Teresa sem medo: acreditar
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5 Dicas para melhorar a sua vida já!

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1. Praticar a Aceitação


Se pretende fazer alguma mudança estrutural na sua vida, comece por aceitar o que tem e quem é, neste preciso momento. Mesmo que isso signifique aceitar algumas partes de si que não goste, tudo o que é, e o que tem neste momento, é a matéria que lhe vai permitir alavancar a mudança que deseja fazer. Mais: aceitar o que a vida nos tem colocado no caminho, caso não seja algo de positivo, não é uma condenação nem um acto de submissão. Trata-se apenas da base para trabalharmos no sentido de percebermos porque continuamos mergulhados em processos com os quais não nos identificamos e dos quais não gostamos.


2. Mergulhar nos medos

Mergulhar nos nossos medos, naquilo que mais tememos pode parecer aterrador, mas é indispensável para que se revelem todas as bênçãos que procuramos e que não conseguimos alcançar. Como diz o ditado “depois da tempestade vem a bonança”. No entanto, para que o sol apareça é necessário que enfrentemos a tempestade. É necessário enfrentarmos o que pensamos ser impossível. Paradoxalmente, qualquer transformação que sinta ser a mais difícil é a que mais precisa de fazer para que a mudança positiva se manifeste. Vale a pena tentar. 


3. Acreditar no timing dos processos

As soluções que procuramos estão normalmente mais perto do que pensamos. No entanto, não as vemos pois estamos muito preocupados e concentrados no que se vai passar e como se vai passar mais à frente, no futuro. Antes pois de fazer planos sobre como as coisas virão até si, tente perceber se as respostas que procura já não se encontram perto de si. Perdemos tantas oportunidades por estarmos focados naquilo que pode vir a acontecer! Os processos têm os seus timings. Confie na sua intuição para se deixar guiar por eles. Pacifique o seu Coração.

4. Abraçar a mudança  

Por vezes sentimos que as mudanças que desejamos tendem a demorar. Na grande maioria das vezes em que isso acontece, não vemos as respostas porque efectivamente, não estamos dispostos a mudar. Se fizermos as mudanças necessárias, as respostas que procurávamos surgem de imediato à nossa frente.

5. Agir com consequência

“Não estou psicologicamente preparada!”, “Não vale a pena, já não vou chegar a tempo”, “Amanhã será ideal para fazer isso, hoje não”. Se estas razões lhe surgem frequentemente na cabeça para não fazer o que planeia, significa que a sua acção não tem consequência. É vazia. E como tal nunca lhe trará o retorno esperado. Se as acções que planeamos fazer são de facto importantes para o nosso crescimento pessoal, continuar a adiar (por muito válidas que o nosso cérebro considere serem as razões), só nos traz tristeza e culpa para connosco próprios. E  ninguém pode ser feliz assim! 

Teresa Marta

Blue Monday

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Nunca acreditei nas Blue Mondays! Ponto!
Há teorias para tudo e teorias para nada.
Eleger, através de uma fórmula matemática, um dia que se supõe ser o mais triste do ano, é, no mínimo, juntar todo o Rossio dentro de uma Chávena no Café Nicola! Não cabe!
As emoções são o que são. E no dia que as emoções e os sentimentos sejam matematicizáveis, despeço-me do Coaching e da Psicoloterapia!

Sabemos, claro, que esta fase do ano é mais dada a estados depressivos e ansiosos. São vários os motivos: o frio, as poucas horas de sol, a humidade dos nevoeiros e o aumento da pressão atmosférica, são algumas das razões climáticas para o estado energético mais frágil que atravessamos.
E sabemos também, que os comportamentos mais leves que tivemos no final do ano e no início do outro, nos levam a maiores desafios, com a entrada "a doer", num longo Janeiro de 31 dias, sem feriados e com umas quantas contas extra para pagar. Tudo isto é verdade. Mas tudo isto não pode ser somado num conjunto de números e cálculos que signifiquem tristeza e depressão num dia em concreto!

Se as segunda são tristes, alegres, esperançosas, desmotivantes ou angustiantes, depende, mais uma vez, de nós! Sempre de nós! Por tudo o que fizemos antes. Por tudo o que deixámos de fazer. Por tudo o que nos fizeram e por tudo o que deixámos que nos fizessem!

