Teresa sem medo: saúde
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Celebrar ou não celebrar o Aniversário?

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O que diz sobre as nossas emoções e sobre a nossa saúde?  

Celebrar o aniversário pode parecer divertido, desejado e importante, mas esta ocasião não é vista da mesma forma por todas nós. E nem falamos da logística que uma comemoração pressupõe.

A questão existencial, mais profunda, é que comemorar o aniversário leva-nos a reflectir sobre a nossa vida e a questionar as nossas prioridades. É uma época de balanço. Este facto também caracteriza outras datas, como o Ano Novo e o Natal. No entanto, embora também sejam celebrações, estas datas não são percepcionadas como algo pessoal. São datas que não dizem respeito apenas a nós, individualmente, mas a todos.

Há alguma relação entre celebrar a vida e a saúde? 

Não podemos afirmar que quem não comemora o aniversário possui menos saúde do que quem o faz.
O que sabemos é que a comemoração do aniversário, ou de qualquer outro marco importante na nossa vida, contribui para a construção equilibrada da noção do Eu. Contribui para sedimentar a consciência de quem somos e sobre a fase do percurso em que nos encontramos. Existencialmente, quando recusamos olhar para o caminho já feito (tomar consciência do tempo que passou) privamos a construção saudável do nosso futuro.

Pode ser mais confortável “não ligarmos” à data que marca a comemoração do nosso nascimento, mas tal não significa que estejamos a ter a atitude mais equilibrada para a nossa vida. Recordando o que nos diz E. Minkowsky, um dos expoentes da corrente psicoterapêutica existencial, quando evitamos olhar para a nossa escala temporal adoecemos. Entramos em angústia existencial, em ansiedade e deixamos de nos projectar no futuro de forma positiva e saudável. Ficamos saudosistas. Achamos que os anos da nossa juventude é que foram felizes. Ou usamos qualquer outra desculpa, desde que consigamos interromper a linha do tempo que teima em passar.

Assim sendo, celebrar o aniversário faz bem ao nosso equilíbrio emocional e psíquico. Logo, tem uma relação directa com o nosso bem-estar emocional e, consequentemente, com a nossa saúde. Quem não se sente bem consigo não está num estado de saúde pleno.


Por que é que há pessoas que adoram festejar o seu aniversário e outras que se recusam a assinalar este dia?

Em termos existenciais há quem não consiga ver alegria em celebrar seja o que for e não encontre factos da vida possíveis de celebração. Sobretudo, o aniversário!

Nestes casos poderemos estar a falar de pessoas que estão em contexto de apatia perante a vida, de angústia existencial e, nas situações mais graves, em estado depressivo. Estas pessoas não conseguem olhar para o que a vida tem de bom, por pouco que esse bom possa parecer em determinados momentos. Martin Heidegger refere que o Eu recusa a finitude. Ou seja, não celebrar o aniversário é uma das estratégias que usamos para esconder de nós mesmos que não temos todo o tempo do mundo.

O curioso é que a própria palavra Aniversário liga o tempo à existência, e, como bem sabemos, a nossa humanidade tem dificuldade em aceitar as limitações que o tempo nos coloca. No ponto inverso da escala, temos as pessoas que adoram festejar o aniversário. Estas, teoricamente, estão em equilíbrio com a vida: possuem uma boa auto-estima, um auto-conceito positivo, saúde, amigos e uma estrutura familiar saudável.


Que factores podem estar na origem da recusa em celebrar o aniversário? 

Gostaria de referir que as pessoas que recusam comemorar o aniversário podem estar a sofrer do ponto de vista emocional. Poderão ser pessoas que sofrem da ferida de abandono ou que têm medo de não serem aceites, nem amadas. Estas pessoas adoptam comportamentos de minimização da data, usando frases de tipo: “Ora! É apenas mais um ano! O que é que isso tem de mais? Estou a ficar mais velha! Apenas isso!”. No entanto, por trás deste diálogo está alguém que necessita que se preocupem com ela, que olhem para ela e que lhe dediquem atenção. Algo que a pessoa, no fundo, deseja muito, mas não consegue demonstrar.

