Teresa sem medo: Felicidade
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Libertar o que nos faz mal

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Tive a sorte de crescer no campo. E a essa sorte juntei a de ser filha única de um pai que gostaria de ter tido um filho. Bem cedo, o meu pai cativou-me para as coisas mais comuns que naquela altura os rapazes faziam. Os rapazes que cresciam no campo, claro. Como tal, logo me afastei das tarefas domésticas que, aliás, sempre achei enfadonhas.

Embora o meu pai não fosse agricultor, aprendi com ele os segredos de tarefas agrícolas. Entre elas, sempre fui apaixonada pela época de podar a vinha e as árvores de fruto. Ficava vidrada naquela destreza de cortar troncos pelo sítio certo. Pelo local ideal. No início fazia-me impressão ver a terra coberta de galhos sem vida. Imensos troncos deitados fora! Parecia que o meu pai mutilava as árvores. Mas, mais tarde, nasciam os rebentos novos, as primeiras folhas, as primeiras flores e os esperados frutos. E toda aquela tarefa de deitar fora troncos e galhos fazia sentido.

Se é muito pesado, deixe ir!


O que é que a poda tem a ver com bem-estar existencial? Com paz e felicidade? Acho que tem tudo! Quando podamos uma árvore estamos a eliminar matéria que já não faz falta à árvore. Que já não contribui para o seu crescimento harmonioso, que já não a faz dar os melhores frutos. Estamos a libertar a árvore do peso que não a permite prosperar.


Connosco passa-se exactamente o mesmo! De quando em vez, é necessário libertarmos o que já não serve o nosso propósito, o que nos impede de crescer, o que nos torna tristes e que nos rouba energia.  Isto, significa deixar ir coisas, pessoas e situações que sabemos já não servirem para nada a não ser para nos mostrar que sem elas seríamos mais felizes. Em termos existenciais, libertarmos estes “troncos velhos” da nossa vida significa respeitar a nossa Singularidade e tomar consciência das nossas prioridades e daquilo que realmente é importante para nos sentirmos equilibrados.

Teresa Marta


DICAS PARA LIBERTAR O QUE LHE FAZ MAL:
Clique nos títulos abaixo para seguir o link e explorar as Dicas listadas:



A Teresa Responde!

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Gostava de ver respondidas as questões que o perturbam?

Até dia 25 de Julho, vamos estar a recolher as suas dúvidas existenciais, os seus bloqueios e frustrações, na página de Facebook do Teresa Sem Medo. De todas as questões submetidas em comentário aos posts, a Teresa Marta  - Mestre em Relação de Ajuda / Psicoterapia Existencial e Coach para a Coragem - vai escolher cinco  para responder durante o mês de Agosto. As respostas serão publicadas em vídeo, aqui no blog.

Submeta a sua questão, até dia 25 de Julho, aqui: Página Oficial Teresa Sem Medo no Facebook.

Leia abaixo o regulamento desta acção:


REGULAMENTO "A Teresa Responde!"

1 – A acção
1.1.  “A Teresa Responde” é uma acção que pretende ouvir os seguidores do Teresa Sem Medo e dar-lhes um feedback mais personalizado, "cara a cara".
1.2.   A acção de recolha de questões decorre de 18 e 25 de Julho.
1.3. Serão consideradas válidas apenas as questões inseridas até às 23h59 de dia 25 de Julho.
1.4.  A acção será comunicada na Cronologia da Página Teresa Sem Medo, no Facebook.
1.5. A participação dos fãs deve ser feita em exclusivo nos posts específicos da acção.
1.6. Não serão consideradas perguntas feitas fora dos posts específicos com a imagem da acção.

2 - Quem pode e como pode participar?
2.1.  Para participar, os utilizadores deverão estar registados em www.facebook.com e gostar da página Teresa Sem Medo (https://www.facebook.com/TeresaSemMedo).
2.2.  Os utilizadores terão de comentar os posts específicos sobre a Acção, deixando a sua questão à Teresa Marta.
2.3.  Só será considerado válido um comentário por participante, pelo que, no caso de mais do que uma participação, apenas a primeira será considerada válida para a Acção.
2.4.  A participação na Acção pressupõe o conhecimento e a aceitação, sem reserva, das regras estabelecidas no presente Regulamento.