Vamos lá a acreditar na nossa infinita capacidade de mudança!
Amanhã é terça! E o resto são dias para continuar a concretizar aquilo que desejamos.

Sem culpa. Nem desculpa!
Teresa Marta

Aprender a ser feliz

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Nas minhas sessões de Coaching individuais, todos os dias me confronto com esta questão: “Teresa, como é que se faz? Afinal, quando vou conseguir ser feliz?”. 

A base é: será que a Felicidade se aprende? Sim. Podemos aprender a ser felizes. Mas, para o conseguirmos fazer, temos de deixar para trás as camadas que fomos colocando em cima de nós, as protecções, as grelhas de análise e as crenças limitativas, que, ao invés de nos darem vida, apenas nos separam dela!

Na exigência diária que impomos a nós mesmos (ser perfeito, conseguir ultrapassar obstáculos, ser o colo de toa a gente, manter sempre um sorriso, nunca desistir, não ter tempo para nós, nem para aquilo que gostamos, que nos dá prazer), desvalorizamos as pequenas conquistas, desvalorizamos o que já fizemos, onde já chegámos, esquecemos que somos pessoas. Que somos humanos! Caramba! Somos humanos!

Como humanos que somos, temos direito à felicidade! Porque achar, então, que estamos privados dela? Que a felicidade é algo distante, raramente alcançável? Uma das razões é porque nos esquecemos de sentir. Fugimos de sentir e de ouvir o que o nosso coração tem para dizer. Sim! Tenho de o dizer! Nas primeiras sessões de um processo de coaching, tenho à minha frente apenas Ego. Ego. Ego. Ego! O Ego tem medo. O Coração não tem. O Ego vive para ter. O Coração vive para ser. Mas lá está. Contaram-nos uma história, desde a nossa infância. Uma história muito bem contada. Uma história que nos diz que temos de ter alguma coisa. Temos de ter! Inteligência. Sucesso. Casa. Família estruturada. Beleza. Dinheiro. Focamos a nossa vida em alcançar tudo isso. 
Acreditamos que, se tivermos estamos seguros.


Esqueça! Porque quando a nossa segurança depende daquilo que temos, basta perdermos alguma coisa, por pequena que seja, e passamos a sentir-nos desprotegidos, como medo de não conseguir, com medo de perder ainda mais. Ficamos centrados na dificuldade do momento presente e deixamos para trás a nossa capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.

Para sermos efectivamente felizes, é preciso, muitas vezes passarmos pela contingência de não ter nada: passarmos pela “desmaterialização”, praticarmos o desapego. Desde logo, desapegarmo-nos das expectativas que colocaram sobre nós, dos objectivos que perspectivaram para nós. Ao mesmo tempo desapegarmo-nos da ideia de que não somos merecedores. De que nunca somos suficientes. De que o nosso merecimento está dependente do valor que os outros nos atribuem. Nós merecemos! Nós podemos! Nós conseguimos!

Como fazer? Basta ter coragem para deixar ir. Deixar partir. Rendermo-nos. Deixar ir velhos preconceitos, deixar ir as guerrinhas do dia-a-dia, a raiva, a ira, a angústia, o nó no estômago, o medo de falhar, o perfeccionismo, a preocupação do “e se?” e do “como vou conseguir lá chegar?”. Praticar a Coragem de nos assumirmos pelo que somos e não pelo que temos. Deixar ir o passado (o que tivemos e já não temos, o que amámos e que será irrepetível). E deixar fluir, sem medo, o agora. Para isso temos de deixar de lado a culpa e os pensamentos de carência. Deixar de lado o medo do que pode vir a acontecer. Se acontecer (se), cá estaremos para resolver.

A Felicidade torna-se mais próxima de nós quando interiorizarmos, que a única coisa que podemos efectivamente controlar é aquilo que escolhemos sentir face ao que nos acontece. Esta é a base da sabedoria que o nosso coração nos dá!

Siga o que sente! Seja feliz.

Teresa Marta

Emoções Negativas e Infertilidade

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A comunidade científica ainda não chegou a conclusões sobre a causalidade directa entre emoções negativas e infertilidade. Ou seja, será que emoções como o medo, a culpa, a insatisfação, a irritabilidade, a frustração, a vergonha, a raiva e a tristeza, influenciam o sucesso da mulher ao tentar engravidar?


