Teresa sem medo

Amor e celulite

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Desde que se conhece como mulher, Maria sempre fez dieta. Não que fosse obesa! Ao contrário, Maria nem tinha peso a mais. Era uma mulher, nem gorda nem magra. Era uma mulher equilibrada. No entanto, Maria sentia-se sempre um pouco gordinha, com imensa celulite e com umas banhinhas aqui e ali. “Estancou” na medida 36. Quando sentia que a cintura, a anca ou a barriga cresciam, nem que fosse um centímetro, começava uma nova dieta. Por conta própria. Foi assim, desde sempre! Maria nem se recordava de uma vida sem limites alimentares.

Maria casou, teve dois filhos e começava a fazer dieta, logo após cada uma das gravidezes. Isso valeu-lhe um corpo invejável, mesmo depois dos 40! Um corpo invejável para os outros, claro. Para Maria faltava sempre algo. Ou, na perspectiva dela, havia sempre algo a mais. Vivia obcecada com a ideia comum, de que o corpo das mulheres muda depois dos 30. E o corpo dela não mudou. Depois, estava convicta que, chegando os 40 iria acontecer, em definitivo, esse fenómeno da multiplicação das células adiposas.


Logo após os 40 anos, Pedro, que sempre elogiara o corpo de Maria, passou a ter mais responsabilidades na empresa e aceitou sociedade na S.A. Pedro desmultiplicou-se em horas passadas a trabalhar. Maria desmultiplicou-se em chocolates. Com eles vieram uns quilos a mais. Não muitos. Talvez uns seis. Pouca coisa, para uma mulher elegante de 1,70m! Mas eram seis quilos e o tamanho 36 tornou-se uma impossibilidade. Como impossível se tinha tornado o humor de Maria. Maria devorava chocolates. Primeiro por prazer, depois por dor. E, como se o doce fosse a mais, Maria compensava-se de seguida com pistácios e amendoins fritos salgados.


Pedro começou a ter pouca paciência para o mau humor de Maria. Com o humor alterado, Maria deixou de se despir à frente de Pedro alegando que estava gorda demais para que ele a visse. Passaram a fazer amor cada vez menos vezes, depois passaram a fazê-lo apenas às escuras e a seguir nem o faziam mais, porque Maria não lhe apetecia. E, sim, porque Pedro passou a chegar a casa cada vez mais tarde. Esperando que este tarde fosse suficiente para Maria já estar a dormir.

Ninguém entendia Maria. Nem a própria Maria. Chegou a um ponto em que simplesmente Pedro disse a Maria que não aguentava mais. E Maria concluiu que era porque estava gorda e que Pedro não a entendia, nem a amava.

Demorou algum tempo para que Maria ultrapassasse este difícil processo de desfasamento relativo à sua auto-imagem. Passou a viver de relacionamentos rápidos, daqueles em que as pessoas não se detêm para ver o outro, nem para o sentir. Daqueles em que isso também não importa nada. Nesta azáfama de procura, de uma procura vingativa para afastar a raiva que sentia de si própria, Maria conheceu Afonso. Afonso era um jovem executivo bem sucedido em busca de sexo sem compromisso, mas, sempre que possível com mulheres inteligentes. E resolvidas! Encontraram-se numa sessão de cinema de meia-noite. Maria para não ir para casa cedo. Afonso para aliviar mais um dia de trabalho até às tantas. 

No estacionamento subterrâneo quis o destino que os carros de ambos estivessem lado a lado. E dali, quis a vontade que saíssem juntos. No carro de Afonso.  

Nessa manhã de Verão, após a intensa noite de revolução que aquele amor tinha sido, Afonso contou a Maria que se tinha divorciado há dois meses. Não aguentara o facto da mulher se achar sempre “cheinha” e de nunca conseguir levá-la a jantar, sem que passasse o tempo a contar calorias. Afonso confessou, com algum despudor, que os homens amam mulheres reais. Mulheres assumidas, mulheres que aceitam a sua imagem. Mulheres que se cuidam, mas que não são escravas de dietas, de cirurgias, de ginásio. Afonso confessou o quanto amou a noite com Maria. Exactamente por Maria ser assim! Despreocupada. Genuína. Assumidamente mulher. Com as suas curvas generosas. Com locais únicos onde deitar a cabeça. Uma mulher, como ele gostaria que a sua tivesse sido.

