Teresa sem medo

Frases que nos impedem de ser feliz...

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“Nada me corre bem!”, “Eu já sabia que não ia conseguir. Comigo é sempre assim!”, “É muito difícil arranjar emprego nesta época de crise!”, “Não está fácil!”. Se costuma usar este tipo de frasesquando fala de si ou da sua vida, saiba que está a limitar a sua felicidade! O nosso diálogo negativo irá tornar-se naquilo que acabará por nos acontecer.


Alterar a forma como verbalizamos as nossas emoções, o que sentimos e o que nos acontece é uma competência emocional e um dos recursos mais úteis para reformular crenças e padrões negativos.

As frases negativas, repetidas constantemente, transformam-se em emoções tóxicas que nos provocam sentimentos como o desamor, a raiva, a culpa, o medo, a angústia e a solidão. Ao ponto de nos tornarmos ansiosas. Preocupadas. Compulsivas. Ao ponto, mesmo, de adoecermos! Emocional e fisicamente.

Reformular aquilo que dizemos substituindo expressões e palavras negativas por palavras nas quais exista esperança, optimismo, confiança e fé processo da vida, permite-nos olhar para o que nos acontece de forma positiva. Mesmo quando sentimos caos, insegurança, medo, frustração e incerteza, tudo pode mudar se transformarmos a forma como verbalizamos o que nos acontece. Isto significa que encontraremos soluções onde outros vêem problemas e descobriremos caminhos mais simples para situações complexas.

Viktor Frankl, Psiquiatra, fundador da logoterapia, sobreviveu aos campos de concentração nazis ao usar as palavras para ajudar outros prisioneiros a encontrarem um sentido para a vida, onde 100% via o fim da sua existência!O modo como descrevemos a nossa vida altera de facto a forma como nos sentimos e aquilo que sentimos muda a forma como reagimos às situações. Ou seja, o que dizemos torna-se verdade para nós. Passa a ser a nossa realidade. A Programação Neurolinguística (PNL) baseia-se no mesmo princípio: somos mais felizes, mais realizados, mais esperançosos e mais saudáveis, quando usamos palavras de incentivo e expressões de optimismo!


É pois muito importante que consiga mudar aquilo que diz, a forma como o diz e até o que pensa!
Alterar o que diz envolve mudar, não apenas aquilo que diz aos outros, mas também o que diz a si mesma! O seu diálogo interior! Esta mudança é essencial para fortalecer a sua capacidade para reagir de forma positiva às adversidades.


Será que conseguimos mudar o nosso diálogo e tornarmo-nos mais positivas? Sim! Cabe-nos a nós a decisão de optar, em cada momento, pela escolha das palavras certas. E as palavras certas são aquelas que nos elevam a auto-estima, que melhoram a nossa auto-imagem e que nos impulsionam a agir!

8 IDEIAS PARA REPROGRAMAR O SEU DIÁLOGO NEGATIVO: 

  1.  A nossa vida é aquilo que dizemos que é! Se passamos o tempo a dizer que somos infelizes, por certo, mesmo que a felicidade esteja ao nosso lado, não a conseguiremos ver! 

  2. Aquilo que dizemos torna-se verdade para nós pois é nisso que acreditamos! 

  3. O facto de acreditarmos em algo negativo sobre nós mesmas ou sobre a nossa vida, não significa que tal seja verdadeiro! 

  4.  Se alguma coisa não está a funcionar bem na sua vida, verbalize-a de outra maneira. Não diga que acordou sem vontade alguma de ir trabalhar. Diga: “Vou aproveitar este dia, o melhor que conseguir! Eu mereço que tudo me corra bem!” 

  5. Enquanto acreditarmos que algo não está bem… esse algo dificilmente irá melhorar. 

  6. Os nossos pensamentos são afirmações não verbalizadas. Para ter um diálogo positivo deve começar por mudar os seus pensamentos para melhor! 

  7. Mudar aquilo que dizemos significa escolher, de forma consciente, palavras que nos ajudam a mudar os nossos padrões negativos e, com isso, a forma como nos sentimos. Mudar a forma como nos sentimos é a base de qualquer mudança que desejemos na nossa vida. 