De facto, embora ainda não tenhamos a possibilidade de confirmar a causalidade directa entre emoções negativas e infertilidade, sabemos, por outro lado, que estas emoções prejudicam o nosso bem-estar emocional, a nossa auto-estima, aquilo que acreditamos sobre nós mesmas, aquilo que julgamos conseguir, o que achamos que merecemos, a nossa capacidade de resistência, a nossa imunidade e, até, a nossa saúde.


Todas as emoções são naturais no ser humano. Todas elas têm uma função. No entanto, quando as emoções negativas persistem e se tornam um standard, passam a ser tóxicas! Intoxicam o nosso cérebro e enchem o nosso organismo de pressão, angústia, stress, ansiedade e até depressão! Sabemos também que as emoções tóxicas, sentidas em permanência, geram sentimentos negativos. Por essa razão, a Psicologia assume que as emoções negativas acabam por nos fazer adoecer! António Damásio, Neurocientista, fala inclusive numa “fisiologia das emoções”, isto é, as emoções passam a sentimentos (“sentir no corpo”) a ponto de, experimentadas repetidamente, nos adoecerem.


Esta “biologia das emoções negativas”, sentidas no corpo, podem pois condicionar de forma negativa a fertilidade. São factores psicológicos, na maioria das vezes inconscientes, mas muito limitadores. Estes factores podem explicar, por exemplo, inúmeras situações de casais que sofrem de infertilidade, sem razão física aparente ou declarada. Está tudo bem com a biologia, no entanto, a gravidez não acontece.


Ou seja, na base da infertilidade podem não estar factores biológicos ou orgânicos, mas factores emocionais que o nosso organismo somatiza. A ciência alerta-nos, por exemplo, para factores como o stress e a ansiedade, apontando-lhes a causa da disfunção das funções cerebrais do hipotálamo, o que acaba por alterar a ovulação. Neste mesmo sentido, sabe-se também que o stress altera as funções imunológicas das nossas células reflectindo-se na função reprodutiva da mulher.

Como tal, se está a tentar engravidar sem sucesso, antes de aceitar um diagnóstico de infertilidade ou achar que algo de errado se passa consigo, foque-se nas suas emoções, nos seus sentimentos e nos alertas que o seu corpo lhe está a dar.

A cura consciente das emoções é uma base muito, muito, importante no seu caminho para conseguir engravidar. Quando uma mulher aprende a modular o seu stress com eficácia, a sua fertilidade pode alterar-se! Para melhor.

Não deixe que as emoções negativas a derrotem, na vida que tanto deseja criar!


Teresa Marta

A lição da Pequenina Margarida

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Depois de 20 dias a lutar pela vida, num hospital do Dubai, a mais de 8 mil km de casa, a Pequenina Margarida resolveu ir descansar. Retirou-se da vida para grande tristeza de todos nós, que seguimos a sua história à distância, dia após dia. 

A Pequenina Margarida veio recordar-nos que a vida nos é dada e que, por vezes, nós precisamos descansar dela. Porque ainda não estamos prontos. Ainda não é o nosso momento. E (permitam-me que o diga), a nossa Alma sabe! Sabe que o momento não é ainda este. Talvez a Pequenina Margarida, desde início, o soubesse! 

Talvez a Margarida soubesse o que significa o peso enorme que é estar num sítio em tempo precoce. E num espaço agreste, onde o carinho da pele, o cheiro da loba mãe, da matilha, do abraço e do colo do ventre fazem tanta falta. Talvez a Pequenina Margarida se tenha recusado a esperar. Era longo esse tempo. Essa espera. Um tempo longo. E Ela ainda não sabia, o valor do tempo. Não podia saber! 

A Pequenina Margarida deixou um vazio em todos os que acreditámos nessa esperança imensa que era a de ver mais um dia vencido. Mas ensinou-nos também a grande lição de que a vida precisa destes guerreiros que nos mostram o valor da persistência. Seja onde for que essa persistência nos leve. Porque, para a persistência, não interessa a quantidade. Interessa a entrega com que fazemos o caminho. 

Obrigada Pequenina, Grande Margarida! 

Teresa Marta

Manter a Fé no processo da vida

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Quando passei pelo meu difícil processo de saúde (sim, digo saúde, não doença), tive situações incríveis, como amigos que passavam por mim e simplesmente não me diziam nada. Não era por nada! Era apenas porque eu estava irreconhecível. Pesava 42Kg, com 1,65m, e passei do 36 para o 32! Passei a vestir-me na secção juvenil...

