Teresa sem medo: ser feliz
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O medo só se ultrapassa quando o enfrentamos

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Sei, em teoria e por experiência pessoal, que o medo só se ultrapassa quando o enfrentamos. Tal como acontece aos animais, em estado selvagem, nós, humanos, podemos assumir diferentes comportamentos perante o medo:


a) Ficarmos quietos, tentando ser invisíveis relativamente àquilo que tememos;
b) Lutarmos com o agressor, com aquilo que tememos;
c) Ou fugirmos.

Nunca tive por hábito fugir. A fuga não está no meu ADN. Não foi isso que os meus pais me ensinaram. Tal como também não está em mim ficar quieta. Sempre me ensinaram a lutar. A resistir. A ir em frente!

Confesso que nem sempre o consegui fazer.
Alturas houve em que simplesmente meti a cabeça debaixo das mantas, tentando acreditar que o medo, quando eu acordasse, já não estava lá. Mas o medo continuava ali. Ainda mais forte. Ainda mais próximo. Um medo que me prendia. Que fazia com que a minha vida fosse um conjunto de dias amorfos, sem sentido. Apetecia-me dormir, mas fazia-o com de forma consciente. Sabia porque dormia. Procurava dormir o mais possível pois isso fazia com que eu me afastasse daquilo que devia enfrentar. Daquilo que temia.

E tudo isto fui aprendendo. Aprendi, que apesar de ter crescido numa família com medo, de mulheres maltratadas, ignoradas, desprezadas no seu valor e na sua essência, eu podia sair desse padrão. Eu podia ultrapassar isso. Talvez fazendo até justiça, por todas Elas. Um dia. Um dia soube-o muito bem! Ficou claro para mim! Muito claro! Foi um dia aterrador, mas que enfrentei. Não voltei para a cama para dormir mais umas horas. Não vale sequer a pena falar disso. Há coisas que acontecem e pronto. Basta que tomemos consciência daquilo nos vieram ensinar. Hoje sinto-me grata por ter tido esse dia. O dia do meu medo extremo. Mas o dia também do (re)nascimento da minha coragem.

Não vale a pena fugir do medo. Nem ignorá-lo. Isso só faz com que o medo aumente. São estas experiências que venho partilhando no Teresa Sem Medo ao longo dos últimos nove meses. Acredito, com toda a humildade, que este #DiaSemMedo, que hoje simbolicamente comemoramos, pode contribuir para darmos mais alguns passos, para uma vida cada vez com menos medo.

Obrigada a Todos os que comigo têm feito este percurso. Obrigada pelo que me ensinam, pelo que partilham e pelo incentivo diário que me dão. 

A todos os que acreditam que podemos fazer alguma coisa para sair do padrão do medo em que estamos, ou onde estão pessoas que conhecemos ou amamos, muito agradeço a partilha desta ideia.

Um excelente dia 9 de Dezembro! Sem medo!


Teresa Marta

Convite:
Junte-se a mim num Dia sem Medo...

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Qual o primeiro passo para enfrentar os nossos medos? 
Admiti-los! Admitir os nossos medos, sem medo de olhar para eles, é o primeiro passo para sairmos da angústia que o medo nos causa. 

O medo protege-nos de inúmeras contingências da vida. 
É verdade. No entanto, quando nos deixamos dominar pelo medo, a nossa vida transforma-se numa angústia permanente. Perdemos a nossa capacidade de auto-afirmação, a nossa auto-econfiança e o nosso poder pessoal.

O medo fecha-nos para o mundo e deixamos de agir.
Com isso, colocamos a nossa vida em suspenso e vamos sentindo cada vez menos força para ir em frente e ultrapassar os problemas que nos acontecem.

Por saber na pele o que isto significa, senti que faltava criar uma ferramenta para que todos nós, cada um à sua maneira, possamos enfrentar os medos. Foi por essa razão que criei uma metodologia de Coaching inovadora, o Coaching para a Coragem.