Não celebrar, e fazer disso bandeira, dá a estas pessoas a ilusão que são elas que estão a dominar a situação. Que conseguem controlar as suas emoções. Que não ficam à mercê do poder do outro. Colocando-se “fora de cena” evitam ser ignoradas ou não lembradas.


Não celebrar o Aniversário pode ter contornos psicopatológicos? 

Existem estudos sobre Psicologia do Aniversário que apontam no sentido da existência de cenários psicopatológicos por parte de algumas pessoas. Há inclusive Psicólogos, entre os quais se destaca Christian Heslon, cuja investigação confirma uma relação directa entre a data do aniversário e o surgimento de comportamentos patológicos no indivíduo, como a tristeza, o isolamento, a angústia, a sensação de incapacidade para continuar a aguentar a vida, e, nos casos mais severos, o suicídio (tentado ou efectivo).

Alerto que, por princípio, não devemos falar em casos de depressão, até porque para o diagnóstico diferencial de depressão o tempo tem de ser considerado. Ou seja, ficar deprimida alguns dias representará, não tanto um quadro depressivo mas aquilo a que se chama episódio depressivo. Este tipo de fenómeno, conhecido como «blue birthday» tem de ser sempre entendido em contexto não sendo comum em pessoas saudáveis sem queixas psicopatológicas anteriores.


Sentir-se confortável por não celebrar o aniversário

Há pessoas que se sentem efectivamente confortáveis por não celebrarem o seu aniversário. No entanto, tal não significa que esta atitude seja aquela que mais felicidade traz para as suas vidas.

São pessoas que aprenderam a isolar-se nesse dia por alguma razão. Por vezes, nem estão conscientes do que provocou isso. Isolar-se tornou-se algo natural para elas chegando mesmo a planear jantar sozinhas ou ir dormir fora para um hotel. É também comum desligarem o telefone, não responderem a e-mails ou mensagens de parabéns nas redes sociais.

Estas pessoas contestam todos os argumentos que lhe apresentem em contrário e quando têm família constituída preferem um jantar simples e restrito onde não existam manifestações que indiciem celebração, como cantar os Parabéns ou brindar.


Qual a importância de festejar o aniversário? Devemos festejar?

Sim. Devemos celebrar o aniversário pois tal atitude simboliza a celebração da nossa própria vida.
Mesmo que por vezes as situações difíceis nos pareçam insuportáveis o facto de termos iniciarmos mais um ano deve honrar a nossa resiliência! A nossa capacidade infinita de dar a volta por cima, mesmo quando só nos apetece desistir.

 Ter consciência da finitude deverá pois ser um incentivo para recomeçarmos as vezes que sejam necessárias para cumprirmos o nosso propósito. Para vivermos de acordo com o que sentimos e para sermos autênticos connosco.

Em termos sociais, será bom aproveitarmos o nosso aniversário para definitivamente iniciarmos um estilo de vida mais de acordo com o que queremos de verdade e não uma vida construída a partir do que as outras pessoas querem ou acham ser o melhor para nós.

Seja a nossa vida longa ou não, o facto é que ninguém tem todo o tempo do mundo. E, tendo a certeza disso, como vamos escolher viver? Não podemos também esquecer que o aniversário é um dos pilares culturais da sociedade. Alejandro Klein, Professor e Investigador do Instituto de Psicologia da Universidade de S. Paulo, a data do aniversário é importante para o estabelecimento da nossa biografia pessoal e para nos situarmos numa cronologia de vida, sem a qual perderíamos a referência de quem somos. No entanto, este especialista explica que é importante que cada pessoa adopte a forma como mais gosta de viver o aniversário, pois “a sociedade pressiona-nos para que todos façamos as coisas de um modo semelhante!”.