Mas, se o peso me abandonou, à semelhança dos glóbulos brancos, das plaquetas e outros que tais, houve algo que passei a ter elevado ao expoente infinito: a Fé inabalável no processo da vida. Nunca, por momento algum acreditei que "ia embora daqui".

Com a passagem dos anos, refiz-me como ser biológico, mas também como ser espiritual. Acredito profundamente que recebemos (do Universo?), aquilo em que acreditamos! Como tal, vamos lá a acreditar que conseguimos, seja lá o que for que precisemos conseguir!

Bom fim-de-semana! Obrigada por me lerem!

Teresa Marta

Curar o diálogo interior negativo

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Da qualidade do nosso diálogo interior depende a qualidade da nossa vida. Não é o que está fora das redes. É o que está no nosso interior que marca a grande diferença! A PNL (Programação Neurolinguística) e a Psicologia Positiva, entre outras correntes, defendem esta lei causal entre o que dizemos e pensamos e aquilo que criamos. É pois muito importante conseguir mudar aquilo que diz, a forma como o diz e até o que pensa! Alterar o que diz envolve mudar, não apenas aquilo que diz aos outros, mas também o que diz a si mesma! O seu diálogo interior! Esta mudança é essencial para fortalecer a sua capacidade para reagir de forma positiva às adversidades.

E, podemos tornar o nosso diálogo interior mais positivo? Sim! Sempre! Cabe-nos a nós a decisão de optar, em cada momento, pela escolha das palavras certas. E as palavras certas são aquelas que nos elevam a auto-estima, que melhoram a nossa auto-imagem e que nos impulsionam a agir! Eis alguns exemplos:

“Nada funciona na minha vida!” – pode transformar-se em:

“Algumas coisas na minha vida estão a funcionar bem! Tudo está a correr cada vez melhor. Eu assumo a responsabilidade! Eu posso mudar! Eu posso fazer algo diferente para mudar esta situação!".

“A minha doença tende a piorar!” – pode transformar-se em:

“Cuido de mim todos os dias para ser mais saudável. Evito pessoas e pensamentos tóxicos! Escolho ter pensamentos positivos! É possível recuperar a minha saúde! Não desisto!”

“Ninguém me consegue fazer feliz!” – pode transformar-se em:

“Não há ninguém que me consiga fazer infeliz! Eu escolho quem me faz bem. Eu sou dona das minhas escolhas e opto de acordo com aquilo que me faz sentir bem!”

“É muito difícil arranjar emprego!” – pode transformar-se em:

“O emprego ideal para mim surge facilmente. Trabalho diariamente nesse sentido! Sou competente e o mercado precisa dos meus talentos! Esta situação não me vai levar a melhor!”

“Não quero sentir esta culpa!” – pode transformar-se em:

“Fiz o que achava correcto com os conhecimentos e as condições que tinha na altura. Trato de mim com carinho e isso melhora a minha relação com os outros. Sinto-me cada vez melhor com as minhas atitudes!”.  

Bom treino!


Teresa Marta

Frases que nos impedem de ser feliz...

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“Nada me corre bem!”, “Eu já sabia que não ia conseguir. Comigo é sempre assim!”, “É muito difícil arranjar emprego nesta época de crise!”, “Não está fácil!”. Se costuma usar este tipo de frasesquando fala de si ou da sua vida, saiba que está a limitar a sua felicidade! O nosso diálogo negativo irá tornar-se naquilo que acabará por nos acontecer.


Alterar a forma como verbalizamos as nossas emoções, o que sentimos e o que nos acontece é uma competência emocional e um dos recursos mais úteis para reformular crenças e padrões negativos.

As frases negativas, repetidas constantemente, transformam-se em emoções tóxicas que nos provocam sentimentos como o desamor, a raiva, a culpa, o medo, a angústia e a solidão. Ao ponto de nos tornarmos ansiosas. Preocupadas. Compulsivas. Ao ponto, mesmo, de adoecermos! Emocional e fisicamente.