E foi isso que me motivou também a criar o Dia sem medo! Um dia, onde todos nós, possamos admitir, sem medo, os medos que nos limitam e paralisam a nossa capacidade de agir. Acredito, porque passei e estudei esse processo, que podemos mudar o nosso pensamento do medo para a coragem, que conseguimos combater os nossos medos e não deixar que estes comandem a nossa vida.

Convido-vos assim a juntarem-se a mim no dia 9 de Dezembro para assinalarmos o Dia Sem Medo.

Fique atento aqui ao blog e à página do Teresa Sem Medo no Facebook porque muitas coisas boas vão acontecer no dia 9 de Dezembro!

Teresa Marta

Em 2014 consegui... Valorizar-me Mais

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Em Janeiro deste ano, colaborei na redacção de um artigo para a revista Prevenir sobre os objectivos para 2014. Objectivos esses que se conquistam através de um caminho. No fundo, passos para realizar os desejos para o ano que estava a começar.

Agora que o ano está a chegar ao fim, decidi replicar aqui, esses mesmos passos. Fique atento aos próximos dias, onde vou partilhar os cinco passos referidos na revista, aqui no Teresa Sem Medo.

Parte I

VALORIZAR-ME MAIS

Muitas vezes, para agradar os outros, acabamos por frustrar os nossos desejos. Estas são algumas estratégias para se valorizar sem comprometer as suas relações sociais, indicadas pelo Psicólogo e Psicoterapeuta Vitor Rodrigues, que subscrevo:

VOU DIZER MAIS VEZES «NÃO»
Se nunca dizemos «não», o nosso sim não vale nada. Saber dizer que não faz parte de sermos honestos connosco e com os outros e de nos sabermos respeitar a nós, aos nossos direitos e necessidades. De outro modo, frustramos a nossa verdadeira natureza e isso gera mal-estar e agressividade latente.

PASSE À PRÁTICA:
Ensaie ao espelho e depois com um amigo. Isso ajuda a sentir que é possível, para si, dizer «não». Além disso, questione-se: Estou a respeitar mais o outro e a mim ao dizer que "sim" a tudo? O que me leva a ter medo de dizer que não? Experimente gritar Não! muitas vezes, em tons diferentes, e vá percebendo como se sente. Os primeiros «não»  devem custar mais mas valem a pena.

NÃO VOU PERMITIR QUE ME MALTRATEM
Consentir ser mal tratada e/ou humilhada resulta na perda de auto-estima, produz ressentimentos latentes, conduz à perda de respeito próprio. É como se interiorizássemos a falta de respeito que os outros demonstram por nós. Fazer o oposto ajuda-nos a encontrar a nossa própria força.

PASSE À PRÁTICA:
 Comece por expressar o que sente perante as palavras e os actos da pessoa que maltrata e/ou humilha e proponha-lhe que encontre melhores modos. Muitas vezes, isso exige saber usar a sua força interior. Nem que, para isso, seja necessário frequentar aulas de artes marciais.

VOU DEIXAR DE FAZER FRETES
Fazer um "frente" implica um sentimento de frustração. Gera revolta e mal-estar. É como se uma parte de si estivesse a fazer força para realizar algo e a parte restante se opusesse, fazendo com que fique tensa e desgostada, opondo resistência "passiva".

PASSE À PRÁTICA:
 Seja clara acerca do que está disposta a fazer e encontre o lado positivo nas coisas que faz. Por exemplo, em vez da atitude de revolta face a algo que não lhe dá especial prazer, encontre as razões para o fazer e a satisfação de agir de acordo com a sua ética. Por exemplo, pode não gostar de lavar o chão, mas isso pode ser bom para si e para os outros e pode, nesse caso, ter o prazer de lavá-lo para bem de todos.

 VOU PEDIR DESCULPA
Para muitas pessoas, não pedir desculpa impede-as de se perdoarem. É como se sentissem que algo fica por fazer e que o mal que fizeram permanece dentro delas, assombrando-as e dificultando o seu bem-estar interior.