Em suma: 
Instalou-se em nós uma insatisfação crónica que chega também aos nossos relacionamentos pessoais e amorosos, em particular. Uma insatisfação que sentimos por nós mesmos colocando à nossa vida, metas cada vez mais ambiciosas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles que amamos, muitas vezes culpando-os por não sermos felizes.
E, muitas vezes com isso, privamos a nossa própria felicidade.


Teresa Marta

Libertar o que nos faz mal

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Tive a sorte de crescer no campo. E a essa sorte juntei a de ser filha única de um pai que gostaria de ter tido um filho. Bem cedo, o meu pai cativou-me para as coisas mais comuns que naquela altura os rapazes faziam. Os rapazes que cresciam no campo, claro. Como tal, logo me afastei das tarefas domésticas que, aliás, sempre achei enfadonhas.

Embora o meu pai não fosse agricultor, aprendi com ele os segredos de tarefas agrícolas. Entre elas, sempre fui apaixonada pela época de podar a vinha e as árvores de fruto. Ficava vidrada naquela destreza de cortar troncos pelo sítio certo. Pelo local ideal. No início fazia-me impressão ver a terra coberta de galhos sem vida. Imensos troncos deitados fora! Parecia que o meu pai mutilava as árvores. Mas, mais tarde, nasciam os rebentos novos, as primeiras folhas, as primeiras flores e os esperados frutos. E toda aquela tarefa de deitar fora troncos e galhos fazia sentido.

Se é muito pesado, deixe ir!


O que é que a poda tem a ver com bem-estar existencial? Com paz e felicidade? Acho que tem tudo! Quando podamos uma árvore estamos a eliminar matéria que já não faz falta à árvore. Que já não contribui para o seu crescimento harmonioso, que já não a faz dar os melhores frutos. Estamos a libertar a árvore do peso que não a permite prosperar.


Connosco passa-se exactamente o mesmo! De quando em vez, é necessário libertarmos o que já não serve o nosso propósito, o que nos impede de crescer, o que nos torna tristes e que nos rouba energia.  Isto, significa deixar ir coisas, pessoas e situações que sabemos já não servirem para nada a não ser para nos mostrar que sem elas seríamos mais felizes. Em termos existenciais, libertarmos estes “troncos velhos” da nossa vida significa respeitar a nossa Singularidade e tomar consciência das nossas prioridades e daquilo que realmente é importante para nos sentirmos equilibrados.

Teresa Marta


DICAS PARA LIBERTAR O QUE LHE FAZ MAL:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



7 Dicas para Libertar o que lhe Faz Mal

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1. IDENTIFIQUE O QUE O PERTURBA
Identifique quais os aspectos da sua vida relativamente aos quais sente que está a perder a sua alegria. Em aspectos está a deixar para trás os seus valores e as suas prioridades? Onde está a deixar esquecido o seu Eu?


2. NÃO INVENTE DESCULPAS PARA NÃO MUDAR
É natural que encontre imensas desculpas para ficar dependente daquilo que aprendeu como sendo correcto. Viver no conforto do conhecido é de facto mais agradável do que fazer rupturas para ir em busca de algo que, regra geral, não faz sentido para os outros. Mas o importante é que faça sentido para Si. Se uma situação, pessoa ou local lhe retiram a energia, está na altura de mudar!    


3. NÃO TENHA MEDO DA OPINIÃO DOS OUTROS
Neste processo de resgate da sua alegria vai sentir-se avaliado. Não desista! Pode estar a fazer algo incómodo mas não está a fazer nada de errado. Recorde que o Tempo é limitado. Por isso, devemos desenvolver acções com propósito: acções que estejam em sintonia com aquilo que é o sentido da nossa vida, mais do que viver no sentido da vida dos outros, sejam eles quem forem.