Reformular aquilo que dizemos substituindo expressões e palavras negativas por palavras nas quais exista esperança, optimismo, confiança e fé processo da vida, permite-nos olhar para o que nos acontece de forma positiva. Mesmo quando sentimos caos, insegurança, medo, frustração e incerteza, tudo pode mudar se transformarmos a forma como verbalizamos o que nos acontece. Isto significa que encontraremos soluções onde outros vêem problemas e descobriremos caminhos mais simples para situações complexas.

Viktor Frankl, Psiquiatra, fundador da logoterapia, sobreviveu aos campos de concentração nazis ao usar as palavras para ajudar outros prisioneiros a encontrarem um sentido para a vida, onde 100% via o fim da sua existência!O modo como descrevemos a nossa vida altera de facto a forma como nos sentimos e aquilo que sentimos muda a forma como reagimos às situações. Ou seja, o que dizemos torna-se verdade para nós. Passa a ser a nossa realidade. A Programação Neurolinguística (PNL) baseia-se no mesmo princípio: somos mais felizes, mais realizados, mais esperançosos e mais saudáveis, quando usamos palavras de incentivo e expressões de optimismo!


É pois muito importante que consiga mudar aquilo que diz, a forma como o diz e até o que pensa!
Alterar o que diz envolve mudar, não apenas aquilo que diz aos outros, mas também o que diz a si mesma! O seu diálogo interior! Esta mudança é essencial para fortalecer a sua capacidade para reagir de forma positiva às adversidades.


Será que conseguimos mudar o nosso diálogo e tornarmo-nos mais positivas? Sim! Cabe-nos a nós a decisão de optar, em cada momento, pela escolha das palavras certas. E as palavras certas são aquelas que nos elevam a auto-estima, que melhoram a nossa auto-imagem e que nos impulsionam a agir!

8 IDEIAS PARA REPROGRAMAR O SEU DIÁLOGO NEGATIVO: 

  1.  A nossa vida é aquilo que dizemos que é! Se passamos o tempo a dizer que somos infelizes, por certo, mesmo que a felicidade esteja ao nosso lado, não a conseguiremos ver! 

  2. Aquilo que dizemos torna-se verdade para nós pois é nisso que acreditamos! 

  3. O facto de acreditarmos em algo negativo sobre nós mesmas ou sobre a nossa vida, não significa que tal seja verdadeiro! 

  4.  Se alguma coisa não está a funcionar bem na sua vida, verbalize-a de outra maneira. Não diga que acordou sem vontade alguma de ir trabalhar. Diga: “Vou aproveitar este dia, o melhor que conseguir! Eu mereço que tudo me corra bem!” 

  5. Enquanto acreditarmos que algo não está bem… esse algo dificilmente irá melhorar. 

  6. Os nossos pensamentos são afirmações não verbalizadas. Para ter um diálogo positivo deve começar por mudar os seus pensamentos para melhor! 

  7. Mudar aquilo que dizemos significa escolher, de forma consciente, palavras que nos ajudam a mudar os nossos padrões negativos e, com isso, a forma como nos sentimos. Mudar a forma como nos sentimos é a base de qualquer mudança que desejemos na nossa vida. 

  8.  Use o negativo ao contrário. Isto é, ao invés de focar o seu cérebro no que não funciona foque-se no que funciona! Por exemplo, ao invés de focar o seu pensamento na doença dirija-o para a saúde.







5 EXEMPLOS PARA MUDAR O SEU DISCURSO:

  1. “NADA FUNCIONA NA MINHA VIDA!” 
  2. “Algumas coisas na minha vida estão a funcionar bem! Tudo está a correr cada vez melhor. Eu assumo a responsabilidade! Eu posso mudar! Eu posso fazer algo diferente para mudar esta situação!". 

  3. “A MINHA DOENÇA TENDE A PIORAR!” 
  4. “Cuido de mim todos os dias para ser mais saudável. Evito pessoas e pensamentos tóxicos! Escolho ter pensamentos positivos! É possível recuperar a minha saúde! Não desisto!” 

  5. “NINGUÉM ME CONSEGUE FAZER FELIZ!”
  6. “Não há ninguém que me consiga fazer infeliz! Eu escolho quem me faz bem. Eu sou dona das minhas escolhas e opto de acordo com aquilo que me faz sentir bem!” 

  7. “É MUITO DIFÍCIL ARRANJAR EMPREGO!”
  8. “O emprego ideal para mim surge facilmente. Trabalho diariamente nesse sentido! Sou competente e o mercado precisa dos meus talentos! Esta situação não me vai levar a melhor!”