  8.  Use o negativo ao contrário. Isto é, ao invés de focar o seu cérebro no que não funciona foque-se no que funciona! Por exemplo, ao invés de focar o seu pensamento na doença dirija-o para a saúde.







5 EXEMPLOS PARA MUDAR O SEU DISCURSO:

  1. “NADA FUNCIONA NA MINHA VIDA!” 
  2. “Algumas coisas na minha vida estão a funcionar bem! Tudo está a correr cada vez melhor. Eu assumo a responsabilidade! Eu posso mudar! Eu posso fazer algo diferente para mudar esta situação!". 

  3. “A MINHA DOENÇA TENDE A PIORAR!” 
  4. “Cuido de mim todos os dias para ser mais saudável. Evito pessoas e pensamentos tóxicos! Escolho ter pensamentos positivos! É possível recuperar a minha saúde! Não desisto!” 

  5. “NINGUÉM ME CONSEGUE FAZER FELIZ!”
  6. “Não há ninguém que me consiga fazer infeliz! Eu escolho quem me faz bem. Eu sou dona das minhas escolhas e opto de acordo com aquilo que me faz sentir bem!” 

  7. “É MUITO DIFÍCIL ARRANJAR EMPREGO!”
  8. “O emprego ideal para mim surge facilmente. Trabalho diariamente nesse sentido! Sou competente e o mercado precisa dos meus talentos! Esta situação não me vai levar a melhor!”

  9. “NÃO QUERO SENTIR ESTA CULPA!”
  10. “Fiz o que achava correcto com os conhecimentos e as condições que tinha na altura. Trato de mim com carinho e isso melhora a minha relação com os outros. Sinto-me cada vez melhor com as minhas atitudes!”.


Teresa Marta

A Teresa Responde:
Viver com Amor é viver sem Medo?

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Só quem já se mudou pode ambicionar contribuir para o processo de mudança do outro. Quem me conhece sabe que já passei por vários processos de mudança. Processos, por vezes, bem difíceis.

Não tive uma vida fácil, nem familiar, nem financeira, nem mesmo, a dada altura, em termos de saúde. Talvez por isso seja, para mim, mais simples entender aquilo que são as dores emocionais dos outros. E talvez por isso, seja simples para mim devolver esperança para quem já a perdeu.

Não sou melhor que ninguém, sou apenas uma pessoa em caminho, com tudo o que isso significa. Por isso, continuo aqui a ouvir-vos, no Teresa Sem Medo. E por isso, decidi prolongar a ação A Teresa Responde. Para poder também contribuir para o vosso processo de mudança.


Abaixo pode encontrar os novos vídeos de resposta às questões que me foram colocando na página:

Viver sem Medo é viver com Amor?



Qual a estratégia para me libertar das coisas que fazem mal, mas nas quais persisto?



Como desbloquear a minha vida profissional para me sentir realizada?



Sou depressiva-compulsiva. Como me posso livrar deste tormento?



Desde o dia 18 de Julho de 2014, estivemos a recolher as suas dúvidas existenciais, os seus bloqueios e frustrações, na página de Facebook do Teresa Sem Medo. De todas as questões submetidas em comentário aos posts, a Teresa Marta escolheu cinco para responder durante o mês de Agosto. Depois do sucesso da primeira fase, este artigo pretende publicar os vídeos do prolongamento da acção, até ao dia 30 de Setembro.

 As primeiras respostas estão todas aqui, em vídeo.

A vida que desejamos!

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“Como está a minha vida?”, “E no próximo ano como estarei?”, “Estarei feliz?”. Estas são perguntas difíceis de responder. Porque são Existenciais: respeitam ao próprio Ser. Ao Eu. Ou seja, à forma como nos vemos hoje e como nos projectamos no futuro.


Quando não conseguimos projectar aquilo que desejamos ser, limitamos a linha temporal da nossa existência. E quando não temos planos para a vida, a vida deixa de ter planos para nós. A nossa motivação baixa e a nossa frustração aumenta. Deixamos de atribuir significado à vida. Pior: por vezes passamos a atribuir à vida um significado negativo. E. Minkowski (1968) chamou a este fenómeno “Doença do Tempo”. É como se nós bloqueássemos o nosso próprio caminho, o nosso próprio devir.


