Teresa sem medo: Ansiedade
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Blue Monday

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Nunca acreditei nas Blue Mondays! Ponto!
Há teorias para tudo e teorias para nada.
Eleger, através de uma fórmula matemática, um dia que se supõe ser o mais triste do ano, é, no mínimo, juntar todo o Rossio dentro de uma Chávena no Café Nicola! Não cabe!
As emoções são o que são. E no dia que as emoções e os sentimentos sejam matematicizáveis, despeço-me do Coaching e da Psicoloterapia!

Sabemos, claro, que esta fase do ano é mais dada a estados depressivos e ansiosos. São vários os motivos: o frio, as poucas horas de sol, a humidade dos nevoeiros e o aumento da pressão atmosférica, são algumas das razões climáticas para o estado energético mais frágil que atravessamos.
E sabemos também, que os comportamentos mais leves que tivemos no final do ano e no início do outro, nos levam a maiores desafios, com a entrada "a doer", num longo Janeiro de 31 dias, sem feriados e com umas quantas contas extra para pagar. Tudo isto é verdade. Mas tudo isto não pode ser somado num conjunto de números e cálculos que signifiquem tristeza e depressão num dia em concreto!

Se as segunda são tristes, alegres, esperançosas, desmotivantes ou angustiantes, depende, mais uma vez, de nós! Sempre de nós! Por tudo o que fizemos antes. Por tudo o que deixámos de fazer. Por tudo o que nos fizeram e por tudo o que deixámos que nos fizessem!

Vamos lá a acreditar na nossa infinita capacidade de mudança!
Amanhã é terça! E o resto são dias para continuar a concretizar aquilo que desejamos.

Sem culpa. Nem desculpa!
Teresa Marta

Emoções Negativas e Infertilidade

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A comunidade científica ainda não chegou a conclusões sobre a causalidade directa entre emoções negativas e infertilidade. Ou seja, será que emoções como o medo, a culpa, a insatisfação, a irritabilidade, a frustração, a vergonha, a raiva e a tristeza, influenciam o sucesso da mulher ao tentar engravidar?


De facto, embora ainda não tenhamos a possibilidade de confirmar a causalidade directa entre emoções negativas e infertilidade, sabemos, por outro lado, que estas emoções prejudicam o nosso bem-estar emocional, a nossa auto-estima, aquilo que acreditamos sobre nós mesmas, aquilo que julgamos conseguir, o que achamos que merecemos, a nossa capacidade de resistência, a nossa imunidade e, até, a nossa saúde.


Todas as emoções são naturais no ser humano. Todas elas têm uma função. No entanto, quando as emoções negativas persistem e se tornam um standard, passam a ser tóxicas! Intoxicam o nosso cérebro e enchem o nosso organismo de pressão, angústia, stress, ansiedade e até depressão! Sabemos também que as emoções tóxicas, sentidas em permanência, geram sentimentos negativos. Por essa razão, a Psicologia assume que as emoções negativas acabam por nos fazer adoecer! António Damásio, Neurocientista, fala inclusive numa “fisiologia das emoções”, isto é, as emoções passam a sentimentos (“sentir no corpo”) a ponto de, experimentadas repetidamente, nos adoecerem.


Esta “biologia das emoções negativas”, sentidas no corpo, podem pois condicionar de forma negativa a fertilidade. São factores psicológicos, na maioria das vezes inconscientes, mas muito limitadores. Estes factores podem explicar, por exemplo, inúmeras situações de casais que sofrem de infertilidade, sem razão física aparente ou declarada. Está tudo bem com a biologia, no entanto, a gravidez não acontece.


Ou seja, na base da infertilidade podem não estar factores biológicos ou orgânicos, mas factores emocionais que o nosso organismo somatiza. A ciência alerta-nos, por exemplo, para factores como o stress e a ansiedade, apontando-lhes a causa da disfunção das funções cerebrais do hipotálamo, o que acaba por alterar a ovulação. Neste mesmo sentido, sabe-se também que o stress altera as funções imunológicas das nossas células reflectindo-se na função reprodutiva da mulher.