  9. “NÃO QUERO SENTIR ESTA CULPA!”
  10. “Fiz o que achava correcto com os conhecimentos e as condições que tinha na altura. Trato de mim com carinho e isso melhora a minha relação com os outros. Sinto-me cada vez melhor com as minhas atitudes!”.


Teresa Marta

Desenvolver a Resiliência

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Porque é que pessoas de poucos recursos económicos e educacionais, face a circunstâncias adversas, conseguem dar a volta por cima? Enquanto outras, por vezes com grandes capacidades financeiras e “intelectuais”, desistem ou caem facilmente perante os problemas?
Essa diferença chama-se Resiliência.

A Resiliência é algo que nenhum status nos pode dar, constituindo uma aptidão humana fundamental.

Vai-se andando! Mais ou menos! Não está fácil! 
Se estas são algumas das suas respostas típicas, está na altura de trabalhar a sua Resiliência. Isto é, de fortalecer a sua capacidade de enfrentar os acontecimentos menos bons reagindo de forma positiva às adversidades.

A Resiliência é uma competência emocional básica e um dos recursos mais úteis para reformular padrões negativos de comportamento, permitindo-nos olhar a vida e os seus acontecimentos de forma positiva. Mesmo quando sente caos, insegurança, medo, frustração, mudança e incerteza você consegue segurar-se se for resiliente.

Aumentar a Resiliência permite-lhe desenvolver o pensamento colateral (também designado por pensamento criativo), isto é, encontrar soluções onde outros vêem problemas, pensar de forma um pouco ao lado descobrindo caminhos simples para problemas complexos.

Será que conseguimos tornar-nos mais resilientes? SIM! Embora nos pareça o contrário, somos nós que nos fazemos: em cada decisão que tomamos, quando optamos ou sempre que, não optando, ficamos parados deixando que os outros optem por nós. Como disse Jean-Paul Sartre, não importa o que fizeram connosco, mas aquilo que conseguimos fazer com o que fizeram de nós.

Teresa Marta


DICAS PARA AUMENTAR A SUA RESILIÊNCIA:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:

A Resiliência é fundamental para enfrentar a fase em que vivemos!

Vamos a isso!

Dicas para aumentar a sua Resiliência

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ACREDITAR QUE É POSSÍVEL 
Acreditar que é possível dar a volta por cima é o primeiro pensamento que deve cultivar. Mesmo sentido que a situação concreta não depende de si, ou apenas de si, pode sempre fazer algo para mudar as circunstâncias. Se de todo não puder mudar nada talvez possa olhar para o problema de outra forma. Esta atitude mental pode marcar o início de uma solução.

NÃO ADIE DECISÕES 
Pode também aumentar a sua Resiliência não adiando decisões. Adiar é o primeiro passo para deixar os acontecimentos dominarem a sua vida e não ser você a dominar os acontecimentos. Com isso estagnamos. Perdemos a confiança em nós mesmos. Começamos a acreditar que não somos capazes. E vamos adiando tudo na nossa vida. Começando por aquilo com que sonhamos.

IDENTIFIQUE OS SEUS RECURSOS 
Faça uma lista dos seus recursos, isto é, de todos os pontos onde alguma vez se saiu bem, onde tenha conseguido superar obstáculos. Este será o seu guia sempre que necessitar de ir buscar forças. Passar no exame de condução, ter perdido o medo de nadar fora de pé, conseguir fazer aquele relatório que julgava impossível… Você já mostrou ser capaz imensas vezes!

VEJA O ERRO COMO ALGO POSITIVO 
Treine a sua capacidade de ver o erro como algo positivo. Assumir o erro como aprendizagem é excelente para verificarmos que é possível dar a volta por cima. Enfrente as suas limitações. Se nunca as enfrentar, nunca vai saber se teria sido capaz. E, lá à frente, irá pensar em tudo o que perdeu por ter ficado acomodado às suas limitações, ou pior, à ideia de que tinha limitações.

SUPERE METAS 
Finalmente é importante que estabeleça metas pessoais e que as tente superar (até quando vou fazer isto ou conseguir aquilo? Como o vou fazer?).

