Teresa sem medo: acção
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Dia sem Medo na Comunicação Social

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Reportagem SIC: Enfrentar o Medo
A semana passada representou um momento marcante para mim. Um momento de passagem. De mudança.

Na terça-feira, dia 9 de Dezembro, lancei o Dia Sem Medo. Algo que eu não teria conseguido sem o apoio incondicional dos meus Coachies, que comigo têm tido a gentileza de partilhar as suas histórias de vida. Pessoas com as quais eu tanto aprendo.


Para assinalar este dia foi criado um vídeo para ilustrar os medos que todos nós temos, ou já sentimos. Vídeo esse que, com a ajuda de todos os seguidores do Teresa sem Medo atingiu já perto de 4 mil visualizações, e mais de 100 partilhas, só no Facebook:



No fim da semana, já contávamos com uma notícia na SetubalTV sobre o Dia sem Medo e outra na SIC, onde fui entrevistada para explicar o meu trabalho como Coach para a Coragem, nesta luta contra os medos.
Não vale a pena fugir do medo. Nem ignorá-lo. Isso só faz com que o medo aumente. São estas experiências que venho partilhando no Teresa Sem Medo ao longo dos últimos nove meses. Acredito, com toda a humildade, que este #DiaSemMedo, que hoje simbolicamente comemoramos, pode contribuir para darmos mais alguns passos, para uma vida cada vez com menos medo. 
Por tudo isto, só vos consigo agradecer. Um sincero obrigada a Todos, os que, comigo, contribuíram para o sucesso do Dia Sem Medo! A todos aqueles que participaram, de forma directa ou indirecta, para que este se tornasse uma realidade.

Obrigada pelas partilhas genuínas que tiveram a Coragem de fazer!

E, mais uma vez, tenho de dirigir uma palavra especial aos meus Coachies, que, cada vez com menos medo, contribuem para uma caminhada conjunta, mais corajosa e mais consciente daquilo que somos capazes.

Com gratidão, um abraço enorme!

O medo só se ultrapassa quando o enfrentamos

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Sei, em teoria e por experiência pessoal, que o medo só se ultrapassa quando o enfrentamos. Tal como acontece aos animais, em estado selvagem, nós, humanos, podemos assumir diferentes comportamentos perante o medo:


a) Ficarmos quietos, tentando ser invisíveis relativamente àquilo que tememos;
b) Lutarmos com o agressor, com aquilo que tememos;
c) Ou fugirmos.

Nunca tive por hábito fugir. A fuga não está no meu ADN. Não foi isso que os meus pais me ensinaram. Tal como também não está em mim ficar quieta. Sempre me ensinaram a lutar. A resistir. A ir em frente!

Confesso que nem sempre o consegui fazer.
Alturas houve em que simplesmente meti a cabeça debaixo das mantas, tentando acreditar que o medo, quando eu acordasse, já não estava lá. Mas o medo continuava ali. Ainda mais forte. Ainda mais próximo. Um medo que me prendia. Que fazia com que a minha vida fosse um conjunto de dias amorfos, sem sentido. Apetecia-me dormir, mas fazia-o com de forma consciente. Sabia porque dormia. Procurava dormir o mais possível pois isso fazia com que eu me afastasse daquilo que devia enfrentar. Daquilo que temia.

E tudo isto fui aprendendo. Aprendi, que apesar de ter crescido numa família com medo, de mulheres maltratadas, ignoradas, desprezadas no seu valor e na sua essência, eu podia sair desse padrão. Eu podia ultrapassar isso. Talvez fazendo até justiça, por todas Elas. Um dia. Um dia soube-o muito bem! Ficou claro para mim! Muito claro! Foi um dia aterrador, mas que enfrentei. Não voltei para a cama para dormir mais umas horas. Não vale sequer a pena falar disso. Há coisas que acontecem e pronto. Basta que tomemos consciência daquilo nos vieram ensinar. Hoje sinto-me grata por ter tido esse dia. O dia do meu medo extremo. Mas o dia também do (re)nascimento da minha coragem.

Não vale a pena fugir do medo. Nem ignorá-lo. Isso só faz com que o medo aumente. São estas experiências que venho partilhando no Teresa Sem Medo ao longo dos últimos nove meses. Acredito, com toda a humildade, que este #DiaSemMedo, que hoje simbolicamente comemoramos, pode contribuir para darmos mais alguns passos, para uma vida cada vez com menos medo.

Obrigada a Todos os que comigo têm feito este percurso. Obrigada pelo que me ensinam, pelo que partilham e pelo incentivo diário que me dão. 

A todos os que acreditam que podemos fazer alguma coisa para sair do padrão do medo em que estamos, ou onde estão pessoas que conhecemos ou amamos, muito agradeço a partilha desta ideia.