PASSE À PRÁTICA:
É simples: Peça desculpa encarando isso como um ato natural e civilizado. Encontre um momento adequado e explique à outra pessoa que faz questão de lhe dizer alguma coisa. Estará a repor a harmonia dentro e fora de si.


* Este artigo foi publicado na edição de Janeiro da revista Prevenir e foi escrito com a minha colaboração, juntamente com a Dra. Célia Francisco (psicóloga), Dra. Alcina Rosa (psicóloga), Dra. Helena Marques (psicóloga e fashion advisor), Sandra Pereira (trainer e lifecoach), Dra. Vítor Rodrigues (psicólogo e psicoterapeuta), e Dra. Pedro Ribeiro da Silva (médico de Medicina Geral e Familiar).



Leia os outros artigos "Em 2014, eu consegui...":

8 Dicas para planear a Vida que Deseja

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Dicas-Planear-Vida-Deseja
1. IMAGINE-SE DAQUI A 3 ANOS
Imagine o que gostaria de estar a fazer daqui a três anos e como gostaria que a sua vida fosse. Imagine como deseja que sejam os seus dias a nível profissional, familiar, pessoal, financeiro, de lazer e de novos desafios. Onde gostaria de estar a viver? Com quem? A fazer o quê? De que pessoas gostaria de estar rodeada? Imagine a sua vida sem problemas. Como seria?


2. IDENTIFIQUE O QUE A ESTÁ A LIMITAR
Se não conseguir imaginar como gostaria que fosse a sua vida pergunte a si própria o que a está a limitar. Imaginar como será a sua vida é algo em que não pensa, nem lhe interessa? É algo que a frustra ou a deixa com medo? Tente perceber se está limitada pelas dificuldades do momento ou se aquilo que a limita é a sua própria dificuldade em ver a vida de forma positiva. Se está frustrada, ansiosa e triste devido à sua própria dificuldade para ver a vida a cores, possivelmente está a abusar de padrões derrotistas, como a queixa, a culpa e o medo.



3. ABANDONE PADRÕES DERROTISTAS DE QUEIXA E CULPA 
Se é uma pessoa que se queixa muito da vida que tem, será difícil conseguir projectar uma vida melhor. Está tão focada naquilo que é mau, que tudo lhe vai parecer insuficiente e precário. Entra num padrão derrotista e começa a achar que a culpa é de alguém ou de alguma coisa. Ou acha que a culpa é sua! Este ciclo vicioso retira-lhe toda a energia e pode levá-la a estados depressivos. Terá de ser radical consigo própria! Retire as queixas daquilo que pensa e daquilo que diz! Da mesma forma, evite estar com pessoas que se queixam “por tudo e por nada!”. Quanto à culpa, só se poderá culpar do que não fez. Todas as tentativas que fizer são para a sua felicidade! Algumas irão falhar. Mas muitas serão bem sucedidas! Se não tentar nunca saberá!


4. EXPLORE AS SUAS CAPACIDADES DE RESILIÊNCIA
Todos nós temos capacidades inatas inexploradas que nos permitem agarrar a vida de frente e ultrapassar o que nos acontece. Temos recursos pessoais que por vezes nem suspeitamos. Olhe para a sua vida e identifique os momentos em que teve de ser forte, em que foi corajosa e lutadora. Olhe para o que conseguiu! Para os obstáculos e os medos que ultrapassou. Se não se lembrar de nada peça a alguém que a conheça bem para lhe dizer em que situações acha que você foi corajosa! Vai surpreender-se!


5. APRENDA A VER O POSITIVO DO NEGATIVO
Há sempre algo de positivo que podemos retirar dos momentos de aflição. O sofrimento é transitório na temporalidade do Ser. Os acontecimentos negativos têm início e fim. A questão é que quando estamos a sofrer temos dificuldade em retirar daí aspectos positivos. Mas eles estão lá. Nos momentos em que está em baixo pergunte: “Preciso mesmo de me sentir assim?”, “Esta situação merece mesmo o meu desespero e a minha angústia?”, “Posso fazer já alguma coisa para sentir-me melhor?”, “Que parte do problema só depende de mim e posso tratar já?”. Este exercício fará parar o ciclo de pensamento negativo e foca-a nas possibilidades e não nas impossibilidades. Faz toda a diferença!  


