família, mulher, marido, filhos, amigos, vida social. Todos estes aspectos fazem parte de uma vida cheia, plena. Retirá-los significa uma grande insegurança. Um medo terrível de não sermos, de acabarmos. Não há modelo para a solidão. Não há modelo para o vazio. Estar no vazio é sentir uma enorme insegurança geradora de medo. Medo de não termos nada. Medo de que nos falte tudo.
A minha experiência pessoal

Eu já sofri de stress do vazio. Foi numa fase dura da minha vida em que trabalhava 14 horas por dia. Às vezes mais. Não porque isso representasse um aumento dos meus benefícios financeiros. Trabalhava para ocupar o meu tempo o mais possível. Estar muito ocupada libertava a minha mente do contacto com aspectos que me eram muito difíceis de assumir. Era como se deixando de trabalhar deixasse de existir. E por isso trabalhava ainda mais. Ir de fim-de-semana significava contactar com a minha solidão, com o facto de não haver ninguém que necessitasse de mim, de não ter assuntos importantes para resolver.

À semelhança de outros tipos de stress, o stress do vazio tem origem nos nossos medos. O medo de não conseguirmos atingir os nossos objectivos, o medo de não sermos aceites, de não estarmos à altura da situação, de fraquejarmos. O medo de nos criticarem, de não conseguirmos ser o que esperam de nós. No meu caso, bem visto, o stress era gerado pelo medo da solidão. Ou, empregando um termo Existencialistas, o meu stress era provocado pelo receio do nada. De ter sentir o vazio.

Teresa Marta
DICAS PARA DIMININUIR O STRESS:


 

 

Dicas para Ultrapassar a Angústia do Tempo

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Deixar o desejo de controlar tudo

Aprender a deixar as coisas acontecerem, deixando-lhes o tempo que necessitam para se transformarem numa realidade que seja efectivamente a que melhor nos serve, é fundamental para restaurar a nossa fé na dinâmica natural da vida. O nosso desejo de tudo controlar, para que nada falhe, para que tudo corra a nosso favor, quando levado a extremos, cria estados ansiosos intensos e faz com que sejamos inundados pela frustração, sempre que as coisas não correm exactamente como planeámos.

Aprender com os ciclos naturais

Aprender a ficar mais perto da natureza e dos seus sábios ciclos permite-nos reflectir e agir de forma adequada perante o que nos acontece. Recorda-nos que também nós funcionamos por ciclos de crescimento, com paragens, renovações, morte e mudança constantes. E que tudo isso não é nada mais que viver. De forma assumida.

Limitar o desejo de abreviar os processos da vida

Sempre que abreviamos os processos estamos a retirar sentido aos factos e aos acontecimentos deixando de entender porque estão a ocorrer na nossa vida. Estamos, por conta própria, a interromper o nosso percurso de crescimento. Não permitimos sequer que o novo se instale, se organize e se mostre.

Permitir-se sentir medo, sem drama

A angústia para que as coisas aconteçam com brevidade impossibilitar-nos também de sentir como é habitar dentro de nós mesmos, com os nossos medos e os nossos fantasmas. Também eles precisam de completar o seu ciclo de vida. Só no seu tempo, os processos dolorosos podem transformar-se e terminar.

Praticar a espera

O desejo de que as coisas corram depressa e de que os resultados surjam rapidamente, traz para a nossa vida muito stress e limita a nosso bem-estar. Ficamos na ansiedade de saber rapidamente o resultado do que plantámos e não nos permitimos afrouxar para dar oportunidade a que as sementes se materializem.

Deixar as nossas acções darem frutos

Como disse Johann Peter Hebel (1760), “nós somos plantas que, quer nos agrade quer não, apoiadas em raízes, têm de romper o solo para florescer e dar frutos”. Cabe a cada um de nós perguntar-se o que estamos a fazer para deixar as nossas raízes fazerem o seu caminho.