3 - Os vídeos Seleccionados
3.1.  Serão seleccionadas até um total de 20 questões durante o período de submissão (18 a 25 de Julho de 2014), que cumpram os requisitos acima descritos.
3.2.  Serão sujeitas a apreciação todas as questões submetidas durante a validade da Acção.
3.3.  O critério de selecção fica inteiramente a cargo da Teresa Marta.
3.4.  As respostas às questões serão publicadas em vídeo, neste link, durante o mês de Agosto, com início dia 8 do mesmo mês.
3.5.  A cada semana serão publicadas as respostas em formato vídeo, identificando o participante.

4 - Mais informações
4.1.  Esta Acção não é promovida, nem administrada, nem está associada, de forma alguma, à empresa Facebook. Ao participar, a informação dos participantes é cedida ao Teresa Sem Medo e não ao Facebook.
4.2.  O Teresa Sem Medo reserva-se o direito de, após verificar a existência de qualquer violação do presente Regulamento ou qualquer indício de má conduta, desconsiderar o participante em causa.
4.3.  O Teresa Sem Medo reserva-se o direito de alterar o presente Regulamento, sempre que tais alterações sejam justificadas ou não prejudiquem os participantes.
4.4.  Salvo autorização expressa pelo participante, os dados pessoais facultados serão exclusivamente utilizados para os fins da Acção, bem como, para comunicações posteriores ao fim da iniciativa, pelo Teresa Sem Medo.
4.5.  Questões adicionais relacionadas com a Acção "A Teresa Responde!" devem ser remetidas na forma de Mensagem Privada, na página do Teresa Sem Medo, no Facebook.

8 Dicas para Aumentar o Poder Pessoal

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Tenha fé em si

Confiemos que, independentemente das pedras no nosso caminho, vamos chegar ao sítio certo. Esse sentimento, também chamado de "fé em nós", potencia o nosso poder pessoal. Um poder que existe em nós, à espera de ser resgatado.

Aproveite todas as Oportunidades

A Natureza aproveita todas as oportunidades para se reinventar. Na maior das adversidades, sabe recriar-se. Surge, como se fosse do nada, nos locais onde menos se espera. Onde, à partida, existiria fim, secura e marasmo, a Natureza prospera. Estamos a perder esta ligação ancestral aos ciclos naturais. E, com isso, a sentir mais dificuldade em prosperar na adversidade.


Esperar para estar preparado?

A questão de esperar até estarmos preparados é pura má-fé para connosco mesmos. Nós nunca sabemos se estamos preparados sem avançarmos. A desculpa do esperar é apenas mais uma para não mergulharmos definitivamente naquilo que sabemos que necessitamos fazer. Se é para fazer, façamos!

O que os outros acham que devemos ser e fazer

O que é que os outros acham que devemos ser e fazer? E nós? O que achamos nós que devemos ser e fazer? E o que fazemos, de facto? O pólo onde investimos mais tempo condiciona a nossa autenticidade. E isso determina o nosso nível de bem-estar.

Não se conforme

Acabo de ouvir "Temos de nos contentar com o que temos, não é verdade?" Não! Sempre que dizemos isto estamos nós mesmos a fechar um conjunto imenso de novas oportunidades. Porque fechamos tudo o que de potencial existe para nós, esperando apenas que digamos: "Quero mais. Mereço mais!"

O seu maior Inimigo é Você mesmo

Somos os nossos maiores opositores. Criamos a peça, escolhemos os actores, montamos o cenário, e a seguir começamos a arranjar pontos em que podemos vir a falhar. Ok. Ok. Voltar atrás. Reescrever a peça, mudar cenário. Escolher actores. E de repente damos por nós e é final de Fevereiro. E tudo o que dissemos que iríamos fazer este ano continua na fase de redacção da peça.