Qual é a importância e o significado da festa de aniversário para as crianças, adolescentes, adultos e os para os mais velhos? São diferentes?

A diferença é enorme pois cada idade apresenta uma relação própria do Eu com o Tempo. A celebração da idade que temos é o nosso grande confronto com a finitude. Com a escala de tempo da vida. Inicialmente, nem percepcionamos a escala temporal. Mas à medida que vamos acumulando anos à nossa vida, vamos tomando consciência da noção de fim. É como se nos dissessem: “Atenção! É tempo de pensares na tua vida e como a queres viver a partir de agora.” Este confronto do Ser com o Tempo é ancestral. Martin Heidegger alerta exactamente para isso: o ser realiza-se no Tempo (mais que no espaço). Pois o Ser pode mudar e condicionar o espaço, mas jamais consegue interferir no Tempo. O Tempo continuará a passar. Por muito que o tentemos iludir ou esconder.

Assim sendo, as crianças ainda não conscientes do tempo que se esgota, ficam impacientes com o dia de aniversário (que nunca mais chega) e sobretudo com a festa de anos. Esta comemoração serve ainda para se sentirem reconhecidas pela família e amigos. Os presentes são indispensáveis e não é por acaso que as crianças não gostam de receber roupa e preferem brinquedos!

Na adolescência, a celebração do aniversário perde o contexto familiar e é uma ocasião de afirmação perante o grupo. Afirma a noção de pertença e a constituição de “escalas de poder” perante os outros.

Já na idade adulta, começamos a dar importância aos grandes marcos! E estes medem-se em décadas. O primeiro grande marco são os 30 anos. Depois os 40 e finalmente os 50.

Para as mulheres sem filhos e sem uma vida emocional estável a década dos 30 anos é a mais complexa e a passagem da década dos 40 para a dos 50 é vivida, nalguns casos, de forma muito angustiada. É a fase do confronto não com a finitude, enquanto tal, mas com o fim da época áurea dos anos de juventude. É a fase dos balanços.

Na idade da aposentação comemoramos o aniversário com alegria se nos sentirmos felizes e tivermos objectivos de vida, um propósito que nos continue a oferecer uma razão para continuar. Caso contrário, a fase da reforma transforma-se no início do envelhecimento “real”.


Os homens e as mulheres vivem o aniversário da mesma forma?

Mais uma vez não podemos generalizar e tudo deve ser visto em função da idade que fazemos.
A data do aniversário costuma ser mais sentida pelas mulheres. Faz-nos pensar (de modo não muito positivo), na idade que temos. Temos pensamentos recorrentes sobre o facto de estarmos a envelhecer e questionamos o que temos feito e o que devíamos começar a fazer por nós.

Valéria Meirelles, psicóloga, co-autora do livro Mulher do Século XXI, defende que existe uma maior punição social para as mulheres no que respeita ao processo de envelhecimento, sendo comum não gostarem da data. Por volta dos 50 anos, inclusive, as mulheres passam muitas vezes por uma fase complicada associada ao seu auto-conceito e à perda de auto-estima relacionada com a menopausa, que leva as mulheres a sentirem que estão a perder a sua capacidade de sedução. No processo de envelhecimento, os homens não sentem os 50 anos.

Segundo o Investigador e Psicólogo Christian Heslon, os homens apreciam os seus aniversários e aproveitam a data para se mostrarem e valorizarem. O especialista refere que as mulheres são mais discretas neste âmbito mas lidam mal quando o companheiro se esquece da sua data de aniversário. Muitas vezes gostam mais de festejar o aniversário dos seus filhos do que o seu. Mais tarde os papéis invertem-se: aos 70 e 80 anos, as mulheres aceitam o envelhecimento muito melhor que os homens.

Esta é uma das razões de origem psicológicas apontadas pelos especialistas para a maior longevidade das mulheres.


Qual a importância das velas, do bolo e dos presentes ou seja dos rituais associados a este dia?

