Teresa sem medo: Vida Perfeita
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Curar o diálogo interior negativo

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Da qualidade do nosso diálogo interior depende a qualidade da nossa vida. Não é o que está fora das redes. É o que está no nosso interior que marca a grande diferença! A PNL (Programação Neurolinguística) e a Psicologia Positiva, entre outras correntes, defendem esta lei causal entre o que dizemos e pensamos e aquilo que criamos. É pois muito importante conseguir mudar aquilo que diz, a forma como o diz e até o que pensa! Alterar o que diz envolve mudar, não apenas aquilo que diz aos outros, mas também o que diz a si mesma! O seu diálogo interior! Esta mudança é essencial para fortalecer a sua capacidade para reagir de forma positiva às adversidades.

E, podemos tornar o nosso diálogo interior mais positivo? Sim! Sempre! Cabe-nos a nós a decisão de optar, em cada momento, pela escolha das palavras certas. E as palavras certas são aquelas que nos elevam a auto-estima, que melhoram a nossa auto-imagem e que nos impulsionam a agir! Eis alguns exemplos:

“Nada funciona na minha vida!” – pode transformar-se em:

“Algumas coisas na minha vida estão a funcionar bem! Tudo está a correr cada vez melhor. Eu assumo a responsabilidade! Eu posso mudar! Eu posso fazer algo diferente para mudar esta situação!".

“A minha doença tende a piorar!” – pode transformar-se em:

“Cuido de mim todos os dias para ser mais saudável. Evito pessoas e pensamentos tóxicos! Escolho ter pensamentos positivos! É possível recuperar a minha saúde! Não desisto!”

“Ninguém me consegue fazer feliz!” – pode transformar-se em:

“Não há ninguém que me consiga fazer infeliz! Eu escolho quem me faz bem. Eu sou dona das minhas escolhas e opto de acordo com aquilo que me faz sentir bem!”

“É muito difícil arranjar emprego!” – pode transformar-se em:

“O emprego ideal para mim surge facilmente. Trabalho diariamente nesse sentido! Sou competente e o mercado precisa dos meus talentos! Esta situação não me vai levar a melhor!”

“Não quero sentir esta culpa!” – pode transformar-se em:

“Fiz o que achava correcto com os conhecimentos e as condições que tinha na altura. Trato de mim com carinho e isso melhora a minha relação com os outros. Sinto-me cada vez melhor com as minhas atitudes!”.  

Bom treino!


Teresa Marta

A Angústia da Perfeição

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Perfeição FloresReclamamos a Perfeição em tudo o que nos rodeia. Buscamos essa Perfeição em tudo, em todos e em nós próprios. Uma busca de Perfeição, diga-se, que está a dominar-nos tomando contornos de tipo psicopatológico, doentios.

Pais perfeitos, filhos mais que perfeitos, maridos perfeitos, esposas perfeitas, o emprego perfeito, uma vida perfeita, corpos perfeitos, inteligências perfeitas, saúde perfeita… Tudo à nossa volta gira em função de um mundo, também ele, necessariamente, perfeito. De tal forma, que a condição de “ser perfeito” nos impõe amarras verdadeiramente angustiantes, impõe-nos esquemas de pensamento que anulam a nossa forma de estar e de sentir. Que anulam o nosso Eu. Anulam a nossa autenticidade, aquilo que realmente somos.

E de repente damos por nós a questionar tudo à nossa volta e tudo o que existe em nós: é a ruga que apareceu, é o quilo a mais, é a celulite que não nos larga, é um cabelo que branqueou (coitado do cabelo que nem pediu para assim ficar), é o tempo que chove, é o Papa “a cortar” o trânsito, é a casa que precisa de obras, é o chefe que não muda, é o filho que não estuda, é o tempo que não temos para nós, é a vida onde estamos mas que não queremos!

Francamente, quem aguenta isto? Talvez não se tenha ainda apercebido quanto tempo passa em “ruminações” idênticas. Mas acredite: de nada servirão. Assim, o que lhe proponho para este mês é que identifique quais os aspectos da sua vida (pessoal, profissional, material, espiritual, etc.) que considera imperfeitos, ou, pelo menos, onde tem pensamentos do tipo “Ah, se ao menos isto pudesse ser diferente! Seria perfeito!” Basta que escreva um aspecto que considere imperfeito em cada campo da sua vida. Por exemplo, “Sacrifico-me muitas vezes pelos outros pois não consigo dizer “não” a nada que me peçam!”.

Seguidamente, tente encontrar duas formas de resolver cada aspecto identificado. Imagine para o exemplo dado: “Conseguir dizer “não” pelo menos três vezes por semana” e “Conseguir desligar o telemóvel uma hora por dia sem me culpar!”. Ao sistematizar os aspectos negativos, tentando por si mesmo encontrar soluções, está a tomar consciência das suas limitações, e, ao mesmo tempo, a perceber que “sim!”, consegue encontrar alternativas para os aspectos menos positivos na sua vida.

O que se passa, contudo, é que geralmente encontramos um montão de desculpas para ficarmos dependentes das nossas imperfeições. Embora não gostemos delas, é sempre mais confortável para o Self viver no conforto do adquirido e do conhecido, do que fazer rupturas. Rupturas das quais não sabemos os resultados.

Ocorre no entanto, que o Mundo não é perfeito, nós não somos perfeitos, o nosso emprego não é perfeito, os nossos filhos não são perfeitos, os nossos chefes não são perfeitos. E então? Somos humanos! Valha-nos isso! A perfeição, ou a ausência dela, reside sobretudo na nossa forma de pensar. Na nossa forma de ver. Na forma como vemos os outros e os avaliamos. Na forma como nos vemos e nos avaliamos!

Permita-se pois admitir e sentir a imperfeição nalguns aspectos da sua vida. Vai sentir-se muito mais feliz!

Teresa Marta