Não tente controlar tudo

Temos uma imensa necessidade de controlo. Julgamos que controlando a vida ela nos devolve aquilo que desejamos. Mas a vida flui, independentemente dos diques. Quando queremos mesmo uma coisa, o importante não são tanto as variáveis que temos de controlar para a conseguir. Trata-se mais de pensar: "afinal, o que me pode impedir?"

Caminhe o seu Caminho

Estamos todos a fazer o nosso caminho. Neste caminho, não há melhor nem pior. Estamos a caminhar com as nossas forças e as nossas fraquezas, com os nossos medos e todo o nosso potencial. Estamos a fazer o melhor que sabemos, com os conhecimentos que temos. Um dos maiores entraves à nossa caminhada não são os obstáculos do próprio terreno. São aqueles que tantas vezes teimamos em lá colocar. Aqueles que, no fim, acabamos por constatar que foram lá colocados por nós próprios.

O Tempo Certo Não Existe

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Somos peritos em desperdiçar o tempo que temos. Adiamos decisões e acções esperando que venha o tempo certo. Ou que venha um acontecimento decisivo, que nos leve a agir. Ou esperamos até que estejam reunidas “as condições ideais”.

Casa Rio Frio

Esta ditadura do tempo, à qual nos submetemos por decisão própria, diminui a nossa auto-confiança e a nossa auto-estima. Ficamos menos confiantes, porque adiar significa trair a nossa vontade natural de agir. Não agimos na altura certa, quando no fundo sabemos que seria essa a atitude mais correcta. À medida que o tempo vai passando, a nossa auto-confiança vai ficando mais pobre. Deixar para mais tarde agudiza o problema inicial tornando-se cada vez mais difícil voltar atrás para repormos as coisas como achamos que elas devem ser.

Mas não agir, quando achamos que o devemos fazer, por considerarmos que não é ainda o momento, debilita também a nossa auto-estima. Porque começamos a achar que não somos coerentes connosco próprios. Achamos que estamos a trair a nossa vontade. E este diálogo interior é muito destrutivo.

Acabamos assim por prejudicar o nosso bem-estar. Vivemos angustiados, divididos entre o que achamos que devíamos fazer e aquilo que realmente implementamos. Anulamos a nossa autenticidade, aquilo que realmente somos. E aquilo que realmente precisamos para ser felizes.

O momento certo não existe. Há pessoas que esperam a vida toda pelo tempo certo. Apenas para ficarem. Quietas.

Teresa Marta

Dicas para Relacionamentos mais Felizes

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Não veja no outro a solução para os seus problemas

Procurar no «outro» as nossas soluções, a nossa completude ou o nosso bem-estar é apenas uma forma de adiarmos o problema. De dizermos: “sozinho não sou nada; sem ti, não consigo”. Quando deveríamos estar a dizer: “sou inteiro, feliz e equilibrado, comigo mesmo”. Ou seja, quando colocamos no «outro» a responsabilidade de suprimir algo em nós, estamos apenas a criar mais insatisfação para todos.
Tome consciência de que o outro não foi feito para si

Estamos em permanência a considerar que tudo o que necessitamos nos pode ser dado por «eles», como se «eles» tivessem sido desenhados à nossa medida. Tomar consciência de que não é assim é um primeiro grande passo para não sentirmos injustiça, incompreensão e ausência de amor por parte dos «outros».
Livre-se do desejo de mudar o outro

Liberte-se da crença que pode, e até deve, mudar o «outro». Desde logo, porque nós não mudamos ninguém e ninguém nos muda a nós. Respeitamos ou não as diferenças do «outro». E o «outro» respeita ou não as nossas diferenças.
Liberte o medo de perder o outro