Isto não significa que vivamos os nossos dias preocupados com o futuro. Nem significa deixar de viver o presente, pois é nele que a vida acontece.

Projectar a nossa vida significa criar continuidade. Imaginar aquilo que desejamos para nós. Criar a nossa estória. Ser capaz de usar tudo o que nos acontece, as coisas boas e as menos boas, como passos necessários no nosso caminho. Para isso temos de saber para onde queremos ir. E que vida desejamos ter.

Nós conseguimos mudar o significado que damos aos acontecimentos negativos. Para tal, temos de usá-los como passos para algo melhor. Para algo maior. E não como barreiras que se instalaram para sempre. Quando nascemos, no minuto zero, não víamos problemas em nada! Então, quem nos mudou? O que nos mudou? E nós deixámos? Será que neste momento ainda precisamos continuar a abdicar do nosso poder pessoal?

Temos a capacidade infinita de transformar a nossa vida, na vida que desejamos. 
E podemos começar já!

Teresa Marta


DICAS PARA TER A VIDA QUE DESEJA:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



8 Dicas para planear a Vida que Deseja

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Dicas-Planear-Vida-Deseja
1. IMAGINE-SE DAQUI A 3 ANOS
Imagine o que gostaria de estar a fazer daqui a três anos e como gostaria que a sua vida fosse. Imagine como deseja que sejam os seus dias a nível profissional, familiar, pessoal, financeiro, de lazer e de novos desafios. Onde gostaria de estar a viver? Com quem? A fazer o quê? De que pessoas gostaria de estar rodeada? Imagine a sua vida sem problemas. Como seria?


2. IDENTIFIQUE O QUE A ESTÁ A LIMITAR
Se não conseguir imaginar como gostaria que fosse a sua vida pergunte a si própria o que a está a limitar. Imaginar como será a sua vida é algo em que não pensa, nem lhe interessa? É algo que a frustra ou a deixa com medo? Tente perceber se está limitada pelas dificuldades do momento ou se aquilo que a limita é a sua própria dificuldade em ver a vida de forma positiva. Se está frustrada, ansiosa e triste devido à sua própria dificuldade para ver a vida a cores, possivelmente está a abusar de padrões derrotistas, como a queixa, a culpa e o medo.



3. ABANDONE PADRÕES DERROTISTAS DE QUEIXA E CULPA 
Se é uma pessoa que se queixa muito da vida que tem, será difícil conseguir projectar uma vida melhor. Está tão focada naquilo que é mau, que tudo lhe vai parecer insuficiente e precário. Entra num padrão derrotista e começa a achar que a culpa é de alguém ou de alguma coisa. Ou acha que a culpa é sua! Este ciclo vicioso retira-lhe toda a energia e pode levá-la a estados depressivos. Terá de ser radical consigo própria! Retire as queixas daquilo que pensa e daquilo que diz! Da mesma forma, evite estar com pessoas que se queixam “por tudo e por nada!”. Quanto à culpa, só se poderá culpar do que não fez. Todas as tentativas que fizer são para a sua felicidade! Algumas irão falhar. Mas muitas serão bem sucedidas! Se não tentar nunca saberá!


4. EXPLORE AS SUAS CAPACIDADES DE RESILIÊNCIA
Todos nós temos capacidades inatas inexploradas que nos permitem agarrar a vida de frente e ultrapassar o que nos acontece. Temos recursos pessoais que por vezes nem suspeitamos. Olhe para a sua vida e identifique os momentos em que teve de ser forte, em que foi corajosa e lutadora. Olhe para o que conseguiu! Para os obstáculos e os medos que ultrapassou. Se não se lembrar de nada peça a alguém que a conheça bem para lhe dizer em que situações acha que você foi corajosa! Vai surpreender-se!


5. APRENDA A VER O POSITIVO DO NEGATIVO
Há sempre algo de positivo que podemos retirar dos momentos de aflição. O sofrimento é transitório na temporalidade do Ser. Os acontecimentos negativos têm início e fim. A questão é que quando estamos a sofrer temos dificuldade em retirar daí aspectos positivos. Mas eles estão lá. Nos momentos em que está em baixo pergunte: “Preciso mesmo de me sentir assim?”, “Esta situação merece mesmo o meu desespero e a minha angústia?”, “Posso fazer já alguma coisa para sentir-me melhor?”, “Que parte do problema só depende de mim e posso tratar já?”. Este exercício fará parar o ciclo de pensamento negativo e foca-a nas possibilidades e não nas impossibilidades. Faz toda a diferença!  


