Teresa sem medo: Psicoterapia Existencial
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Afinal, o que é o Coaching para a Coragem?

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Várias vezes me perguntam o que é o Coaching para a Coragem® e o que é que distingue este Coaching face a outras abordagens. Após o lançamento do meu Livro Fazer do Medo Coragem (Ed. Matéria Prima, Fevereiro de 2016), onde apresento 10 casos de sucesso de pessoas que beneficiaram desta metodologia para melhorar as suas vidas e sair dos impasses em que se encontravam, achei pertinente apresentar aqui no Teresa Sem Medo, o que é e quais os benefícios do Coaching para a Coragem.

A Base de Trabalho

Mais importante do que a nossa condição de origem, o que nos fizeram ou o que nos ensinaram, é o que nós mesmos conseguimos fazer, no presente, com aquilo que temos. Esta é a base do Coaching para a Coragem®.

Uma Metodologia baseada em 7 passos

A metodologia do Coaching para a Coragem centra-se na pessoa e no seu momento de vida actual, questionando o que deseja alcançar e identificando as razões pelas quais não o está a conseguir. O processo desenvolve-se ao longo de sete passos que culminam no desenvolvimento de um PPM – Plano Pessoal de Mudança.

Entre os diferentes passos, temos:
  1. Identificação do que nos faz ter medo de avançar para concretizar o que desejamos.
  2. Aumento da auto-confiança e da auto-estima.
  3. Tomada de consciência sobre os nosso padrões e as crenças limitadoras.
  4. Trabalhar a libertação do que já não nos faz falta para alcançarmos a mudança que desejamos (desapego).
  5. Anulação da culpabilização e do medo de dizer não.  

Trabalhar os medos tóxicos e ultrapassá-los

Ancorado na Relação de Ajuda e na Escola da Psicoterapia Existencial, o Coaching para a Coragem é um Coaching Terapêutico, que trabalha os medos sentidos pela pessoa, perante:

  •  A incerteza e a insegurança (profissão, relacionamentos, saúde, finanças pessoais, perda do sentido da vida).
  •  A necessidade de fazer escolhas acertadas.
  •  A vontade de assumir o que se deseja e o que se é, sem culpa.
  •  O Compromisso (com os outros, consigo próprio, com uma actividade, com um plano de vida).
  •  A mudança (geradora de ansiedade, stress e infelicidade).
  •  A baixa auto-estima, baixa auto-confiança e de vulnerabilidade.
  •  A incapacidade para ultrapassar ou lidar com a perda (pessoas, emprego, dinheiro, liderança de Si e das suas emoções).
  •  A necessidade de dizer “não!” ou “basta!”.


O Coaching para a Coragem é um processo de apoio à mudança pessoal que permite aumentar a resiliência, a auto-confiança, a auto-estima e a auto-motivação.


O Coaching para a Coragem diferencia-se de outros processos de coaching pois centra-se, especificamente, na superação dos medos que levam à perda da capacidade para seguir em frente, para manter o foco no lado positivo da vida e para fazer as mudanças que se desejam.

O processo permite identificar os medos pessoais e os padrões negativos que estão na sua base. A partir deste ponto, a metodologia trabalha a auto-estima, a resiliência e a capacidade de cada pessoa voltar a acreditar no seu valor próprio, readquirido a confiança necessária para voltar a liderar a sua vida e os seus projectos.

Partindo da análise da situação presente, o Coaching para a Coragem ajuda a desenvolver o PPM – Plano Pessoal de Mudança®: plano personalizado de acção para ultrapassar os medos que estão a impedir a pessoa de alcançar os seus objectivos.


Ao curarmos os nossos medos curamos a nossa vida. Readquirimos a esperança e somos autores da nossa própria história.
- Teresa Marta

Obstáculos e oportunidades

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Como interpretamos a vida? Como percepcionamos o que nos acontece? Vemos no caminho obstáculos ou marcos indicadores de direcção? 

Enquanto virmos os obstáculos como culpados das situações que vivemos, continuaremos a estar na vida como cortinas de fumo. Nunca estaremos a resolver nada. Estaremos sempre a tentar tapar aquilo que não queremos ver. Aquilo a que não queremos aceder. Aquilo que nos custa aceitar. Evitamos aquilo que não queremos aceitar nos outros, nem nas circunstâncias. Mas sobretudo, evitamos aquilo que não queremos aceitar em nós mesmos. 

Este confronto connosco, não é nunca pacífico. Desde logo, porque somos os nossos principais críticos. Foi isso que nos foram ensinando. E, desde logo também, porque somos aqueles que mais nos abandonamos. Esta é uma constatação complexa e que demoramos a integrar no nosso percurso. Mas uma constatação fundamental, para entendermos quem somos e para onde desejamos ir. 

A forma como vemos os acontecimentos nunca depende dos próprios acontecimentos. Depende sempre de nós. Como tal, é a nós que compete transformar os obstáculos em marcos indicadores de caminho.

Teresa Marta

Coragem para Entrar na Dor e Sair Reforçada

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Acho que a Coragem só se conquista depois de experimentarmos a dor. É duro isto que digo. Talvez até desmotivante. Mas é a verdade. Dor. Sentida. Vivida. Plasmada em nós. Dor que senti tantas vezes. No meu percurso. Na minha vida. E às vezes. Tantas vezes. Tantas. Uma dor experimentada. Tantas vezes, repetidamente.