O medo de perder o outro está na base do insucesso de muitas relações amorosas. Sempre que sentimos receio de perder a pessoa que amamos, devemos começar por perguntar de que temos medo exactamente. De perder o outro ou de não conseguirmos viver connosco? De não ser autónomos? De não conseguirmos liderar a nossa vida sem que o outro esteja nela? Seremos nós suficientes? Ou vivemos na ansiedade de deixar de ser caso, o outro saia da nossa vida?
Respeite a individualidade do outro

Olhar e sentir o «outro» tal como ele é, sem mais nem menos, com a sua individualidade. Este é o verdadeiro sentido de uma relação amorosa equilibrada. Sempre que tentamos acrescentar ou retirar alguma coisa ao outro, estamos a fazer com que se transforme em algo que não é. E isso, mais tarde ou mais cedo, vai correr mal. Como refere Erich Fromm, “O respeito implica a preocupação de que a outra pessoa cresça e se desenvolva tal como é. Implica a ausência de exploração”, ou seja, a ausência de condicionamento.
Ame, começando por Si

Brinque mais, ria mais, cuide mais, perdoe mais, respeite mais, ame mais! Mas lembre-se de começar por Si.

A Importância do Desapego para a Felicidade

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“Após a minha rápida e brilhante ascensão profissional, que me levou ao topo das grandes hierarquias, percebi que afinal não tinha nada. Exteriormente, tinha tudo o que sonhara ter, mas não sentia nada dentro de mim. À noite, deitava-me imerso nos meus pensamentos de como alcançar novos objectivos e de como conseguir que o meu nome ficasse impresso nos livros de gestão.

Até a minha mulher contribuía para reforçar o meu estilo de vida. No entanto, aos poucos, deixou de me pedir explicações por atrasos ou ausências, de me pedir que a acompanhasse às compras, ao cinema ou ao médico. Deixou de falar-me do seu dia e tão pouco se continuou a preocupar com a escolha da minha gravata.

Após um duro divórcio, impus-me uma pausa de um ano onde acabei por concluir que não fizera nada de grandioso. Para ser sincero acho que nunca criei ou inventei nada de extraordinário. Estive amarrado à ideia de que era alguém muito importante. Às vezes questiono-me se valeu a pena ter ficado preso à condição de fazer tudo para ter sempre mais.”

Pratique-o-Desapego Teresa Sem medo-300x199Trabalhando em Relação de Ajuda, confronto-me muitas vezes com descrições como esta. Na exigência que impomos a nós mesmos, nunca nada é suficientemente glorioso, visível ou importante. Desvalorizamos as pequenas conquistas, que são passos gigantes para afirmar o nosso valor, a nossa capacidade de ver para além do momento presente, para além das crises que enfrentamos. Pequenos momentos, que nos devolvem a capacidade de acreditar na vida, de acreditar na nossa força infinita para fazer a mudança.

Vivemos agarrados a pesados fardos relacionados com a necessidade de ter mais, produzir mais, ganhar mais, sermos mais considerados. Este peso, carregado diariamente, pode levar-nos a níveis de stress e a situações muito angustiantes e ansiosas.

Teresa Marta
DICAS PARA PRATICAR O DESAPEGO E SER MAIS FELIZ:

Faça uma lista daquilo que já não o faz feliz
Desligue-se do peso das expectativas que criaram sobre si
Desconfie do sentimento que lhe diz: “Já não é suficiente!”
Deixe-se ir
Preocupe-se apenas com o que consegue controlar

Dicas para Praticar o Desapego e Ser Mais Feliz

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Faça uma lista daquilo que já não o faz feliz

Verifique aquilo que já não lhe faz falta, aquilo que já não o faz feliz, aquilo que já não contribui para o seu crescimento pessoal, aquilo que lhe custa imenso fazer. Tudo isso é aquilo que necessita deitar fora para viver mais leve e com mais entusiasmo.
Desligue-se do peso das expectativas que criaram sobre si

Desapegue-se das expectativas que colocaram sobre si e dos objectivos que perspectivaram para si. Deixe ir a ideia de que aquilo que merece ou não merece depende do que os outros acham. Depende do valor que os outros lhe atribuem.
Desconfie do sentimento que lhe diz: “Já não é suficiente!”