4. NÃO ADIE DECISÕES
Se é para cortar, corte! Se é para iniciar, inicie! Não prolongue as coisas para além do limite do desejável, nem as antecipe, ao ponto de comprometer o seu sucesso. Ouça-se! Saberá qual o melhor momento para agir. Mas tem de o fazer.


5. SEJA COERENTE
Seja coerente entre o que diz e o que faz. A falta de coerência entre discurso e acção leva-nos a comportamentos de culpa, de auto-punição e de falta de confiança nas nossas capacidades pessoais.


6. LIVRE-SE DO ACESSÓRIO
Livrar-se do acessório permite focalizar-se naquilo que é realmente importante para o objectivo traçado. Permite-lhe fazer as mudanças que realmente deseja na sua vida. Se sente que é acessório, porque o mantém? Porque se foca nisso? Porque deixa para trás o mais importante e avança com aquelas coisas simples e fáceis para si, que não geram mudanças significativas?


7. NÃO TENHA MEDO
Não tenha medo de ser incompreendido nem do julgamento dos outros. É impossível agradarmos a toda a gente. Quando ficamos presos àquilo que podem ou não pensar de nós, ficamos presos a uma vida que não nos preenche nem nos faz felizes. Anule pois aquelas situações em que sente que vai fazer algo para “parecer bem”. Centre-se em fazer aquilo que sente ser importante para aumentar a sua auto-estima e o seu amor-próprio. Liberte-se de viver em função de!

A Teresa Responde!

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Gostava de ver respondidas as questões que o perturbam?

Até dia 25 de Julho, vamos estar a recolher as suas dúvidas existenciais, os seus bloqueios e frustrações, na página de Facebook do Teresa Sem Medo. De todas as questões submetidas em comentário aos posts, a Teresa Marta  - Mestre em Relação de Ajuda / Psicoterapia Existencial e Coach para a Coragem - vai escolher cinco  para responder durante o mês de Agosto. As respostas serão publicadas em vídeo, aqui no blog.

Submeta a sua questão, até dia 25 de Julho, aqui: Página Oficial Teresa Sem Medo no Facebook.

Leia abaixo o regulamento desta acção:


REGULAMENTO "A Teresa Responde!"

1 – A acção
1.1.  “A Teresa Responde” é uma acção que pretende ouvir os seguidores do Teresa Sem Medo e dar-lhes um feedback mais personalizado, "cara a cara".
1.2.   A acção de recolha de questões decorre de 18 e 25 de Julho.
1.3. Serão consideradas válidas apenas as questões inseridas até às 23h59 de dia 25 de Julho.
1.4.  A acção será comunicada na Cronologia da Página Teresa Sem Medo, no Facebook.
1.5. A participação dos fãs deve ser feita em exclusivo nos posts específicos da acção.
1.6. Não serão consideradas perguntas feitas fora dos posts específicos com a imagem da acção.

2 - Quem pode e como pode participar?
2.1.  Para participar, os utilizadores deverão estar registados em www.facebook.com e gostar da página Teresa Sem Medo (https://www.facebook.com/TeresaSemMedo).
2.2.  Os utilizadores terão de comentar os posts específicos sobre a Acção, deixando a sua questão à Teresa Marta.
2.3.  Só será considerado válido um comentário por participante, pelo que, no caso de mais do que uma participação, apenas a primeira será considerada válida para a Acção.
2.4.  A participação na Acção pressupõe o conhecimento e a aceitação, sem reserva, das regras estabelecidas no presente Regulamento.