Só na multidão

A dor emocional é uma das nossas maiores aprendizagens. Senti-la. Deixá-la avassalar-nos, se assim tiver de ser. E tantas vezes, comigo, teve de ser. E tantas vezes me isolei pensando que assim sentia menos. E tantas vezes parti anónima. Entre a multidão da grande cidade. Querendo confundir-me. Desesperadamente. Querendo que a minha dor, misturada com a dor de outros rostos, não fosse mais que apenas isso. Uma dor qualquer. De uma mulher qualquer. Como tantas outras. Uma dor anónima. De uma mulher anónima. Uma dor, por isso, desvalorizável.

Percebo hoje que a nossa maior restrição ao prazer e à alegria é termos medo de sentir dor. Sentir dor em nós. No nosso Self. Na nossa mente. No nosso Coração. No nosso estômago. No nosso sono. Na nossa Alma.

Sei hoje, que só perdendo o medo de sentir, posso sentir. Sentir que, qualquer que seja a questão, qualquer que seja o resultado, estarei cá. Preparada.

Mesmo que chore. Mesmo que angustiada. Mesmo que com medo. Mergulho nisso tudo. Consciente que só dessa forma estarei cá amanhã. Novamente. Para tudo o que a Vida me reserve. Para abraçar essa "insustentável leveza do ser", que nos caracteriza. E que tanto tentamos anular.

Teresa Marta

Sou Feliz?

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A ditadura da Felicidade
Sempre que, no início de uma acção de desenvolvimento pessoal, pergunto: “em que posso ajudá-lo?”, obtenho muitas vezes uma resposta paradoxal: «Não me sinto feliz, mas não sei muito bem porquê» ou «Acho que tenho tudo, mas não sou feliz».

De facto, não há fórmulas para a Felicidade. Não há truques que se ensinem para a alcançar. Ser feliz é um objectivo natural. A única questão preocupante é que a nossa busca incessante da Felicidade é quase ditatorial: condiciona as nossas decisões, o modo como nos relacionamos com os outros, as amizades que escolhemos e até os empregos que desejamos. Trata-se de uma busca que condiciona até a forma como nos sentimos obrigados a dizer “Estou bem”! “Está tudo bem!”, quando a resposta que nos apetecia dar era: “Não estou nada bem, sinto-me perdida e não sei o que fazer”.

Perspectivas da Psicoterapia Existencial
Rollo May (1958), fundador da Escola Psicoterapêutica Existencial Norte Americana, defende que andamos tão preocupados em ser felizes que estamos a esquecer-nos de ser alegres. Estamos sempre à procura do melhor emprego, da melhor casa, do melhor carro, da melhor companhia, dos melhores amigos, da melhor condição social… de tal forma, que nos tornamos escravos da nossa procura infindável. Escravos de nós mesmos e do que nos impõem (ou do que deixamos que nos imponham). Somos programados para ganhar dinheiro, para fazer amizades rentáveis, para ser excelentes trabalhadores, excelentes estudantes, excelentes amantes.

Neste ciclo, somos também ensinados a ter medo. Medo de perder, medo de não conseguir, medo de sermos considerados inúteis, medíocres, falidos, feios… E ninguém nos programa para sermos mais pessoas, para sentirmos o prazer das pequenas coisas, para abrandarmos e olharmos para os que estão à nossa volta, para termos compaixão, para ouvir atentamente quem precisa da nossa atenção, para dedicarmos tempo aos que estão fragilizados, para darmos primazia aos sentimentos, para as pequenas conquistas do dia-a-dia.

Ajudar-se a si própria
Se por alguma vez já se sentiu perdida na sua busca da Felicidade permita-se alguns luxos, um dos quais o de abrandar e reflectir naquilo que realmente procura. Talvez esteja a procurar algo que já tem, que já existe em si mas que não vê, tal é a correria em que transformou os seus dias.

Permita-se deixar sair as suas emoções. Sejam elas quais forem. Raiva? Deixe sair a raiva. Sufoco? Deixe sair o sufoco. Mesmo que isso signifique chorar. Chorar não é um sinal de fraqueza, pelo contrário, é um reflexo da sua força interior a fazer algo que necessita para a sua sobrevivência em determinado momento.

É tristeza que sente? Permita-se sentir a tristeza. Se ela está a surgir é porque precisa de olhar de forma diferente para a sua vida, é porque precisa de fazer mudanças, caminhar por vias diferentes. Custa? É verdade. Mas aceitar os momentos menos bons e aprender com eles é algo que devemos fazer no sentido da nossa felicidade.

É preciso estar consciente que as emoções negativas fazem surgir os nossos medos mais profundos e por isso evitamo-las a todo o custo. No entanto, sempre que permitimos que se expressem ultrapassamos barreiras e derrubamos obstáculos. E isso tornamo-nos mais fortes e resistentes.

Finalmente, não menos importante, permita-se sentir os momentos de alegria. A felicidade constrói-se dia-a-dia, sem pressa, de forma simples, tranquila, através de momentos simples, que por vezes nem valorizamos.

Não deixe que a sua busca da felicidade a deixe infeliz.
Acredite em si! Faça algo por si! Nada é permanente.