Sempre que sentir que algo ou alguém já não lhe é suficiente, pare para reflectir se isso é um sentimento seu ou se é algo imposto pelo que a sociedade espera de si. Muitas vezes crescemos com a ideia de que nunca somos suficientes, façamos o que fizermos. Os objectivos são essenciais na nossa vida. Desde que saibamos manter o distanciamento suficiente para não sermos dominados por eles.
Deixe ir

Deixe ir. Deixe partir. Renda-se. Sem culpa. Assuma o que é, mais do que aquilo que tem. Esta atitude ir fazer sair de si o nó no estômago, o medo de falhar, o perfeccionismo, a preocupação do “e se?” e do “como vou conseguir lá chegar?”.
Preocupe-se apenas com o que consegue controlar

Interiorize que a única coisa que pode efectivamente controlar é a escolha do que sente face ao que lhe acontece. A escolha do que sente e o comportamento que escolhe ter. Esta é a base da sabedoria emocional. Tudo o resto é apego ao “velho” e não nos serve para nada.

Dicas para a Felicidade

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Praticar a Aceitação

Se pretende fazer alguma mudança estrutural na sua vida, comece por aceitar o que é e quem é neste preciso momento. Mesmo que isso signifique aceitar algumas partes de si que não considere tão interessantes, ou que não lhe agradem, tudo o que é neste momento é a matéria que lhe vai permitir alavancar a mudança que deseja fazer. Mais: aceitar o que a vida nos tem colocado no caminho, caso não seja algo de positivo, não é uma condenação nem um acto de submissão. Trata-se apenas da base para trabalharmos no sentido de percebermos porque continuamos mergulhados em processos que não gostamos.
Mergulhar nos nossos medos

Mergulhar nos nossos medos, naquilo que mais tememos pode parecer aterrador, mas é indispensável para que se revelem todas as bênçãos que procuramos e que não conseguimos alcançar. Como diz o ditado “depois da tempestade vem a bonança”. No entanto, para que a mesma ocorra é necessário que enfrentemos a tempestade. É necessário enfrentarmos o que pensamos ser impossível. Paradoxalmente, qualquer transformação que sinta ser a mais difícil é a que mais precisa de fazer para que a mudança positiva se manifeste.
Acreditar no timing dos processos

As soluções que procuramos estão normalmente mais perto do que pensamos. No entanto, não as vemos pois estamos muito preocupados e concentrados no que se vai passar e como se vai passar mais à frente, no futuro. Antes pois de fazer planos sobre como as coisas virão até si, tente perceber se as respostas que procura já não se encontram perto de si. Perdemos tantas oportunidades por estarmos focados naquilo que pode vir a acontecer! Os processos têm os seus timings. Confie na sua intuição para decidir quando se pode deixar guiar por eles. Pacifique o seu Coração.
Abrace a mudança

Por vezes sentimos que as mudanças que desejamos tendem a demorar. Na grande maioria das vezes em que isso acontece, não vemos as respostas porque efectivamente, não estamos dispostos a mudar. Se fizermos as mudanças necessárias, as respostas que procurávamos surgem mesmo à nossa frente.
Agir com consequência

“Não estou psicologicamente preparado!”, “Não vale a pena, já não vou chegar a tempo”, “Amanhã estará a temperatura ideal para fazer isso, hoje não”. Se estas razões lhe surgem frequentemente na cabeça para não fazer o que planeia, significa que a sua acção não tem consequência. É vazia. E como tal nunca lhe trará o retorno esperado. Se as acções que planeamos fazer são de facto importantes para o nosso crescimento pessoal, continuar a adiar, por muito válido que o nosso cérebro considere serem as razões, só nos traz tristeza e culpa para connosco próprios. E ninguém pode ser feliz assim!

A Angústia do Fim-de-Semana

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Já alguma vez se sentiu angustiada, ansiosa e até nervosa por estar a chegar o fim-de-semana? Já se sentiu cansada por estar vários dias sem fazer nada? Ou, por exemplo, já interrompeu as férias por não conseguir “estar parada”?