Como tal, se está a tentar engravidar sem sucesso, antes de aceitar um diagnóstico de infertilidade ou achar que algo de errado se passa consigo, foque-se nas suas emoções, nos seus sentimentos e nos alertas que o seu corpo lhe está a dar.

A cura consciente das emoções é uma base muito, muito, importante no seu caminho para conseguir engravidar. Quando uma mulher aprende a modular o seu stress com eficácia, a sua fertilidade pode alterar-se! Para melhor.

Não deixe que as emoções negativas a derrotem, na vida que tanto deseja criar!


Teresa Marta

Amor e celulite

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Desde que se conhece como mulher, Maria sempre fez dieta. Não que fosse obesa! Ao contrário, Maria nem tinha peso a mais. Era uma mulher, nem gorda nem magra. Era uma mulher equilibrada. No entanto, Maria sentia-se sempre um pouco gordinha, com imensa celulite e com umas banhinhas aqui e ali. “Estancou” na medida 36. Quando sentia que a cintura, a anca ou a barriga cresciam, nem que fosse um centímetro, começava uma nova dieta. Por conta própria. Foi assim, desde sempre! Maria nem se recordava de uma vida sem limites alimentares.

Maria casou, teve dois filhos e começava a fazer dieta, logo após cada uma das gravidezes. Isso valeu-lhe um corpo invejável, mesmo depois dos 40! Um corpo invejável para os outros, claro. Para Maria faltava sempre algo. Ou, na perspectiva dela, havia sempre algo a mais. Vivia obcecada com a ideia comum, de que o corpo das mulheres muda depois dos 30. E o corpo dela não mudou. Depois, estava convicta que, chegando os 40 iria acontecer, em definitivo, esse fenómeno da multiplicação das células adiposas.


Logo após os 40 anos, Pedro, que sempre elogiara o corpo de Maria, passou a ter mais responsabilidades na empresa e aceitou sociedade na S.A. Pedro desmultiplicou-se em horas passadas a trabalhar. Maria desmultiplicou-se em chocolates. Com eles vieram uns quilos a mais. Não muitos. Talvez uns seis. Pouca coisa, para uma mulher elegante de 1,70m! Mas eram seis quilos e o tamanho 36 tornou-se uma impossibilidade. Como impossível se tinha tornado o humor de Maria. Maria devorava chocolates. Primeiro por prazer, depois por dor. E, como se o doce fosse a mais, Maria compensava-se de seguida com pistácios e amendoins fritos salgados.


Pedro começou a ter pouca paciência para o mau humor de Maria. Com o humor alterado, Maria deixou de se despir à frente de Pedro alegando que estava gorda demais para que ele a visse. Passaram a fazer amor cada vez menos vezes, depois passaram a fazê-lo apenas às escuras e a seguir nem o faziam mais, porque Maria não lhe apetecia. E, sim, porque Pedro passou a chegar a casa cada vez mais tarde. Esperando que este tarde fosse suficiente para Maria já estar a dormir.

Ninguém entendia Maria. Nem a própria Maria. Chegou a um ponto em que simplesmente Pedro disse a Maria que não aguentava mais. E Maria concluiu que era porque estava gorda e que Pedro não a entendia, nem a amava.

Demorou algum tempo para que Maria ultrapassasse este difícil processo de desfasamento relativo à sua auto-imagem. Passou a viver de relacionamentos rápidos, daqueles em que as pessoas não se detêm para ver o outro, nem para o sentir. Daqueles em que isso também não importa nada. Nesta azáfama de procura, de uma procura vingativa para afastar a raiva que sentia de si própria, Maria conheceu Afonso. Afonso era um jovem executivo bem sucedido em busca de sexo sem compromisso, mas, sempre que possível com mulheres inteligentes. E resolvidas! Encontraram-se numa sessão de cinema de meia-noite. Maria para não ir para casa cedo. Afonso para aliviar mais um dia de trabalho até às tantas. 