3 - Os vídeos Seleccionados
3.1.  Serão seleccionadas até um total de 20 questões durante o período de submissão (18 a 25 de Julho de 2014), que cumpram os requisitos acima descritos.
3.2.  Serão sujeitas a apreciação todas as questões submetidas durante a validade da Acção.
3.3.  O critério de selecção fica inteiramente a cargo da Teresa Marta.
3.4.  As respostas às questões serão publicadas em vídeo, neste link, durante o mês de Agosto, com início dia 8 do mesmo mês.
3.5.  A cada semana serão publicadas as respostas em formato vídeo, identificando o participante.

4 - Mais informações
4.1.  Esta Acção não é promovida, nem administrada, nem está associada, de forma alguma, à empresa Facebook. Ao participar, a informação dos participantes é cedida ao Teresa Sem Medo e não ao Facebook.
4.2.  O Teresa Sem Medo reserva-se o direito de, após verificar a existência de qualquer violação do presente Regulamento ou qualquer indício de má conduta, desconsiderar o participante em causa.
4.3.  O Teresa Sem Medo reserva-se o direito de alterar o presente Regulamento, sempre que tais alterações sejam justificadas ou não prejudiquem os participantes.
4.4.  Salvo autorização expressa pelo participante, os dados pessoais facultados serão exclusivamente utilizados para os fins da Acção, bem como, para comunicações posteriores ao fim da iniciativa, pelo Teresa Sem Medo.
4.5.  Questões adicionais relacionadas com a Acção "A Teresa Responde!" devem ser remetidas na forma de Mensagem Privada, na página do Teresa Sem Medo, no Facebook.

8 Dicas para Aumentar o Poder Pessoal

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Tenha fé em si

Confiemos que, independentemente das pedras no nosso caminho, vamos chegar ao sítio certo. Esse sentimento, também chamado de "fé em nós", potencia o nosso poder pessoal. Um poder que existe em nós, à espera de ser resgatado.

Aproveite todas as Oportunidades

A Natureza aproveita todas as oportunidades para se reinventar. Na maior das adversidades, sabe recriar-se. Surge, como se fosse do nada, nos locais onde menos se espera. Onde, à partida, existiria fim, secura e marasmo, a Natureza prospera. Estamos a perder esta ligação ancestral aos ciclos naturais. E, com isso, a sentir mais dificuldade em prosperar na adversidade.


Esperar para estar preparado?

A questão de esperar até estarmos preparados é pura má-fé para connosco mesmos. Nós nunca sabemos se estamos preparados sem avançarmos. A desculpa do esperar é apenas mais uma para não mergulharmos definitivamente naquilo que sabemos que necessitamos fazer. Se é para fazer, façamos!

O que os outros acham que devemos ser e fazer

O que é que os outros acham que devemos ser e fazer? E nós? O que achamos nós que devemos ser e fazer? E o que fazemos, de facto? O pólo onde investimos mais tempo condiciona a nossa autenticidade. E isso determina o nosso nível de bem-estar.

Não se conforme

Acabo de ouvir "Temos de nos contentar com o que temos, não é verdade?" Não! Sempre que dizemos isto estamos nós mesmos a fechar um conjunto imenso de novas oportunidades. Porque fechamos tudo o que de potencial existe para nós, esperando apenas que digamos: "Quero mais. Mereço mais!"

O seu maior Inimigo é Você mesmo

Somos os nossos maiores opositores. Criamos a peça, escolhemos os actores, montamos o cenário, e a seguir começamos a arranjar pontos em que podemos vir a falhar. Ok. Ok. Voltar atrás. Reescrever a peça, mudar cenário. Escolher actores. E de repente damos por nós e é final de Fevereiro. E tudo o que dissemos que iríamos fazer este ano continua na fase de redacção da peça.

Não tente controlar tudo

Temos uma imensa necessidade de controlo. Julgamos que controlando a vida ela nos devolve aquilo que desejamos. Mas a vida flui, independentemente dos diques. Quando queremos mesmo uma coisa, o importante não são tanto as variáveis que temos de controlar para a conseguir. Trata-se mais de pensar: "afinal, o que me pode impedir?"