6. ARRUME A SUA VIDA
Comece por arrumar as diferentes gavetas dos problemas que foi abrindo na sua vida e que neste momento são um enorme caixote com um turbilhão de situações desarrumadas. Abra cada uma das gavetas e vá eliminando o que já não lhe faz falta. Não tenha pena de deitar coisas fora. Se pensou que já não lhe fazem falta, livre-se delas! É porque já estão a mais!


7. PERMITA-SE OUVIR A SUA VOZ INTERIOR: "QUERO SER FELIZ"
Permita-se ouvir aquela voz que lhe diz em permanência: “Fecha de vez esse ciclo que só te faz mal!”; “Porque não o fazes?”; “O que te impede?”. Comece a pensar o que fazer para poder dizer: “Sou Feliz!”. “Sinto-me bem!”. A verdade é que isso pode mesmo acontecer consigo! Basta que comece a trabalhar! O primeiro passo é escutar o que o seu coração tem para dizer. Abandone por momentos o seu pensamento! Permita-se sentir! A sua sabedoria interior sabe para onde deve caminhar. Não tenha medo.


8. ACREDITE EM SI
A maioria dos fantasmas que vemos no nosso caminho são construções mentais do nosso Eu. Permita-se Ser e valorizar-se pelo que é! Por quem já é! Coloque de lado o que os outros esperam de si, como esperam que aja ou o que esperam que seja. Anule os pensamentos críticos que diz a si mesma. Deixe de pensar se está ou não à altura. Se vai conseguir dar conta ou não do recado. Você é a única pessoa que estará “lá” para prestar contas a si mesma! Liberte-se da prisão de colocar o seu valor nas mãos dos outros!

#BLOG DAY: Os blogs que me inspiram...

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Hoje, dia 31 de Agosto, é Dia do Blog: #BlogDay
Como tal propus-me a referenciar aqui alguns blogs que sigo para que vocês possam conhecer e seguir também, se os considerarem interessantes. Escolhi estes três:

O MEU LABORATÓRIO DE SONHOS



Sigo este Blog porque, de forma muito genuína, sensível e próxima, ajuda casais em questões relacionadas com a fertilidade. Por outro lado, tendo em conta que este é um tema sensível para quem deseja ter filhos biológicos e ainda não conseguiu, O Meu Laboratório de Sonhos apresenta também muita informação científica que ajuda a esclarecer dúvidas que se colocam a todos os que procuram informação credível sobre esta temática! Afinal, somos Todos Seres no Mundo, à procura de um sentido, à procura de respostas! 

Parabéns à Sofia Nunes pela sua extrema sensibilidade e profissionalismo! Bem-haja!



OFICINA DA PSICOLOGIA:



A importância deste blog, Oficina da Psicologia, é o facto de desmistificar a Psicologia e as terapias com elas relacionadas, como a Psicoterapia, a Psicologia Positiva, a Psicanálise e a Psicoterapia, numa linguagem comum, o que permite tornar estas temáticas acessíveis a todas as pessoas. 

Encontre este blog em: http://oficinadepsicologia.com

A MULHER É QUE MANDA:



A Mulher é que Manda é um blog divertido sobre as improbabilidades da vida das mulheres e de todos aqueles que connosco se relacionam (ou seja, todos!) :) um blog de temas do dia-a-dia, usados com um humor sábio e que nos fazem pensar, sem que disso muitas vezes estejamos a dar conta! 

Um beijinho à Mónica Santana Lopes, por este trabalho!

Encontre este blog em: http://amulherequemanda.sapo.pt


E porque hoje (31/08) é Dia do Blog, partilhe também os blogs que segue (incluindo aqui o Teresa Sem Medo) no seu blog pessoal, com a hashtag: #BlogDay. Boas leituras!

A Teresa responde:
Como seguir em frente depois do Divórcio?