Embora a maioria de nós não saiba, cada ritual da comemoração do aniversário tem uma raiz mítica, espiritual ou histórica. Não resisto a falar de algumas crenças associadas à exteriorização da festa. Assim, é comum encontrarem-se referências às velas como símbolo do tempo que passa, a chama da vida e, no final, o apagar.

O bolo provém de um antigo culto a Artemisa, Deusa da Lua e da Fecundação, evocada pela forma redonda do bolo. O facto do bolo ser partilhado entre amigos simboliza uma união ancestral para afastar a morte.

O presente simboliza o primeiro objecto de amor perdido entre a mãe e o bebé quando é cortado o cordão umbilical.

Todos estes rituais são importantes porque conferem ao aniversário uma dimensão simbólica, que veio substituir os rituais de passagem antigos. Mas, quer se valorize ou não a mitologia, os rituais associados à celebração do aniversário devem ser encarados como uma celebração da própria vida.


Quais são os principais efeitos psicológicos do envelhecimento? 

Ninguém gosta de envelhecer. Envelhecer pode significar um golpe emocional difícil de ultrapassar gerando efeitos psicológicos como a angústia, a ansiedade, a tristeza e até depressão.

Estes efeitos psicológicos surgem com a perda da nossa autonomia, do nosso auto-controlo, das nossas capacidades mentais e biológicas, da nossa auto-estima e da nossa capacidade para nos sentirmos úteis, capazes e desejadas.  


O que podemos fazer para melhor gerir a passagem dos anos? 

  • Desde sempre, cuidar de nós com carinho, o que significa fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ter uma boa auto-estima. 
  • Cuidar dos nossos afectos reunindo à nossa volta amigos e família com quem possamos partilhar as nossas ansiedades e as nossas alegrias. 
  • Não parar de fazer planos e a ter objectivos. 
  • Recordar as nossas experiências positivas e os nossos êxitos. 
  • Manter a paixão pela vida e pelos outros. 
  • Focar-se na gratidão pelo que tem e conseguiu e desfocar-se da carência. 
  • Manter-se em actividade. Fazer exercício físico sem esquecer o treino cerebral. Nunca deixe de aprender, de estudar, de conhecer novas realidades.
  • Cuidar da sua saúde. A saúde faz-nos sentir mais jovens. 
  • Não pensar no envelhecimento como o fim da vida. 
  • Não deixar de fazer o que gosta por ser complicado ou impróprio para a idade. Ou seja, não se isolar. 

Costumamos dar especial importância à celebração das décadas os 10, os 20, os 30, os 40, os 50... Porque damos tanta importância a estes aniversários? Devem ser comemorados de forma especial? Porquê?

O nosso cérebro detesta o caos e previne-se organizando a nossa vida em unidades de tempo bem determinadas. A divisão temporal em décadas é uma forma de estabelecer ordem cronológica e criar uma escala onde vamos arrumando os acontecimentos da nossa vida.

A par desta necessidade de organização interna, a divisão em décadas representa também a própria organização da sociedade estabelecendo aquilo que se convenciona ser apropriado e desapropriado a cada idade. Assim, cada década tem associada determinados pressupostos culturais, sociais e familiares, que devemos cumprir para nos sentirmos integradas e aceites.

Cumprir mais uma década e partir para uma nova é, desta forma, assumido como a passagem para uma nova fase onde é pressuposto que realizemos o que socialmente se convencionou caracterizar esse novo período. Como tal, é comum assinalarmos a entrada numa nova década da nossa vida de forma especial e mais efusiva.

O aniversário recorda-nos o conceito de renascer e festejá-lo é celebrar um novo começo. Um recomeço que se torna mais marcante quando iniciamos uma nova década de vida. Como tal, embora não sendo uma obrigatoriedade, cada nova década que iniciamos merece ser comemorada de forma especial.
Feliz Aniversário à Prevenir que completou, no mês desta edição, 10 anos!

Auto-Diagnóstico: Como estou de Saúde?