Caminhe o seu Caminho

Estamos todos a fazer o nosso caminho. Neste caminho, não há melhor nem pior. Estamos a caminhar com as nossas forças e as nossas fraquezas, com os nossos medos e todo o nosso potencial. Estamos a fazer o melhor que sabemos, com os conhecimentos que temos. Um dos maiores entraves à nossa caminhada não são os obstáculos do próprio terreno. São aqueles que tantas vezes teimamos em lá colocar. Aqueles que, no fim, acabamos por constatar que foram lá colocados por nós próprios.

O Tempo Certo Não Existe

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Somos peritos em desperdiçar o tempo que temos. Adiamos decisões e acções esperando que venha o tempo certo. Ou que venha um acontecimento decisivo, que nos leve a agir. Ou esperamos até que estejam reunidas “as condições ideais”.

Casa Rio Frio

Esta ditadura do tempo, à qual nos submetemos por decisão própria, diminui a nossa auto-confiança e a nossa auto-estima. Ficamos menos confiantes, porque adiar significa trair a nossa vontade natural de agir. Não agimos na altura certa, quando no fundo sabemos que seria essa a atitude mais correcta. À medida que o tempo vai passando, a nossa auto-confiança vai ficando mais pobre. Deixar para mais tarde agudiza o problema inicial tornando-se cada vez mais difícil voltar atrás para repormos as coisas como achamos que elas devem ser.

Mas não agir, quando achamos que o devemos fazer, por considerarmos que não é ainda o momento, debilita também a nossa auto-estima. Porque começamos a achar que não somos coerentes connosco próprios. Achamos que estamos a trair a nossa vontade. E este diálogo interior é muito destrutivo.

Acabamos assim por prejudicar o nosso bem-estar. Vivemos angustiados, divididos entre o que achamos que devíamos fazer e aquilo que realmente implementamos. Anulamos a nossa autenticidade, aquilo que realmente somos. E aquilo que realmente precisamos para ser felizes.

O momento certo não existe. Há pessoas que esperam a vida toda pelo tempo certo. Apenas para ficarem. Quietas.

Teresa Marta

Objectivos e Emoções

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Degraus
Quando eu era gestora corria compulsivamente atrás de objectivos. Meta após meta, vivia cada dia como uma grande parede que haveria de escalar rumo ao sucesso, mesmo que isso significasse não ter vida própria. Trabalhava desenfreadamente para melhorar a minha performance e as metas que impunha a mim mesma. E, para o pior ou para o melhor, conseguia-o!

Emoções? Afectos?
Isso era algo menor que deixava à porta da empresa.
Não digo que fosse simples. Mas era fazível. Nessa altura, o meu pensamento recorrente era: “Eu aguento!, Isto até é fácil. Tenho sempre conseguido. Por isso, vou conseguir novamente. Mais esta vez. Só mais esta vez. No próximo ano tiro férias! Dois meses de férias!”

E aguentei, é certo, à custa da minha própria vida pessoal, sempre em segundo plano. À conta da minha saúde e, por vezes, sacrificando os meus afectos. Muitas vezes, até!
Hoje, sempre que ouço alguém dizer “Só mais esta vez. Vou ficar mais um bocadinho a trabalhar para o objectivo!”, penso naquela Teresa que, não sabendo parar, raramente sentia. E de repente dei por mim a questionar tudo à minha volta e tudo o que existia em mim. O tempo que não tinha. A vida onde estava e que já não queria! A vida que já não me dizia nada!

Aprendi à minha custa que as coisas mais importantes não estão no final do percurso, mas naquilo que encontramos enquanto o fazemos.

Permita-se admitir e sentir as suas emoções. Permita-se deixar ir alguns objectivos que só nos aprisionam num ciclo vicioso de vitórias. Um ciclo vicioso, onde o nosso crescimento pessoal é diminuto.


Teresa Marta

Reforce o seu Valor Pessoal

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Estamos tão preocupados em mostrar que somos capazes, em ser uma solução, em encontrar soluções, que nos esquecemos de Ser. De ser pessoas. De nos entendermos a nós próprios. De nos darmos tempo. De nos desculparmos quando não somos os melhores.