NÃO DESISTA À PRIMEIRA 
Seja perseverante. Vai sentir medo muitas vezes. Vontade de desistir. Resista à tentação de desistir. Ou de dizer que faz mais tarde. Por isso, ter um plano de acção pessoal é muito importante para que consiga crescer com os momentos negativos ao invés de se deixar inundar por eles. Confiando em si e nas suas capacidades inatas.

A Resiliência é fundamental para enfrentar a fase em que vivemos!

Vamos a isso!

Podemos deixar de ficar presos no medo

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Medo de não conseguir. Medo de estar só. Medo de estar acompanhado. Medo de que não gostem de nós. Medo de enfrentarmos problemas que julgamos impossíveis de resolver. Uma doença incurável. Uma imobilidade que nos paralise para sempre. Medo de perder o emprego. Medo de não conseguir outro. Medo de seguir os nossos sonhos. Medo de perder pessoas que amamos. Medo de deixar tudo para trás.

Medo de nos permitirmos ficar quietos.
Simplesmente quietos.

Tenho 44 anos e já senti todos estes medos. Por vezes, confesso, ainda sou atacada por alguns. À medida que o tempo foi decorrendo, no entanto, os meus medos tornaram-se menos materiais, menos físicos e menos palpáveis. De facto, passei a ter medo da minha finitude. De me confrontar com a morte. Não a física, mas aquela de estar vivo estando morto. Medo de morrer como Self pensante e actuante. De sentir que, de um momento para o outro, posso acabar como indivíduo, que tem uma vontade e cumpre um propósito.

Após 15 difíceis anos de procura pessoal, aprendi que nós somos os únicos a ter o poder de criar e de alterar a nossa vida. De criar e (des)criar o que nos acontece. Logo, somos os únicos a criar os nossos medos. A deixar que eles nos dominem. Os únicos a deixar que os nossos pensamentos nos levem para o abismo emocional, ou, ao contrário, nos possam conduzir à esperança. Como disse Jean-Paul Sartre (1942), tudo o que somos é resultado de escolhas existenciais pelas quais somos os únicos responsáveis: “Ninguém fez de mim nada. Eu é que fiz, faço e farei de mim, tudo. Aquilo que eu sou é pois aquilo que eu me faço”.

Esta ideia existencialista é muito curiosa pois alerta-nos para o facto de que o medo que sentimos é um medo projectado. Um medo antecipado. Um medo que nos leva a ser prisioneiros, não do tempo vivido, do aqui e agora, mas do Futuro. Prisioneiros do Futuro. Da antecipação do que aí virá.

Este futuro como prisão acontece até nas coisas mais simples: se não começar a controlar o colesterol posso ter um AVC, se não deixar de fumar é possível que apanhe cancro, se não fizer dieta não conseguirei pertencer ao Clube… se não encontro a “alma gémea” vou morrer só. Afinal, que futuro é este, que ainda sem chegar já nos aprisiona?

Posto isto, onde está você neste momento? Onde se encontra no seu percurso de vida? Na liderança do caminho aceitando os medos que lhe aparecem, como oportunidades únicas de os enfrentar e de os ultrapassar, ou a deixar que os receios o levem efectivamente para onde não deseja?

É pois possível escolher hoje entre duas atitudes bem diferentes: a alegria ou o medo. A escolha é apenas sua. A partir do momento em que conseguir mudar o seu pensamento do receio infundado para o sentimento de que tudo o que está a acontecer será para o seu maior bem (ainda que possa assim não parecer), dia após dia, os medos vão-se dissipando.

Para tomar esta nova direcção comece por fazer uma lista dos seus medos. “Eu tenho medo de …”; “Eu tenho medo que…”. Após ter elaborado essa lista leia-a e guarde-a. Dentro de um mês recupere a sua lista de medos e leia-a em voz alta. Para si. Verifique então quais os receios que efectivamente se concretizaram. Verá que se vai surpreender! É bem verdade que a vida nunca é tão negra como a vemos. Para os medos que ainda se mantiverem, reescreva-os começando agora cada frase com: “Eu consigo ultrapassar o medo de (…), se fizer (…). E vou fazê-lo (hoje, amanhã, até fim desta semana). Estabeleça timings de concretização para o que definiu. E comprometa-se! E faça!

Hoje, aconteça o que acontecer, sei que sou capaz de isolar os meus medos como pensamentos que não merecem fazer parte das coisas boas da minha vida. Acredito que também o consegue fazer. Quer tentar?

Teresa Marta