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"Serei Feliz?" -  Pergunta bem. Para alcançar a Felicidade, tem de acreditar na possibilidade de a encontrar.  Este artigo faz parte de um conjunto de questões de auto-diagnóstico, na sequência do artigo Sou Feliz? que saiu na edição da revista Prevenir de Fevereiro, e que está disponível também aqui no blog.


 Auto-Diagnóstico: Estou Feliz com a minha Saúde?


A felicidade na minha saúde:

a) O meu nível de energia é baixo.
Sinto-me exausta frequentemente. Acho que é de família. A minha mãe é igual.

b) A minha saúde não é o meu ponto forte e por isso protejo-me
Protejo-me imenso. Tomo vitaminas e faço check-ups anuais. Tento fazer uma alimentação cuidada e não tenho dependências.

c) Tenho uma boa relação com a saúde. Cuido de mim, física, mental e espiritualmente.
Sigo o que o meu corpo me diz que me faz bem. Não sou escrava de dietas, nem de medicação. Isso torna-me mais forte, mais saudável e consequentemente mais feliz.


A trabalhar: 
Se a sua ideia sobre saúde está próxima de afirmações como as de a) e b), poderá caminhar para uma vida com baixos níveis de energia anímica, bem-estar e felicidade.

Aprenda a cuidar de si, na totalidade. Isto significa cuidar do seu corpo, da sua mente e do seu espírito. Significa não insistir em comportamentos que já percebeu serem prejudiciais para si.

Afaste-se igualmente de pessoas que se queixam muito e que têm imensa preocupação com doenças. Vigie as suas emoções. Perceba que curar as suas emoções negativas é curar a sua saúde. Liberte raivas, ressentimentos, passados sofredores, pessoas que lhe fizeram mal. Liberte-se daquilo que lhe dá peso, que lhe recorda maus momentos, más experiências.

Você está agora aqui. Conseguiu, apesar de tudo. 
Como tal, abençoe o que conseguiu. O seu corpo, por ter resistido. O seu cérebro por não a ter abandonado. E coloque alegria e sorriso na sua vida. Mesmo que acorde sem grandes motivos para estar alegre, anime-se e vá para a rua distribuir alegria.

Sinta o que recebe. Isso é saúde. Isso dá verdadeira felicidade.

Dicas para aumentar a gratidão

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 Dicas para aumentar a Gratidão

1. Valorize a pessoa que já é.  Para chegar aqui fez um caminho. Mais fácil ou mais difícil, mas é o seu caminho. Um caminho que deve respeitar por tudo aquilo que aprendeu e tudo aquilo que conseguiu ultrapassar.

2. Sinta-se grata por pequenas coisas às quais não costuma estar atenta. Por exemplo, poder estar agora a ler este artigo. Ter tempo para isso. Mais: estar a ler, sem ser em Braille. Talvez esteja em casa, no cabeleireiro, na sala de espera de um consultório. Agradeça. Está a ler por si mesma!

3. Agradeça sempre que conseguir deitar fora experiências, padrões, comportamentos e pessoas, que já não lhe faziam bem.

4. Seja grata pelas suas relações falhadas. Cada relação que termina é uma oportunidade única para praticar o perdão e para conhecer novas pessoas que façam realmente sentido na sua vida.

5. Agradeça, sempre que consegue desapegar-se coisas, pessoas e profissões aniquilantes, que já não contribuem para a sua felicidade. Se agora tem pouco. Vai ter mais. Se já tem muito vai ter mais. A gratidão é uma emoção win-win.

6. Se sente vazio (de amor, de tempo, de amizade, de sentido de vida), agradeça ao seu vazio a oportunidade que ele lhe oferece. Se sentir que tem pouco, agradeça o pouco. Significa que tem um campo imenso à sua frente para ter mais. Para produzir mais. Para amar mais. Para voltar a apaixonar-se. Tem espaço vazio para tudo isso!