Angustia fim-de-semana

Se já experimentou estas sensações saiba que sentiu um tipo muito especial de stress, designado, existencialmente, por “stress do vazio”:
o stress que ocorre quando simplesmente não temos obrigações para cumprir, quando não temos um objectivo a atingir, quando não temos nada que nos imponha um ritmo. Quando de repente não temos ninguém a fazer barulho em casa ou alguém para cuidar.

Pode parecer paradoxal, mas nem todos conseguimos sentir bem-estar nos dias ou momentos em que podemos efectivamente descansar. Ou seja, há quem sinta stress por quase tudo e quem sinta stress por quase nada. Sempre nos disseram que temos de ser alguma coisa, fazer alguma coisa, ter alguma coisa. Estar parado, não fazer nada, é estar fora do que é aceite como equilibrado e bom.

Como tal, crescemos com a crença de que se formos alguma coisa, tivermos alguma coisa e fizermos alguma coisa, existimos como seres humanos válidos. É por isso que nos sentimos seguros se tivermos trabalho, se tivermos família, mulher, marido, filhos, amigos, vida social. Todos estes aspectos fazem parte de uma vida cheia, plena. Retirá-los significa uma grande insegurança. Um medo terrível de não sermos, de acabarmos. Não há modelo para a solidão. Não há modelo para o vazio. Estar no vazio é sentir uma enorme insegurança geradora de medo. Medo de não termos nada. Medo de que nos falte tudo.
A minha experiência pessoal

Eu já sofri de stress do vazio. Foi numa fase dura da minha vida em que trabalhava 14 horas por dia. Às vezes mais. Não porque isso representasse um aumento dos meus benefícios financeiros. Trabalhava para ocupar o meu tempo o mais possível. Estar muito ocupada libertava a minha mente do contacto com aspectos que me eram muito difíceis de assumir. Era como se deixando de trabalhar deixasse de existir. E por isso trabalhava ainda mais. Ir de fim-de-semana significava contactar com a minha solidão, com o facto de não haver ninguém que necessitasse de mim, de não ter assuntos importantes para resolver.

À semelhança de outros tipos de stress, o stress do vazio tem origem nos nossos medos. O medo de não conseguirmos atingir os nossos objectivos, o medo de não sermos aceites, de não estarmos à altura da situação, de fraquejarmos. O medo de nos criticarem, de não conseguirmos ser o que esperam de nós. No meu caso, bem visto, o stress era gerado pelo medo da solidão. Ou, empregando um termo Existencialistas, o meu stress era provocado pelo receio do nada. De ter sentir o vazio.

Teresa Marta
DICAS PARA DIMININUIR O STRESS:


 

 

Dicas para Diminuir o Stress

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Assuma que tem medos

Se quer diminuir o seu stress relativo ao vazio existencial, deve começar por assumir os seus medos ao invés de adoptar comportamentos que o impedem de contactar com a realidade. Deverá aceitar os seus medos como parte integrante de si, como ajudas preciosas para colocar limites contra actividades e pessoas que a possam estar a usar, a inibir ou a controlar a sua capacidade inata de resistir, de dar a volta por cima.

Aceite as suas ambiguidades

Aceitar que os nossos medos nos angustiam, provocando-nos situações limite incluindo stress e traumas, significa aceitar a nossa ambiguidade, a nossa humanidade. Aceitar que de facto nós não somos nem tudo bom, nem tudo mau, mas um conjunto harmonioso de muitas características.

Identifique o seu medo

Aceitar que temos medo é pois a primeira atitude a tomar quando nos sentimos em stress. E a pergunta a fazer deverá ser: “Afinal, estou com medo de quê?”. Talvez venha a descobrir que aquilo de que tem medo existe apenas na sua mente. Ou que é algo contornável, desde que tome determinadas acções e atitudes. Como tal, ponha-se a caminho!