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Desde o dia 18 de Julho, estivemos a recolher as suas dúvidas existenciais, os seus bloqueios e frustrações, na página de Facebook do Teresa Sem Medo.

De todas as questões submetidas em comentário aos posts, a Teresa Marta - Mestre em Relação de Ajuda / Psicoterapia Existencial e Coach para a Coragem - escolheu cinco para responder durante o mês de Agosto.

As respostas estão agora todas aqui, em vídeo:

Como afastar os medos que nos consomem?



Como lidar com uma separação e seguir em frente?



Porque é que nos sentimos incompletos?



Como seguir em frente depois da morte dos que amamos?



Como desbloquear o medo que nos impede de agir?


Saiba mais sobre esta acção no post original, aqui: https://bitly.com/aTeresaResponde

Do medo à coragem

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No dia 8 de Agosto começo a responder, em vídeo, às questões que me colocaram no Teresa sem medo. Sinto-me grata pela participação de todos, que, sem medo, partilharam comigo as suas angústias, frustrações e inseguranças, sentimentos comuns a todos nós. A todos os que caminham na vida, com tudo o que isso significa.


Pessoalmente, acredito na capacidade infinita do ser humano para ultrapassar as fases menos boas que a vida nos coloca. Por vezes, são fases muito difíceis. Fases, onde a dor emocional e o medo nos fazem desacreditar. Desacreditar que ainda é possível. Desacreditar que haverá por aí algo de bom. Algo de bom, ainda, à nossa espera. E por isso me mantenho aqui. E também por isso criei o Teresa sem medo.


A minha vida teve todos os sentimentos de que falo neste espaço: angústia, frustração, tristeza, abandono, doença física e emocional, perda de bens e de pessoas. Perda de pessoas fundamentais para a minha Alma, para a pessoa que sou. Desde cedo, a minha mãe. Mas, tudo isso não me arrancou a esperança. A esperança de que a minha vida pudesse ser diferente. Pudesse ser melhor. Tudo o que passei só me mostrou que sou capaz de continuar. E, a cada dia que passa, sou alguém alegre. Alguém que acredita mais em si e no que a vida nos reserva. Desde que à vida não viremos as costas.



Talvez por isso o riso genuíno nunca me tenha abandonado. Ele, e a vontade de ouvir o outro. De simplesmente estar. Ali. Serenamente à escuta. Porque tantas vezes soube o que é precisarmos apenas que alguém nos ouça. Apenas de um colo. Algo que não depende de dinheiro. Só dessa capacidade inata que se chama empatia. E tantas vezes, precisando, não tive. E outras tantas tive, mas duvidei. E por isso, tantas vezes me isolei.


Depois de 17 anos em cargos de direcção de empresas, voltei à Universidade para fazer mestrado em Relação de Ajuda - Psicoterapia Existencial. Era para mim a certeza de que queria e devia responder ao apelo que me dizia que o meu caminho era o de ajudar os outros. Ajudar os outros a ultrapassarem as suas dores emocionais e existenciais. E foi isso que fiz. E foi isso que me levou a criar uma metodologia de Coaching Terapêutico inexistente em Portugal, o Coaching para a Coragem®. O Coaching para a Coragem® tem por base um processo de sete passos, que levam a pessoa a caminhar do medo à coragem. Trata-se de um Coaching Terapêutico porque permite que a pessoa cure os seus medos. Ao curarmos os nossos medos curamos a nossa vida. Readquirimos a esperança e somos autores da nossa própria história. Aquilo que eu mesma fiz. Aquilo que acredito que todos conseguimos fazer.

Desenvolver a Resiliência

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Porque é que pessoas de poucos recursos económicos e educacionais, face a circunstâncias adversas, conseguem dar a volta por cima? Enquanto outras, por vezes com grandes capacidades financeiras e “intelectuais”, desistem ou caem facilmente perante os problemas?
Essa diferença chama-se Resiliência.

A Resiliência é algo que nenhum status nos pode dar, constituindo uma aptidão humana fundamental.

Vai-se andando! Mais ou menos! Não está fácil! 
Se estas são algumas das suas respostas típicas, está na altura de trabalhar a sua Resiliência. Isto é, de fortalecer a sua capacidade de enfrentar os acontecimentos menos bons reagindo de forma positiva às adversidades.