7. Agradeça aos seus erros e aos seus medos. Reconheça-lhes o seu valor pois eles existiram para a fortalecer. Precisou deles ultrapassar obstáculos em determinada altura da sua vida.



Exercícios para aumentar a Gratidão

Passo a passo, exercitar a gratidão:

1. Auto-diagnóstico:
Faça um barómetro do seu nível de gratidão. Numa escala de 1 a 20, qual considera ser o seu nível de gratidão actual? Pense individualmente, quão grata se sente, nos seguintes pontos: Amor/relacionamentos; Família; Profissão; Saúde; Prosperidade Financeira.

2. Auto-análise:
Tente perceber porque se está a sentir pouco grata nos sectores a que atribuiu valores mais baixos.

3. Plano de acção:
Identifique estratégias e acções que possam aumentar o seu nível de gratidão actual, para cada um dos sectores da sua vida. Tente que o seu plano dependa essencialmente de si e daquilo que pode fazer e não dos outros ou das circunstâncias externas.

4. Partilhe a sua gratidão:
Partilhe amor, esperança e alegria, mesmo em tempos difíceis. Quando partilha alegria em situações complicadas tudo à sua volta se transforma. A situação difícil passa a ser vista de forma mais positiva e o outro passa também a sentir-se grato.

5. Cure a sua linguagem:
Anule expressões como: “Tive a infelicidade de ficar desempregada”, “Nada me corre bem”, “Sou fraca”, “Não consigo”, “Quando as coisas corem bem, até duvido!”, “Tenho um salário muito baixo”; “Ninguém me entende”; “Está tudo tão caro”, “O amor foge-me”. Estas frases anulam por completo a sua capacidade inata para se sentir grata. E isso faz com que a sua vida fique parada no ressentimento, no queixume e na vitimização. Algo que, decerto, não quer para si!



Estas dicas fazem parte do artigo que "Terapia da Gratidão" que saiu na edição de Fevereiro de 2015 da revista Prevenir e que pode ser lido aqui.

Emoções Positivas

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Para evitar a depressão do sistema imunitário, é preciso manter a «alegria de viver», para isso é preciso definir as estratégias...

1. Pense em si 
Não tenha medo de tomar decisões em função do seu bem-estar e da sua felicidade, em detrimento daquilo que acha que os outros irão apreciar.

2. Diga “não” 
Diga-o as vezes que forem necessárias. Se perder alguém ou alguma coisa por dizer "não", acredite que essa pessoa ou essa “coisa” já não lhe pertencia.

3. Amplie o seu mundo 
Conheça novas pessoas e outras realidades. Mude a sua rotina, as pessoas habituais e os locais de sempre.

4. Não exija demais de si mesma
Liberte sentimentos de autoavaliação e de perfecionismo.

5. Deixe os acontecimentos negativos fluírem 
Em vez de os guardar, tente perceber o que lhe vieram ensinar. A seguir, liberte-os.

6. Assuma um ar menos sério 
Divirta-se mais. Ria mais. Brincar com as adversidades é muito importante para a nossa cura emocional e, consequentemente, o melhor remédio para a nossa saúde, o nosso bem-estar e a nossa felicidade.




Estas dicas fazem parte de um artigo da revista Prevenir para o qual colaborei, intitulado "Não fique doente" e disponível na edição de dezembro de 2014 da revista.

Em 2014 consegui... Ser Mais Saudável

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Na terceira parte do artigo que comecei aqui, falamos de saúde. Porque este deverá ser sempre um dos itens a incluir, a cada novo ano, na lista de objectivos para um ano melhor.


Parte III

SER MAIS SAUDÁVEL


Cuidar da saúde é uma prioridade. Aproveite o novo ano para rever os exames que deve fazer e, pôr, finalmente, em prática o plano de deixar de fumar (por exemplo) e aprender a canalizar energias para o que realmente importa. Sem Stress.