Eu Aguento

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Quando eu era gestora corria compulsivamente atrás de objectivos. Meta atrás de meta, vivia cada dia como uma grande parede que haveria de escalar rumo ao sucesso, mesmo que isso significasse não ter vida própria. Trabalhava desenfreadamente para melhorar a minha performance e as metas que impunha a mim mesma. E, para pior ou para melhor, conseguia-o!

Emoções? Afectos? Isso era algo menor que deixava à porta da empresa. Não digo que fosse simples. Mas era fazível. Nessa altura, o meu pensamento recorrente era: “Eu aguento!”, “Eu aguento!”. E aguentei, é certo, à custa da minha própria vida pessoal, sempre em segundo plano, da minha saúde, por vezes, e dos meus afectos.

Eu aguento

Lembro-me de muitas vezes (muitas mesmo) ter chegado à empresa num estado emocional deplorável e do esforço que fazia para mudar a minha cabeça, para tentar esquecer o que no meu interior me afligia e me magoava.


Lembro-me de um dia me ter perguntado o que pensariam os automobilistas que me viam a contornar a rotunda, três, quatro e cinco vezes, antes de me decidir a sair mesmo para chegar à empresa com o meu melhor ar de “a invencível!”. Só de me lembrar já fico cansada.

Hoje, sempre que ouço alguém dizer "Eu Aguento", penso naquela Teresa dos Objectivos, que, não sabendo parar, raramente conseguia sentir.Façam-se o favor de permitir-se parar, nem que seja por breves instantes. Aprendi que as coisas mais importantes não estão no final do percurso, mas naquilo que encontramos enquanto o fazemos.

Teresa Marta

Alma Gémea Procura-se!

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Alma gémea - amorAndamos todos (talvez não todos, mas quase), ou pelo menos alguma vez andámos, à procura de alguém especial na nossa vida. De alguém que nos faça sentir deslumbrantes, desejados, importantes, confiantes. De alguém que nos mime e nos pegue ao colo. De alguém que ao mesmo tempo nos tire a respiração. De alguém que nos motive e nos dê força para continuar. De um alguém que tantas vezes designamos como Alma. A nossa «Alma Gémea».

Encontrar tal pessoa, no entanto, é difícil. Difícil, em primeiro lugar, porque consideramos que encontrar a tal pessoa especial é um objectivo a cumprir. Daqueles que se colocam na agenda, como a inscrição no ginásio, passar mais tempo a fazer o que nos dá prazer ou começar a pensar mais em nós e na nossa felicidade. Difícil, em segundo lugar, porque geralmente procuramos no sítio errado! Procuramo-la no exterior. Fora de nós.

Esta condicionante deve-se a estarmos em permanência a considerar que tudo o que necessitamos nos é dado pelo mundo à nossa volta. Pelas pessoas que nos rodeiam, os amigos, a família, os filhos, os pais, os maridos, as mulheres os companheiros, a Religião, o Estado, a Sociedade, enfim. Vemos o Mundo como se o Mundo tivesse sido desenhado para nós e temos muito pouca flexibilidade para ver o Mundo ao contrário: não como tendo sido feito para nós, mas a ser feito por nós. Esta é uma das principais razões pelas quais andamos em permanência a considerar o Mundo como injusto, como um lugar onde não somos compreendidos, onde não nos conseguimos realizar, onde não somos amados nem desejados. O local onde sofremos sem razão. O local onde procuramos resposta para a velha questão: “que mal fiz eu a Deus?”.

Esta é também a razão pela qual devemos virar ao contrário a procura da tal “Alma Gémea”. Na concepção Existencial do Ser Humano, esta pessoa não deve procurar-se. Esta pessoa não se encontra lá. No mundo. Devemos sim procurá-la cá. Dentro de nós. Mais. Devemos construi-la. Como? Em Si. Começando por Si. Mime-se. Tire esse ar de solidão. Ou, se por acaso for o contrário, esqueça o seu ar de “el matador”. Os seres especiais, aqueles que procuramos, as tais almas gémeas, gostam de pessoas reais. Daquelas que marcam pela sua simplicidade, pela sua capacidade de escutar e de ajudar, pela sua empatia, pelo sorriso que passa dos lábios e chega aos olhos.