6. ARRUME A SUA VIDA
Comece por arrumar as diferentes gavetas dos problemas que foi abrindo na sua vida e que neste momento são um enorme caixote com um turbilhão de situações desarrumadas. Abra cada uma das gavetas e vá eliminando o que já não lhe faz falta. Não tenha pena de deitar coisas fora. Se pensou que já não lhe fazem falta, livre-se delas! É porque já estão a mais!


7. PERMITA-SE OUVIR A SUA VOZ INTERIOR: "QUERO SER FELIZ"
Permita-se ouvir aquela voz que lhe diz em permanência: “Fecha de vez esse ciclo que só te faz mal!”; “Porque não o fazes?”; “O que te impede?”. Comece a pensar o que fazer para poder dizer: “Sou Feliz!”. “Sinto-me bem!”. A verdade é que isso pode mesmo acontecer consigo! Basta que comece a trabalhar! O primeiro passo é escutar o que o seu coração tem para dizer. Abandone por momentos o seu pensamento! Permita-se sentir! A sua sabedoria interior sabe para onde deve caminhar. Não tenha medo.


8. ACREDITE EM SI
A maioria dos fantasmas que vemos no nosso caminho são construções mentais do nosso Eu. Permita-se Ser e valorizar-se pelo que é! Por quem já é! Coloque de lado o que os outros esperam de si, como esperam que aja ou o que esperam que seja. Anule os pensamentos críticos que diz a si mesma. Deixe de pensar se está ou não à altura. Se vai conseguir dar conta ou não do recado. Você é a única pessoa que estará “lá” para prestar contas a si mesma! Liberte-se da prisão de colocar o seu valor nas mãos dos outros!

A Importância do Desapego para a Felicidade

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“Após a minha rápida e brilhante ascensão profissional, que me levou ao topo das grandes hierarquias, percebi que afinal não tinha nada. Exteriormente, tinha tudo o que sonhara ter, mas não sentia nada dentro de mim. À noite, deitava-me imerso nos meus pensamentos de como alcançar novos objectivos e de como conseguir que o meu nome ficasse impresso nos livros de gestão.

Até a minha mulher contribuía para reforçar o meu estilo de vida. No entanto, aos poucos, deixou de me pedir explicações por atrasos ou ausências, de me pedir que a acompanhasse às compras, ao cinema ou ao médico. Deixou de falar-me do seu dia e tão pouco se continuou a preocupar com a escolha da minha gravata.

Após um duro divórcio, impus-me uma pausa de um ano onde acabei por concluir que não fizera nada de grandioso. Para ser sincero acho que nunca criei ou inventei nada de extraordinário. Estive amarrado à ideia de que era alguém muito importante. Às vezes questiono-me se valeu a pena ter ficado preso à condição de fazer tudo para ter sempre mais.”

Pratique-o-Desapego Teresa Sem medo-300x199Trabalhando em Relação de Ajuda, confronto-me muitas vezes com descrições como esta. Na exigência que impomos a nós mesmos, nunca nada é suficientemente glorioso, visível ou importante. Desvalorizamos as pequenas conquistas, que são passos gigantes para afirmar o nosso valor, a nossa capacidade de ver para além do momento presente, para além das crises que enfrentamos. Pequenos momentos, que nos devolvem a capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.

Vivemos agarrados a pesados fardos relacionados com a necessidade de ter mais, produzir mais, ganhar mais, sermos mais considerados. Este peso, carregado diariamente, pode levar-nos a níveis de stress e a situações muito angustiantes e ansiosas.

Teresa Marta
DICAS PARA PRATICAR O DESAPEGO E SER MAIS FELIZ:

Faça uma lista daquilo que já não o faz feliz
Desligue-se do peso das expectativas que criaram sobre si
Desconfie do sentimento que lhe diz: “Já não é suficiente!”
Deixe-se ir
Preocupe-se apenas com o que consegue controlar