VOU STRESSAR MENOS
O stress dá-lhe uma falsa sensação de energia que desgasta o cérebro, as emoções e o próprio corpo, pelo que é normal que não se aperceba que está a ser vítima da «cultura do objectivos», ou seja, a viver sobrecarregada de tarefas. E isso pode fazer com que adoeça.

PASSE À PRÁTICA:
Faça uma lista das suas tarefas diárias. Verifique se os objectivos traçados continuam a fazer sentido ou se não serão demasiado pesados para continuar a suportá-los. Avalie-se menos e seja menos perfeccionista.

VOU DEIXAR DE FUMAR
Ao fazê-lo, estará a reduzir o risco de vir a sofrer de doença cardiovascular, cancro do pulmão, do esófago e da boca, doença respiratória grave e incapacitante e a diminuir o risco de morte prematura, de acordo com a Direcção-Geral de Saúde.

PASSE À PRÁTICA:
Esforço e auto-disciplina são as palavras de ordem. Para tornar o processo mais fácil, a Direcção-Geral de Saúde aconselha: escreva uma lista com as razões que a motivam e releia-a sempre que pensar em desistir. Fixe um dia para o fazer de forma a estabelecer um compromisso consigo própria. Envolva amigos e família na sua decisão. Evite a proximidade com fumadores. Pratique exercício físico e adopte uma alimentação saudável. Se não conseguir à primeira, marque nova data e recomece.

VOU FAZER OS EXAMES ESSENCIAIS
Marque na Agenda as consultas e exames que deverá realizar em 2014.

PASSE À PRÁTICA:
Check-up:
Inclui uma avaliação geral com exame clínico, medição da pressão arterial e eventual requisição de exames laboratoriais (análises): urina, colesterol, glicemia e hemograma.

Consulta ginecológica:
Se é Mulher, a consulta ginecológica permite detectar problemas na vagina, colo do útero e mama.

Consulta de Dermatologia:
Se tem pele clara e sinais cutâneos, é conveniente analisá-los se notar alterações na simetria, rebordo, diâmetro e/ou cor.

Consulta Dentária:
Uma vez por ano deve fazer uma limpeza dentária e avaliar o estado da sua boca.

Revisão Científica: Dr. Pedro Ribeiro da Silva, médico de Medicina Geral e Familiar, na Divisão de Estilos de Vida Saudável da Direcção-Geral de Saúde.


Este artigo faz parte de uma sequência de artigos que fizeram parte da edição de Janeiro da revista Prevenir, na qual participei, para indicar o caminho para realizar os seus desejos neste ano de 2014.

Será que os conseguimos concretizar?

Leia os outros artigos "Em 2014, eu consegui...":


Manter a Fé no processo da vida

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Quando passei pelo meu difícil processo de saúde (sim, digo saúde, não doença), tive situações incríveis, como amigos que passavam por mim e simplesmente não me diziam nada. Não era por nada! Era apenas porque eu estava irreconhecível. Pesava 42Kg, com 1,65m, e passei do 36 para o 32! Passei a vestir-me na secção juvenil...

Mas, se o peso me abandonou, à semelhança dos glóbulos brancos, das plaquetas e outros que tais, houve algo que passei a ter elevado ao expoente infinito: a Fé inabalável no processo da vida. Nunca, por momento algum acreditei que "ia embora daqui".

Com a passagem dos anos, refiz-me como ser biológico, mas também como ser espiritual. Acredito profundamente que recebemos (do Universo?), aquilo em que acreditamos! Como tal, vamos lá a acreditar que conseguimos, seja lá o que for que precisemos conseguir!

Bom fim-de-semana! Obrigada por me lerem!

Teresa Marta

O Bife, as batatas fritas e o ovo a cavalo

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bitoquePerguntará o que tem um bitoque a ver com Bem-estar. Pois tem tudo! Depende da perspectiva com que olhamos. De como olhamos para o que nos acontece. Para o que nos é dado. E, sobretudo, para o que procuramos. Também olhamos imenso para o que os outros vêem em nós.