Um excelente dia 9 de Dezembro! Sem medo!


Teresa Marta

Escolhas Equilibradas

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Se o seu padrão é ficar à espera que a escolham, possivelmente acabará por concluir que está a deixar de liderar a sua vida.

Prefere fazer as suas opções ou sente-se mais confortável quando optam por si? Gosta mais de escolher ou que a escolham? Estas perguntas, aparentemente simples, podem tornar-se muito angustiantes, nomeadamente quando estamos a enfrentar dilemas difíceis de resolver.

Isso não é bom nem é mau. É apenas, e mais uma vez, uma escolha que fazemos. E as escolhas que fazemos ditam a nossa qualidade de vida.

A questão é que, mesmo quando escolhemos não escolher, já estamos a fazer uma escolha. Mesmo quando nos mantemos num emprego que não gostamos ou numa relação que não nos dá alegria, estamos a escolher ficar aí. Por muito que o nosso cérebro nos diga que não, que estamos em determinado sítio ou com determinada pessoa porque somos obrigados, porque não temos alternativa ou porque é melhor aceitar as condições, que algo melhor virá, mesmo assim, estamos a escolher.

A forma como escolhemos é pois determinante para o nosso equilíbrio. No entanto, raramente as escolhas que fazemos são em função daquilo que efectivamente é melhor para nós. Escolhemos, muitas vezes, em função do que é melhor para que os outros nos aceitem como iguais. Resumindo, raramente nos escolhemos a nós mesmos, antes de escolhermos qualquer coisa, situação ou pessoa.

A forma como exercemos o nosso poder de escolha reflecte pois o modo como nos tratamos e revela muito sobre a nossa auto-estima e a forma como nos vemos. De facto, começamos a ganhar qualidade de vida quando nos tratamos bem, quando cuidamos de nós. Quando nos estimamos.

Colocar-se no centro não é um acto de egoísmo. É, ao contrário, um acto de equilíbrio emocional. Um acto de coragem que melhora a sua vida, o seu bem-estar, a sua auto-estima. E isso faz com que você consiga melhorar a vida dos que o rodeiam. Só quem se compromete genuinamente consigo mesmo consegue estabelecer um compromisso com os outros. No fundo, esta atitude significa perguntar: “o que é que eu inspiro aos outros com a minha presença?”.

Não seremos nós o poder de que andamos à procura?

Teresa Marta


DICAS PARA FAZER ESCOLHAS MAIS COERENTES E ALCANÇAR O EQUILÍBRIO:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



Insónias tóxicas

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Ter insónias, em fases de maior stress, ansiedade, medo, mudança pessoal ou profissional, preocupações de saúde ou familiares, é normal nos indivíduos saudáveis. Faz parte daquilo que designamos como gestão equilibrada entre sono e vigília.

No entanto, quando o nosso sistema biológico nos obriga a insónias constantes, entramos num processo de desregulação entre sono e vigília, que pode levar-nos ao desespero. Nas situações mais graves, as insónias levam-nos mesmo a ter medo de ir para a cama com receio de não conseguir adormecer ou de acordarmos a meio da noite e já não conseguirmos “pegar no sono”. Estas são as Insónias Tóxicas.

Causas existenciais das insónias tóxicas
Existem inúmeras causas, directamente relacionadas com o nosso estilo de vida, que provocam insónias e noites mal dormidas. Sobre essas temos já muita literatura. Aqui, no Teresasem medo, a nossa preocupação é existencial. Ou seja, centramos a nossa atenção no ser-no-mundo, naquilo que sentimos, o que vemos em nós, como nos relacionamos connosco mesmos, o que vemos no outro e como entendemos e reagimos à vida.

Nesta perspectiva, as insónias resultam de aspectos menos visíveis, de situações que nós não queremos ver, sentir ou contactar. São exactamente as preocupações que tentamos ignorar que acabam por se reflectir. Sempre que o nosso cérebro recusa dormir é porque estamos a resistir a fazer algo que sabemos que devemos fazer ou dizer, mas que, por alguma razão, não fazemos nem dizemos. Isto é, impedimos o fluxo natural das coisas, do processo da vida.

Soluções para as insónias tóxicas
A melhor solução é não continuar a adiar o que nos faz mal. Não continuar a viver uma vida que não desejamos com pessoas, situações, coisas e angústias que já não nos pertencem. Geralmente, arranjamos desculpas fora de nós para justificar o facto de não agirmos nem falarmos nos momentos certos. Com isso, continuamos a adiar a resolução dos nossos problemas mas também a agudizar a nossa angústia e a nossa ansiedade. Deixe de adiar o contacto com as suas dores emocionais. Por vezes aceitar que as coisas estão a correr mal e que nos sentimos em baixo é o ponto de partida para a sua resolução.   