Esquecemo-nos de nos vermos com carinho e de mostrarmos gratidão por aquilo que conseguimos. Todos os dias. Por pouco que seja. Conseguimos alguma coisa. Alguma coisa que até pode ser imperceptível para os outros. Mas que nós sabemos que fizemos acontecer. Fomos nós.
O valor que nos atribuímos (auto-valor) condiciona a forma como vemos o mundo e como lhe reagimos, a forma como conseguimos reagir ao que nos acontece.

Quando a nossa noção de auto-valor é baixa, sentimo-nos inseguros, temos receio de arriscar, receio de expressar o que sentimos, de sermos ridicularizados e de sermos menosprezados. Se não nos reconhecemos valor, a nossa auto-estima diminui, bem como a nossa noção de merecimento. Viver sem nos reconhecermos valor condiciona pois o nosso comportamento em sociedade e em família.

Auto-valor

Talvez tenha crescido com a crença de que nada do que fazia estava certo. Esta situação pode ser muito limitadora e angustiante. Pode, por exemplo limitar a sua produtividade e o seu sucesso profissionais (medo de tomar decisões, de inovar, de não ser reconhecido). O não reconhecimento do nosso valor pode limitar também a qualidade dos nossos relacionamentos interpessoais: ou porque necessitamos em permanência que nos valorizem, que nos digam que fizemos bem; ou porque desconfiamos da nossa capacidade para fazermos os outros felizes. Evitamos agir espontaneamente, dizer o que sentimos com autenticidade, com receio de que o outro nos critique ou que inclusive nos abandone.

Vivemos tão condicionados pela insegurança, por podermos frustrar as expectativas dos outros, que por vezes não conseguimos ver o nosso próprio valor. Sentimos que não somos merecedores. Sejamos pois, um pouco mais conscientes do nosso Valor Pessoal, pois a imagem que temos de nós não é mais que a soma de todos os feedbacks que recebemos ao longo da vida, em relação ao modo como nos comportámos e sobre aquilo que sabíamos ou deixávamos de saber.

Teresa Marta
DICAS PARA REFORÇAR O SEU VALOR PESSOAL:

Valorize as suas vitórias
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural
Valorize as suas tentativas de melhoria
Identifique e reforce os seus pontos fortes
Não assuma o papel de vítima
Diga abertamente o que precisa

Dicas para Reforçar o seu Valor Pessoal

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Valorize as suas vitórias

As vitórias não são grandes nem pequenas. A primeira vez que deu um passo, foi apenas um passinho. Pequeno. Inseguro. Mas na sua vida pessoal foi uma grande vitória. Valorize os seus sucessos. Deixe de os considerar como algo necessário para merecer a aprovação dos outros. Os seus sucessos são, em primeiro lugar, seus. Fazem parte do seu valor pessoal.
Aceite o seu valor como um direito próprio e natural

Valorizar-se, sem precisar que os outros o façam por si, é essencial pois reflecte o modo como se trata a si mesma. Começamos a ganhar qualidade de vida quando aprendemos a reconhecer o nosso valor. Nesse sentido, o auto-valor é também uma forma de cuidamos de nós e de nos estimarmos. Não o veja como um acto de egoísmo. Quem não se reconhece valor também não consegue ver valor nos outros.
Valorize as suas tentativas de melhoria

Conseguirmos auto-elogiar-nos, sem receio de cairmos no ridículo ou de sermos humilhados é essencial para a nossa auto-estima, a nossa auto-valorização e o nosso crescimento pessoal. Não diga a si mesma o que correu mal. Pense naquilo que correu bem. Valorize as suas tentativas e o seu esforço para melhorar. Isso aumenta a sua auto-confiança e das próximas vezes que tentar vai sentir-se melhor consigo própria.
Identifique e reforce os seus pontos fortes