No estacionamento subterrâneo quis o destino que os carros de ambos estivessem lado a lado. E dali, quis a vontade que saíssem juntos. No carro de Afonso.  

Nessa manhã de Verão, após a intensa noite de revolução que aquele amor tinha sido, Afonso contou a Maria que se tinha divorciado há dois meses. Não aguentara o facto da mulher se achar sempre “cheinha” e de nunca conseguir levá-la a jantar, sem que passasse o tempo a contar calorias. Afonso confessou, com algum despudor, que os homens amam mulheres reais. Mulheres assumidas, mulheres que aceitam a sua imagem. Mulheres que se cuidam, mas que não são escravas de dietas, de cirurgias, de ginásio. Afonso confessou o quanto amou a noite com Maria. Exactamente por Maria ser assim! Despreocupada. Genuína. Assumidamente mulher. Com as suas curvas generosas. Com locais únicos onde deitar a cabeça. Uma mulher, como ele gostaria que a sua tivesse sido.

Em suma: 
Instalou-se em nós uma insatisfação crónica que chega também aos nossos relacionamentos pessoais e amorosos, em particular. Uma insatisfação que sentimos por nós mesmos colocando à nossa vida, metas cada vez mais ambiciosas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles que amamos, muitas vezes culpando-os por não sermos felizes.
E, muitas vezes com isso, privamos a nossa própria felicidade.


Teresa Marta

Dicas para Ultrapassar a Angústia do Tempo

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Deixar o desejo de controlar tudo

Aprender a deixar as coisas acontecerem, deixando-lhes o tempo que necessitam para se transformarem numa realidade que seja efectivamente a que melhor nos serve, é fundamental para restaurar a nossa fé na dinâmica natural da vida. O nosso desejo de tudo controlar, para que nada falhe, para que tudo corra a nosso favor, quando levado a extremos, cria estados ansiosos intensos e faz com que sejamos inundados pela frustração, sempre que as coisas não correm exactamente como planeámos.

Aprender com os ciclos naturais

Aprender a ficar mais perto da natureza e dos seus sábios ciclos permite-nos reflectir e agir de forma adequada perante o que nos acontece. Recorda-nos que também nós funcionamos por ciclos de crescimento, com paragens, renovações, morte e mudança constantes. E que tudo isso não é nada mais que viver. De forma assumida.

Limitar o desejo de abreviar os processos da vida

Sempre que abreviamos os processos estamos a retirar sentido aos factos e aos acontecimentos deixando de entender porque estão a ocorrer na nossa vida. Estamos, por conta própria, a interromper o nosso percurso de crescimento. Não permitimos sequer que o novo se instale, se organize e se mostre.

Permitir-se sentir medo, sem drama

A angústia para que as coisas aconteçam com brevidade impossibilitar-nos também de sentir como é habitar dentro de nós mesmos, com os nossos medos e os nossos fantasmas. Também eles precisam de completar o seu ciclo de vida. Só no seu tempo, os processos dolorosos podem transformar-se e terminar.

Praticar a espera

O desejo de que as coisas corram depressa e de que os resultados surjam rapidamente, traz para a nossa vida muito stress e limita a nosso bem-estar. Ficamos na ansiedade de saber rapidamente o resultado do que plantámos e não nos permitimos afrouxar para dar oportunidade a que as sementes se materializem.

Deixar as nossas acções darem frutos

Como disse Johann Peter Hebel (1760), “nós somos plantas que, quer nos agrade quer não, apoiadas em raízes, têm de romper o solo para florescer e dar frutos”. Cabe a cada um de nós perguntar-se o que estamos a fazer para deixar as nossas raízes fazerem o seu caminho.