Teresa sem medo: renovação
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Aceitar o que sentimos

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O dia está chuvoso, pelo menos aqui em Palmela,
de onde vos escrevo neste momento.
Por alguma razão, a minha agenda está ainda com muitas tarefas por fazer. Tem sido pouco produtivo, este meu dia.
Muita reflexão. Pouca acção. Partilho este estado convosco porque dei por mim a exigir-me o mesmo nível de tarefas concretizadas, que sempre me exijo em cada dia. Eu e a lei da concretização! Temos de facto esta tendência! Fomos ensinados a estar permanentemente a fazer alguma coisa! Estar sem fazer nada é algo que não nos ensinaram. Pelo menos comigo, tal não aconteceu.

No entanto, é preciso conceder tempo ao tempo sem nada. Porque o tempo sem nada pode ser um tempo de construção. Um tempo para nos ouvirmos. Um tempo para falarmos connosco e percebermos porque continuamos a carregar às costas os padrões de luta e esforço. Às vezes, nestes momentos menos produtivos surgem-nos respostas que nem sempre conseguimos ver, tão atarefados que estamos.

Tive as minhas próprias crises, os meus momentos de desespero, de descrédito, de medo. Tive momentos muito duros, em que a minha janela não se abria. Momentos em que me fechava e tentava disfarçar a minha dor. Ainda sofro. Por vezes. Sim. E esta chuva miudinha trás à memória dias de chuva miudinha da minha infância onde as coisas não corriam lá muito bem. Mas hoje, posso fazer diferente. Hoje não estou obrigada a deixar-me inundar pela chuvinha e pelo escuro do horário de inverno.

A verdade é que se assim não fosse, eu seria tudo menos pessoa. Seria tudo menos humana. E de tudo isto a vida se faz. Sem medo de ser. Sem vergonha de nos assumirmos e de assumirmos o que sentimos. Aceitando que tudo é importante para o caminho que estamos a fazer. Com tudo o que isso possa significar!

Teresa Marta

Insónias tóxicas

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Ter insónias, em fases de maior stress, ansiedade, medo, mudança pessoal ou profissional, preocupações de saúde ou familiares, é normal nos indivíduos saudáveis. Faz parte daquilo que designamos como gestão equilibrada entre sono e vigília.

No entanto, quando o nosso sistema biológico nos obriga a insónias constantes, entramos num processo de desregulação entre sono e vigília, que pode levar-nos ao desespero. Nas situações mais graves, as insónias levam-nos mesmo a ter medo de ir para a cama com receio de não conseguir adormecer ou de acordarmos a meio da noite e já não conseguirmos “pegar no sono”. Estas são as Insónias Tóxicas.

Causas existenciais das insónias tóxicas
Existem inúmeras causas, directamente relacionadas com o nosso estilo de vida, que provocam insónias e noites mal dormidas. Sobre essas temos já muita literatura. Aqui, no Teresasem medo, a nossa preocupação é existencial. Ou seja, centramos a nossa atenção no ser-no-mundo, naquilo que sentimos, o que vemos em nós, como nos relacionamos connosco mesmos, o que vemos no outro e como entendemos e reagimos à vida.

Nesta perspectiva, as insónias resultam de aspectos menos visíveis, de situações que nós não queremos ver, sentir ou contactar. São exactamente as preocupações que tentamos ignorar que acabam por se reflectir. Sempre que o nosso cérebro recusa dormir é porque estamos a resistir a fazer algo que sabemos que devemos fazer ou dizer, mas que, por alguma razão, não fazemos nem dizemos. Isto é, impedimos o fluxo natural das coisas, do processo da vida.

Soluções para as insónias tóxicas
A melhor solução é não continuar a adiar o que nos faz mal. Não continuar a viver uma vida que não desejamos com pessoas, situações, coisas e angústias que já não nos pertencem. Geralmente, arranjamos desculpas fora de nós para justificar o facto de não agirmos nem falarmos nos momentos certos. Com isso, continuamos a adiar a resolução dos nossos problemas mas também a agudizar a nossa angústia e a nossa ansiedade. Deixe de adiar o contacto com as suas dores emocionais. Por vezes aceitar que as coisas estão a correr mal e que nos sentimos em baixo é o ponto de partida para a sua resolução.   

Se tem insónias recorrentes, escolha fazer o que lhe faz falta. O que a deixa feliz! Ouça-se e vá  em frente! Não há problema que não tenha uma solução. É por isso que é um problema, não um lema! Continuar como está, por certo, não irá alterar nada! 

Teresa Marta

A Teresa responde:
Como seguir em frente depois do Divórcio?

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Desde o dia 18 de Julho, estivemos a recolher as suas dúvidas existenciais, os seus bloqueios e frustrações, na página de Facebook do Teresa Sem Medo.

De todas as questões submetidas em comentário aos posts, a Teresa Marta - Mestre em Relação de Ajuda / Psicoterapia Existencial e Coach para a Coragem - escolheu cinco para responder durante o mês de Agosto.

As respostas estão agora todas aqui, em vídeo:

Como afastar os medos que nos consomem?



Como lidar com uma separação e seguir em frente?



Porque é que nos sentimos incompletos?



Como seguir em frente depois da morte dos que amamos?



Como desbloquear o medo que nos impede de agir?


Saiba mais sobre esta acção no post original, aqui: https://bitly.com/aTeresaResponde

Dicas para Ultrapassar a Angústia do Tempo

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Deixar o desejo de controlar tudo

Aprender a deixar as coisas acontecerem, deixando-lhes o tempo que necessitam para se transformarem numa realidade que seja efectivamente a que melhor nos serve, é fundamental para restaurar a nossa fé na dinâmica natural da vida. O nosso desejo de tudo controlar, para que nada falhe, para que tudo corra a nosso favor, quando levado a extremos, cria estados ansiosos intensos e faz com que sejamos inundados pela frustração, sempre que as coisas não correm exactamente como planeámos.

Aprender com os ciclos naturais

Aprender a ficar mais perto da natureza e dos seus sábios ciclos permite-nos reflectir e agir de forma adequada perante o que nos acontece. Recorda-nos que também nós funcionamos por ciclos de crescimento, com paragens, renovações, morte e mudança constantes. E que tudo isso não é nada mais que viver. De forma assumida.

Limitar o desejo de abreviar os processos da vida

Sempre que abreviamos os processos estamos a retirar sentido aos factos e aos acontecimentos deixando de entender porque estão a ocorrer na nossa vida. Estamos, por conta própria, a interromper o nosso percurso de crescimento. Não permitimos sequer que o novo se instale, se organize e se mostre.

Permitir-se sentir medo, sem drama

A angústia para que as coisas aconteçam com brevidade impossibilitar-nos também de sentir como é habitar dentro de nós mesmos, com os nossos medos e os nossos fantasmas. Também eles precisam de completar o seu ciclo de vida. Só no seu tempo, os processos dolorosos podem transformar-se e terminar.

Praticar a espera

O desejo de que as coisas corram depressa e de que os resultados surjam rapidamente, traz para a nossa vida muito stress e limita a nosso bem-estar. Ficamos na ansiedade de saber rapidamente o resultado do que plantámos e não nos permitimos afrouxar para dar oportunidade a que as sementes se materializem.

Deixar as nossas acções darem frutos

Como disse Johann Peter Hebel (1760), “nós somos plantas que, quer nos agrade quer não, apoiadas em raízes, têm de romper o solo para florescer e dar frutos”. Cabe a cada um de nós perguntar-se o que estamos a fazer para deixar as nossas raízes fazerem o seu caminho.