Faça uma lista dos seus pontos fortes e reforce-a com novos conhecimentos e competências. Faça-o proactivamente e ciclicamente ao longo da vida. Esta atitude faz com que se sinta sempre em sintonia com o que há de novo na sua profissão, na forma como gere os seus relacionamentos e no modo como lida com as suas próprias emoções e sentimentos. Aumenta o seu poder pessoal.
Não assuma o papel de vítima

Para reforçar o seu valor pessoal, elimine os papéis de vitimização, de tipo: “nunca me elogias!”, “faça o que fizer nada é perfeito para ti”, “ninguém me dá valor!”. Para além de nos colocar no papel de vítimas este tipo de atitude também nos retira a capacidade de liderarmos a nossa vida.
Diga abertamente o que precisa

Fale abertamente (e sem criticar o outro), sobre aquilo que sente quando acha que merece que lhe reconheçam valor e não o fazem. Sobretudo porque pode estar em presença de alguém que nunca aprendeu a valorizar os outros ou que acha que valorizar significa perder poder. Amuar, ficar calada ou “remoer” a mágoa, apenas servirá para retirar qualidade aos seus relacionamentos.

Dia dos Namorados: Estou sozinha! E então?

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Como Coach e Terapeuta, talvez devesse estar hoje a escrever um post em defesa do amor para toda a vida e dos relacionamentos duráveis. Mas, exactamente por sê-lo, não vou fazer nada disso.

Coração Palmela

Ao invés, falarei da insatisfação crónica que se instalou em nós e que chega também aos nossos relacionamentos pessoais e amorosos, em particular. Uma insatisfação que sentimos por nós mesmos colocando à nossa vida metas cada vez mais ambiciosas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles que amamos, muitas vezes culpando-os por não sermos felizes.


Esquecemo-nos, amiúde, que nós próprios somos parte do binómio «eu-outro». Como tal, as causas da insatisfação que sentimos em relação a «eles» devem ser procuradas, em primeiro lugar, em nós próprios. Trata-se do “mercado da personalidade”, como o definiu Erich Fromm (1900 – 1980). Em grande medida, sempre que deixamos de gostar de um produto ou de um serviço, na causa do nosso “des-gosto” estão, geralmente, não as características do produto ou do serviço em si mesmas, mas as nossas ideias, necessidades e desejos, que entretanto se alteraram.

Como temos sempre um objectivo a cumprir, transportamos esse modelo para os nossos relacionamentos pessoais. Assim sendo, casar, ter uma relação sólida, encontrar a alma gémea, apaixonar-se, são objectivos que consideramos essenciais para o nosso bem-estar. Esta necessidade é vital: desde o nascimento, a experiência da separação produz ansiedade, uma ansiedade geradora de fragilidade existencial. Em posse do «outro», o homem quebra o seu isolamento, a sua separação, e, com isso, o mundo exterior torna-se um lugar seguro para Si.

No entanto, esta não é a forma mais correcta de conseguirmos o nosso equilíbrio emocional no que respeita aos relacionamentos amorosos. Desde logo, porque consideramos, a priori, que o nosso equilíbrio provém do exterior, de alguém ou de algo externo a nós. Como tal, se o «outro» muda, se deixa de… ou se passa a…, perdemos o pé. Porque acreditamos que sozinhos somos uma impossibilidade.

Em termos existenciais, esta relação do «eu» com os «outros» mostra a nossa tendência natural para procurar no «outro» a supressão das nossas fragilidades. No entanto, como referiu Martin Heidegger (1889 – 1976), a resolução da maior parte dos problemas do Eu passa por conseguirmos reflectir internamente sobre “aquilo que respeita a cada um de nós, aqui e agora”.

Teresa Marta

DICAS PARA RELACIONAMENTOS MAIS FELIZES:
Não veja no outro a solução para os seus problemas
Tome consciência de que o outro não foi feito para si
Livre-se do desejo de mudar o outro
Liberte o medo de perder o outro
Respeite a individualidade do outro
Ame, começando por Si