A Resiliência é uma competência emocional básica e um dos recursos mais úteis para reformular padrões negativos de comportamento, permitindo-nos olhar a vida e os seus acontecimentos de forma positiva. Mesmo quando sente caos, insegurança, medo, frustração, mudança e incerteza você consegue segurar-se se for resiliente.

Aumentar a Resiliência permite-lhe desenvolver o pensamento colateral (também designado por pensamento criativo), isto é, encontrar soluções onde outros vêem problemas, pensar de forma um pouco ao lado descobrindo caminhos simples para problemas complexos.

Será que conseguimos tornar-nos mais resilientes? SIM! Embora nos pareça o contrário, somos nós que nos fazemos: em cada decisão que tomamos, quando optamos ou sempre que, não optando, ficamos parados deixando que os outros optem por nós. Como disse Jean-Paul Sartre, não importa o que fizeram connosco, mas aquilo que conseguimos fazer com o que fizeram de nós.

Teresa Marta


DICAS PARA AUMENTAR A SUA RESILIÊNCIA:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:

A Resiliência é fundamental para enfrentar a fase em que vivemos!

Vamos a isso!

Dicas para aumentar a sua Resiliência

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ACREDITAR QUE É POSSÍVEL 
Acreditar que é possível dar a volta por cima é o primeiro pensamento que deve cultivar. Mesmo sentido que a situação concreta não depende de si, ou apenas de si, pode sempre fazer algo para mudar as circunstâncias. Se de todo não puder mudar nada talvez possa olhar para o problema de outra forma. Esta atitude mental pode marcar o início de uma solução.

NÃO ADIE DECISÕES 
Pode também aumentar a sua Resiliência não adiando decisões. Adiar é o primeiro passo para deixar os acontecimentos dominarem a sua vida e não ser você a dominar os acontecimentos. Com isso estagnamos. Perdemos a confiança em nós mesmos. Começamos a acreditar que não somos capazes. E vamos adiando tudo na nossa vida. Começando por aquilo com que sonhamos.

IDENTIFIQUE OS SEUS RECURSOS 
Faça uma lista dos seus recursos, isto é, de todos os pontos onde alguma vez se saiu bem, onde tenha conseguido superar obstáculos. Este será o seu guia sempre que necessitar de ir buscar forças. Passar no exame de condução, ter perdido o medo de nadar fora de pé, conseguir fazer aquele relatório que julgava impossível… Você já mostrou ser capaz imensas vezes!

VEJA O ERRO COMO ALGO POSITIVO 
Treine a sua capacidade de ver o erro como algo positivo. Assumir o erro como aprendizagem é excelente para verificarmos que é possível dar a volta por cima. Enfrente as suas limitações. Se nunca as enfrentar, nunca vai saber se teria sido capaz. E, lá à frente, irá pensar em tudo o que perdeu por ter ficado acomodado às suas limitações, ou pior, à ideia de que tinha limitações.

SUPERE METAS 
Finalmente é importante que estabeleça metas pessoais e que as tente superar (até quando vou fazer isto ou conseguir aquilo? Como o vou fazer?).

NÃO DESISTA À PRIMEIRA 
Seja perseverante. Vai sentir medo muitas vezes. Vontade de desistir. Resista à tentação de desistir. Ou de dizer que faz mais tarde. Por isso, ter um plano de acção pessoal é muito importante para que consiga crescer com os momentos negativos ao invés de se deixar inundar por eles. Confiando em si e nas suas capacidades inatas.

A Resiliência é fundamental para enfrentar a fase em que vivemos!

Vamos a isso!

Amor e celulite

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Desde que se conhece como mulher, Maria sempre fez dieta. Não que fosse obesa! Ao contrário, Maria nem tinha peso a mais. Era uma mulher, nem gorda nem magra. Era uma mulher equilibrada. No entanto, Maria sentia-se sempre um pouco gordinha, com imensa celulite e com umas banhinhas aqui e ali. “Estancou” na medida 36. Quando sentia que a cintura, a anca ou a barriga cresciam, nem que fosse um centímetro, começava uma nova dieta. Por conta própria. Foi assim, desde sempre! Maria nem se recordava de uma vida sem limites alimentares.