Se tem insónias recorrentes, escolha fazer o que lhe faz falta. O que a deixa feliz! Ouça-se e vá  em frente! Não há problema que não tenha uma solução. É por isso que é um problema, não um lema! Continuar como está, por certo, não irá alterar nada! 

Teresa Marta

Do medo à coragem

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No dia 8 de Agosto começo a responder, em vídeo, às questões que me colocaram no Teresa sem medo. Sinto-me grata pela participação de todos, que, sem medo, partilharam comigo as suas angústias, frustrações e inseguranças, sentimentos comuns a todos nós. A todos os que caminham na vida, com tudo o que isso significa.


Pessoalmente, acredito na capacidade infinita do ser humano para ultrapassar as fases menos boas que a vida nos coloca. Por vezes, são fases muito difíceis. Fases, onde a dor emocional e o medo nos fazem desacreditar. Desacreditar que ainda é possível. Desacreditar que haverá por aí algo de bom. Algo de bom, ainda, à nossa espera. E por isso me mantenho aqui. E também por isso criei o Teresa sem medo.


A minha vida teve todos os sentimentos de que falo neste espaço: angústia, frustração, tristeza, abandono, doença física e emocional, perda de bens e de pessoas. Perda de pessoas fundamentais para a minha Alma, para a pessoa que sou. Desde cedo, a minha mãe. Mas, tudo isso não me arrancou a esperança. A esperança de que a minha vida pudesse ser diferente. Pudesse ser melhor. Tudo o que passei só me mostrou que sou capaz de continuar. E, a cada dia que passa, sou alguém alegre. Alguém que acredita mais em si e no que a vida nos reserva. Desde que à vida não viremos as costas.



Talvez por isso o riso genuíno nunca me tenha abandonado. Ele, e a vontade de ouvir o outro. De simplesmente estar. Ali. Serenamente à escuta. Porque tantas vezes soube o que é precisarmos apenas que alguém nos ouça. Apenas de um colo. Algo que não depende de dinheiro. Só dessa capacidade inata que se chama empatia. E tantas vezes, precisando, não tive. E outras tantas tive, mas duvidei. E por isso, tantas vezes me isolei.


Depois de 17 anos em cargos de direcção de empresas, voltei à Universidade para fazer mestrado em Relação de Ajuda - Psicoterapia Existencial. Era para mim a certeza de que queria e devia responder ao apelo que me dizia que o meu caminho era o de ajudar os outros. Ajudar os outros a ultrapassarem as suas dores emocionais e existenciais. E foi isso que fiz. E foi isso que me levou a criar uma metodologia de Coaching Terapêutico inexistente em Portugal, o Coaching para a Coragem®. O Coaching para a Coragem® tem por base um processo de sete passos, que levam a pessoa a caminhar do medo à coragem. Trata-se de um Coaching Terapêutico porque permite que a pessoa cure os seus medos. Ao curarmos os nossos medos curamos a nossa vida. Readquirimos a esperança e somos autores da nossa própria história. Aquilo que eu mesma fiz. Aquilo que acredito que todos conseguimos fazer.

Libertar o que nos faz mal

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Tive a sorte de crescer no campo. E a essa sorte juntei a de ser filha única de um pai que gostaria de ter tido um filho. Bem cedo, o meu pai cativou-me para as coisas mais comuns que naquela altura os rapazes faziam. Os rapazes que cresciam no campo, claro. Como tal, logo me afastei das tarefas domésticas que, aliás, sempre achei enfadonhas.

Embora o meu pai não fosse agricultor, aprendi com ele os segredos de tarefas agrícolas. Entre elas, sempre fui apaixonada pela época de podar a vinha e as árvores de fruto. Ficava vidrada naquela destreza de cortar troncos pelo sítio certo. Pelo local ideal. No início fazia-me impressão ver a terra coberta de galhos sem vida. Imensos troncos deitados fora! Parecia que o meu pai mutilava as árvores. Mas, mais tarde, nasciam os rebentos novos, as primeiras folhas, as primeiras flores e os esperados frutos. E toda aquela tarefa de deitar fora troncos e galhos fazia sentido.

Se é muito pesado, deixe ir!


O que é que a poda tem a ver com bem-estar existencial? Com paz e felicidade? Acho que tem tudo! Quando podamos uma árvore estamos a eliminar matéria que já não faz falta à árvore. Que já não contribui para o seu crescimento harmonioso, que já não a faz dar os melhores frutos. Estamos a libertar a árvore do peso que não a permite prosperar.


