Teresa sem medo: solidão
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Estarei feliz com as minhas Amizades?

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A sua felicidade nas amizades e nas relações sociais é um factor de peso para a sua felicidade num todo, pois somos seres sociais. Mas como anda a sua? Este artigo faz parte de um conjunto de questões de auto-diagnóstico na sequência do artigo Sou Feliz? publicado na edição de Fevereiro da revista Prevenir, e que pode ler também aqui no blog.

 Auto-Diagnóstico: Eu sou Feliz nas minhas Amizades?
(Relacionamentos)


A minha felicidade nas amizades e relações sociais:

a) Não consigo dizer Não.
Os meus amigos não respeitam os meus limites e têm dificuldade em pôr-se no meu lugar. Sinto que dou mais do que recebo. Não consigo dizer “não”.

b) Não gosto de pedir ajuda aos meus amigos.
Prefiro contar comigo a incomodar os outros. Por vezes duvido se podemos mesmo confiar em alguém.

c) Sei respeitar o espaço, o tempo e os problemas dos meus amigos.
Não me imponho nem culpabilizo. Não dou conselhos que não pratico. Digo não quando preciso e sei estabelecer limites saudáveis.


A trabalhar: 
As amizades são dos relacionamentos mais importantes que podemos ter ao longo da vida.

Podemos perder familiares, não ter filhos ou marido, mas tudo se torna mais fácil quando temos amigos.

Não há duração nem intensidade para as amizades. As amizades podem ser breves ou durarem muito tempo. Podem ser mais intensas ou mais suaves. Todas têm a sua função na nossa vida e todas nos recordam que ninguém é feliz isolado. Não podemos escolher os nossos pais. Ao invés, os nossos amigos fazem parte das nossas escolhas conscientes.

No entanto, como em todos os relacionamentos, as amizades também têm limites para não se tornarem relações que nos adoecem. Não se culpabilize quando as amizades não correm como esperava. A culpa é algo que tem de aprender a deixar para trás, se quer ser feliz. A culpa apenas serve para nos sobrecarregar de angústia, de vazio e de tristeza.

Não se sinta Obrigada a dizer “Sim, vou ao cinema contigo!”, “Estou muito cansada, mas podes ligar logo de manhã!”, quando a resposta que lhe apetece dar é: “Estou cansada e manhã é domingo e quero dormir!”. Você está a viver a sua vida, não a dos seus amigos.

Insónias tóxicas

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Ter insónias, em fases de maior stress, ansiedade, medo, mudança pessoal ou profissional, preocupações de saúde ou familiares, é normal nos indivíduos saudáveis. Faz parte daquilo que designamos como gestão equilibrada entre sono e vigília.

No entanto, quando o nosso sistema biológico nos obriga a insónias constantes, entramos num processo de desregulação entre sono e vigília, que pode levar-nos ao desespero. Nas situações mais graves, as insónias levam-nos mesmo a ter medo de ir para a cama com receio de não conseguir adormecer ou de acordarmos a meio da noite e já não conseguirmos “pegar no sono”. Estas são as Insónias Tóxicas.

Causas existenciais das insónias tóxicas
Existem inúmeras causas, directamente relacionadas com o nosso estilo de vida, que provocam insónias e noites mal dormidas. Sobre essas temos já muita literatura. Aqui, no Teresasem medo, a nossa preocupação é existencial. Ou seja, centramos a nossa atenção no ser-no-mundo, naquilo que sentimos, o que vemos em nós, como nos relacionamos connosco mesmos, o que vemos no outro e como entendemos e reagimos à vida.

Nesta perspectiva, as insónias resultam de aspectos menos visíveis, de situações que nós não queremos ver, sentir ou contactar. São exactamente as preocupações que tentamos ignorar que acabam por se reflectir. Sempre que o nosso cérebro recusa dormir é porque estamos a resistir a fazer algo que sabemos que devemos fazer ou dizer, mas que, por alguma razão, não fazemos nem dizemos. Isto é, impedimos o fluxo natural das coisas, do processo da vida.

Soluções para as insónias tóxicas
A melhor solução é não continuar a adiar o que nos faz mal. Não continuar a viver uma vida que não desejamos com pessoas, situações, coisas e angústias que já não nos pertencem. Geralmente, arranjamos desculpas fora de nós para justificar o facto de não agirmos nem falarmos nos momentos certos. Com isso, continuamos a adiar a resolução dos nossos problemas mas também a agudizar a nossa angústia e a nossa ansiedade. Deixe de adiar o contacto com as suas dores emocionais. Por vezes aceitar que as coisas estão a correr mal e que nos sentimos em baixo é o ponto de partida para a sua resolução.   

Se tem insónias recorrentes, escolha fazer o que lhe faz falta. O que a deixa feliz! Ouça-se e vá  em frente! Não há problema que não tenha uma solução. É por isso que é um problema, não um lema! Continuar como está, por certo, não irá alterar nada! 

Teresa Marta

Relações Amorosas e a Lei da Substituição

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Quando uma relação termina muitos de nós procuram de imediato algo para a substituir. Na maioria dos casos “surge” outra pessoa, outras vezes as noitadas intermináveis nas redes sociais, o chocolate comido compulsivamente, os ataques ao frigorífico, o vaguear noite fora com amigos ou sem eles.

Este tipo de comportamento surge porque o vazio causado pela falta do outro é muito difícil de integrar. Quando de repente não temos ninguém que nos ouça, que faça barulho em casa ou que espere por nós, surge uma necessidade de recompensa imediata. Precisamos de tapar o “buraco do vazio”.   

De facto, aprendemos a ser “em relação com”. O outro é o garante da nossa existência. Quando perdemos o outro instala-se uma angústia dilacerante. Ficamos do lado da insegurança, da incerteza e do medo de não voltarmos a amar ou de que mais ninguém nos ame. Não há modelo para a solidão. 

À semelhança de outros tipos angústia, a angústia provocada pelo vazio é umbilical: é uma angústia de separação, de cisão com o conhecido, de saída do útero, de perda daquilo que conhecemos, de ida para um local onde precisamos aprender a viver com outras normas, outras pessoas e outros espaços. E se não conseguirmos? E se fraquejarmos?

Nos relacionamentos amorosos, perante a ausência do outro o mais simples é a fuga através da “Lei da Substituição”: tentarmos a todo o custo tapar o vazio que sentimos adoptando estratégias que nos impeçam de contactar com a realidade.

A angústia da separação ocorre, inclusive, em relacionamentos onde há muito já não existia amor, harmonia ou sentimentos de carinho entre os pares. Esta aparente ambiguidade resulta, mais uma vez, do facto de precisarmos do outro para nos completar, para nos sentirmos totais, para nos sentirmos pessoas.

Sempre que saltitamos de relação em relação, sem nos permitirmos sentir o vazio, a dor emocional e a angústia da separação, continuaremos angustiados, incompletos e em busca do nosso Eu.

Dar tempo ao Vazio, para que se transforme em algo positivo, em crescimento emocional, é difícil. Mas é, sem dúvida, uma grande oportunidade que a vida nos dá para sermos felizes. 

Teresa Marta