Maria casou, teve dois filhos e começava a fazer dieta, logo após cada uma das gravidezes. Isso valeu-lhe um corpo invejável, mesmo depois dos 40! Um corpo invejável para os outros, claro. Para Maria faltava sempre algo. Ou, na perspectiva dela, havia sempre algo a mais. Vivia obcecada com a ideia comum, de que o corpo das mulheres muda depois dos 30. E o corpo dela não mudou. Depois, estava convicta que, chegando os 40 iria acontecer, em definitivo, esse fenómeno da multiplicação das células adiposas.


Logo após os 40 anos, Pedro, que sempre elogiara o corpo de Maria, passou a ter mais responsabilidades na empresa e aceitou sociedade na S.A. Pedro desmultiplicou-se em horas passadas a trabalhar. Maria desmultiplicou-se em chocolates. Com eles vieram uns quilos a mais. Não muitos. Talvez uns seis. Pouca coisa, para uma mulher elegante de 1,70m! Mas eram seis quilos e o tamanho 36 tornou-se uma impossibilidade. Como impossível se tinha tornado o humor de Maria. Maria devorava chocolates. Primeiro por prazer, depois por dor. E, como se o doce fosse a mais, Maria compensava-se de seguida com pistácios e amendoins fritos salgados.


Pedro começou a ter pouca paciência para o mau humor de Maria. Com o humor alterado, Maria deixou de se despir à frente de Pedro alegando que estava gorda demais para que ele a visse. Passaram a fazer amor cada vez menos vezes, depois passaram a fazê-lo apenas às escuras e a seguir nem o faziam mais, porque Maria não lhe apetecia. E, sim, porque Pedro passou a chegar a casa cada vez mais tarde. Esperando que este tarde fosse suficiente para Maria já estar a dormir.

Ninguém entendia Maria. Nem a própria Maria. Chegou a um ponto em que simplesmente Pedro disse a Maria que não aguentava mais. E Maria concluiu que era porque estava gorda e que Pedro não a entendia, nem a amava.

Demorou algum tempo para que Maria ultrapassasse este difícil processo de desfasamento relativo à sua auto-imagem. Passou a viver de relacionamentos rápidos, daqueles em que as pessoas não se detêm para ver o outro, nem para o sentir. Daqueles em que isso também não importa nada. Nesta azáfama de procura, de uma procura vingativa para afastar a raiva que sentia de si própria, Maria conheceu Afonso. Afonso era um jovem executivo bem sucedido em busca de sexo sem compromisso, mas, sempre que possível com mulheres inteligentes. E resolvidas! Encontraram-se numa sessão de cinema de meia-noite. Maria para não ir para casa cedo. Afonso para aliviar mais um dia de trabalho até às tantas. 

No estacionamento subterrâneo quis o destino que os carros de ambos estivessem lado a lado. E dali, quis a vontade que saíssem juntos. No carro de Afonso.  

Nessa manhã de Verão, após a intensa noite de revolução que aquele amor tinha sido, Afonso contou a Maria que se tinha divorciado há dois meses. Não aguentara o facto da mulher se achar sempre “cheinha” e de nunca conseguir levá-la a jantar, sem que passasse o tempo a contar calorias. Afonso confessou, com algum despudor, que os homens amam mulheres reais. Mulheres assumidas, mulheres que aceitam a sua imagem. Mulheres que se cuidam, mas que não são escravas de dietas, de cirurgias, de ginásio. Afonso confessou o quanto amou a noite com Maria. Exactamente por Maria ser assim! Despreocupada. Genuína. Assumidamente mulher. Com as suas curvas generosas. Com locais únicos onde deitar a cabeça. Uma mulher, como ele gostaria que a sua tivesse sido.

Em suma: 
Instalou-se em nós uma insatisfação crónica que chega também aos nossos relacionamentos pessoais e amorosos, em particular. Uma insatisfação que sentimos por nós mesmos colocando à nossa vida, metas cada vez mais ambiciosas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles que amamos, muitas vezes culpando-os por não sermos felizes.
E, muitas vezes com isso, privamos a nossa própria felicidade.


Teresa Marta