Connosco passa-se exactamente o mesmo! De quando em vez, é necessário libertarmos o que já não serve o nosso propósito, o que nos impede de crescer, o que nos torna tristes e que nos rouba energia.  Isto, significa deixar ir coisas, pessoas e situações que sabemos já não servirem para nada a não ser para nos mostrar que sem elas seríamos mais felizes. Em termos existenciais, libertarmos estes “troncos velhos” da nossa vida significa respeitar a nossa Singularidade e tomar consciência das nossas prioridades e daquilo que realmente é importante para nos sentirmos equilibrados.

Teresa Marta


DICAS PARA LIBERTAR O QUE LHE FAZ MAL:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



Podemos deixar de ficar presos no medo

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Medo de não conseguir. Medo de estar só. Medo de estar acompanhado. Medo de que não gostem de nós. Medo de enfrentarmos problemas que julgamos impossíveis de resolver. Uma doença incurável. Uma imobilidade que nos paralise para sempre. Medo de perder o emprego. Medo de não conseguir outro. Medo de seguir os nossos sonhos. Medo de perder pessoas que amamos. Medo de deixar tudo para trás.

Medo de nos permitirmos ficar quietos.
Simplesmente quietos.

Tenho 44 anos e já senti todos estes medos. Por vezes, confesso, ainda sou atacada por alguns. À medida que o tempo foi decorrendo, no entanto, os meus medos tornaram-se menos materiais, menos físicos e menos palpáveis. De facto, passei a ter medo da minha finitude. De me confrontar com a morte. Não a física, mas aquela de estar vivo estando morto. Medo de morrer como Self pensante e actuante. De sentir que, de um momento para o outro, posso acabar como indivíduo, que tem uma vontade e cumpre um propósito.

Após 15 difíceis anos de procura pessoal, aprendi que nós somos os únicos a ter o poder de criar e de alterar a nossa vida. De criar e (des)criar o que nos acontece. Logo, somos os únicos a criar os nossos medos. A deixar que eles nos dominem. Os únicos a deixar que os nossos pensamentos nos levem para o abismo emocional, ou, ao contrário, nos possam conduzir à esperança. Como disse Jean-Paul Sartre (1942), tudo o que somos é resultado de escolhas existenciais pelas quais somos os únicos responsáveis: “Ninguém fez de mim nada. Eu é que fiz, faço e farei de mim, tudo. Aquilo que eu sou é pois aquilo que eu me faço”.

Esta ideia existencialista é muito curiosa pois alerta-nos para o facto de que o medo que sentimos é um medo projectado. Um medo antecipado. Um medo que nos leva a ser prisioneiros, não do tempo vivido, do aqui e agora, mas do Futuro. Prisioneiros do Futuro. Da antecipação do que aí virá.

Este futuro como prisão acontece até nas coisas mais simples: se não começar a controlar o colesterol posso ter um AVC, se não deixar de fumar é possível que apanhe cancro, se não fizer dieta não conseguirei pertencer ao Clube… se não encontro a “alma gémea” vou morrer só. Afinal, que futuro é este, que ainda sem chegar já nos aprisiona?

Posto isto, onde está você neste momento? Onde se encontra no seu percurso de vida? Na liderança do caminho aceitando os medos que lhe aparecem, como oportunidades únicas de os enfrentar e de os ultrapassar, ou a deixar que os receios o levem efectivamente para onde não deseja?

É pois possível escolher hoje entre duas atitudes bem diferentes: a alegria ou o medo. A escolha é apenas sua. A partir do momento em que conseguir mudar o seu pensamento do receio infundado para o sentimento de que tudo o que está a acontecer será para o seu maior bem (ainda que possa assim não parecer), dia após dia, os medos vão-se dissipando.

Para tomar esta nova direcção comece por fazer uma lista dos seus medos. “Eu tenho medo de …”; “Eu tenho medo que…”. Após ter elaborado essa lista leia-a e guarde-a. Dentro de um mês recupere a sua lista de medos e leia-a em voz alta. Para si. Verifique então quais os receios que efectivamente se concretizaram. Verá que se vai surpreender! É bem verdade que a vida nunca é tão negra como a vemos. Para os medos que ainda se mantiverem, reescreva-os começando agora cada frase com: “Eu consigo ultrapassar o medo de (…), se fizer (…). E vou fazê-lo (hoje, amanhã, até fim desta semana). Estabeleça timings de concretização para o que definiu. E comprometa-se! E faça!

Hoje, aconteça o que acontecer, sei que sou capaz de isolar os meus medos como pensamentos que não merecem fazer parte das coisas boas da minha vida. Acredito que também o consegue fazer. Quer tentar?

Teresa Marta