Esquecemo-nos, no entanto, muito, de como nos vemos a nós próprios.Na pior das hipóteses, o bitoque vai fazer-nos pensar em gordura, colesterol e nas últimas dietas que fizemos. Na melhor, pensaremos naquele sabor único e magnífico que só um bitoque tem. E, neste caso, nem sequer damos ao colesterol a importância que adquiriu. O colesterol persegue-nos! Está em todo o lado. Até na publicidade!

Estar na publicidade atesta a importância do colesterol! Pagam para que o gajo lá esteja! Irrita! Pelo menos a mim, irrita-me! E aqui estamos nós a assumir a nossa natureza paradoxal! Ai que rico bitoque! Ai o colesterol! Ai que me apetece. Ai que não devo comer. Ai que faço? E lá se foi o Bem-estar!

Kirk Schneider, Psicoterapeura da Escola Existencial-Humanista Americana, estudou a natureza paradoxal do ser humano e a forma como a mesma afecta o nosso Bem-estar. Schneider afirma que toda a experiência humana se desenrola numa escala que varia entre a constrição e a expansão: as pessoas tornam-se disfuncionais sempre que não conseguem estabelecer um equilíbrio entre estes os dois pólos antagónicos.

Ou seja, quanto mais rígidas são as posições que tomamos, mais ansiosos nos sentimos. Isto porque, se por um lado temos a liberdade de escolher, por outro essa liberdade obriga-nos a fazer escolhas, o que limita a noção de sermos efectivamente livres. As escolhas geram sempre responsabilidade e, como tal, limitam-nos. A Resposta para bem viver está, segundo Schneider, na Integração: em sermos capazes de integrar o conflito em nós mesmos assumindo a nossa natureza paradoxal. Conseguindo ser flexíveis vivendo entre a constrição e a expansão. Ou seja, conseguindo fazer a síntese entre os dois extremos e resolver de uma vez por todas a questão do comer ou não comer o bitoque, sem nos martirizarmos seja qual for a opção que tomemos.

É pois fundamental perceber quais são os Paradoxos que estão em confronto dentro de si própria (como o bitoque/não como o bitoque) e de como é que consegue fazer o seu balanceamento de modo a não entrar em estados de ansiedade. No nosso percurso de vida, o modo como vemos as coisas que nos acontecem é fundamental. Este ponto faz a diferença entre os sobreviventes emocionais e os chateados com a vida: os “coitadinhos”.

Já pensou na quantidade de coitadinhos que conhece? O que os fará sentirem-se assim? Você sente-se assim? Por favor, mude de atitude! Vá para o lado expansivo da escala. Se olhar de manhã para si ao espelho e pensar: “não gosto do que vejo”; ou, “lá vou eu outra vez para aquele maldito escritório!”; ou “não vou conseguir aguentar isto por muito mais tempo”: mude! Mude de atitude! Mude de imediato seja o que for! Troque a roupa que vestiu. Assuma o decote até ao umbigo que nunca ousou usar por achar que lhe fica mal, troque de perfume. Ponha-se diferente do habitual.

Só falta uma coisa: faça isto assim que os pensamentos negativos lhe surgirem. Não deixe passar um segundo. Não deixe que se instalem! E agora que já fez o mais difícil, faça o mais fácil: volte ao espelho, e, mesmo que não lhe apeteça nada, sorria. E veja o que isso provoca no seu rosto. Se conseguir, ria-se mesmo! Com som. Como se lhe tivessem contado uma anedota. A seguir, não faça mais nada. Levante a cabeça, eleve os ombros e saia de casa.

Acredite que vai ter muitas surpresas boas: consigo própria, mas também vindas dos outros. Não se esqueça que a nossa atitude gera atitudes naqueles com quem nos relacionamos ou apenas naqueles com os quais, simplesmente, nos cruzamos. Finalmente, se não for pedir de mais, conte-nos como foi!

Teresa Marta