Por isso, no seu dia-a-dia, identifique todos os pontos e soluções possíveis que poderão contribuir para elevar a sua auto-estima. Para se sentir melhor consigo próprio. Mesmo que muitas vezes lhe pareça que para elevar a sua auto-estima tem de colocar em causa a felicidade ou o bem-estar dos outros, acredite que nada retira mais bem-estar aos outros que a nossa incapacidade de nos amarmos a nós mesmos. De nos aceitarmos tal como somos. De mostrar aos outros exactamente o que desejamos, ao invés de pensar que são eles que, se nos amam, têm a obrigação de descobrir o que nos faz felizes.

Já viu quantos conflitos e mal-entendidos criamos ao deixarmos aos outros a responsabilidade de tentarem adivinhar o que nos faz falta? Quando muitas vezes somos nós mesmos que não sabemos? Como exercício deste mês, tente responder (com sinceridade) às seguintes perguntas: o que me faz falta verdadeiramente (a mim?)? E, que pessoas especiais desejo encontrar? Quando tiver respondido a estas duas questões, verifique se aquilo que lhe faz falta e a pessoa que deseja encontrar, não existem já… talvez em si. Caso sinta que não, não hesite. Peça ajuda! Há milhares de formas de chegarmos a nós. Entre estas, a mais rápida começa por não ficarmos parados.

Teresa Marta

Leia aqui algumas dicas para relacionamentos mais felizes.

Sou Feliz?

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A ditadura da Felicidade
Sempre que, no início de uma acção de desenvolvimento pessoal, pergunto: “em que posso ajudá-lo?”, obtenho muitas vezes uma resposta paradoxal: «Não me sinto feliz, mas não sei muito bem porquê» ou «Acho que tenho tudo, mas não sou feliz».

De facto, não há fórmulas para a Felicidade. Não há truques que se ensinem para a alcançar. Ser feliz é um objectivo natural. A única questão preocupante é que a nossa busca incessante da Felicidade é quase ditatorial: condiciona as nossas decisões, o modo como nos relacionamos com os outros, as amizades que escolhemos e até os empregos que desejamos. Trata-se de uma busca que condiciona até a forma como nos sentimos obrigados a dizer “Estou bem”! “Está tudo bem!”, quando a resposta que nos apetecia dar era: “Não estou nada bem, sinto-me perdida e não sei o que fazer”.

Perspectivas da Psicoterapia Existencial
Rollo May (1958), fundador da Escola Psicoterapêutica Existencial Norte Americana, defende que andamos tão preocupados em ser felizes que estamos a esquecer-nos de ser alegres. Estamos sempre à procura do melhor emprego, da melhor casa, do melhor carro, da melhor companhia, dos melhores amigos, da melhor condição social… de tal forma, que nos tornamos escravos da nossa procura infindável. Escravos de nós mesmos e do que nos impõem (ou do que deixamos que nos imponham). Somos programados para ganhar dinheiro, para fazer amizades rentáveis, para ser excelentes trabalhadores, excelentes estudantes, excelentes amantes.

Neste ciclo, somos também ensinados a ter medo. Medo de perder, medo de não conseguir, medo de sermos considerados inúteis, medíocres, falidos, feios… E ninguém nos programa para sermos mais pessoas, para sentirmos o prazer das pequenas coisas, para abrandarmos e olharmos para os que estão à nossa volta, para termos compaixão, para ouvir atentamente quem precisa da nossa atenção, para dedicarmos tempo aos que estão fragilizados, para darmos primazia aos sentimentos, para as pequenas conquistas do dia-a-dia.

Ajudar-se a si própria
Se por alguma vez já se sentiu perdida na sua busca da Felicidade permita-se alguns luxos, um dos quais o de abrandar e reflectir naquilo que realmente procura. Talvez esteja a procurar algo que já tem, que já existe em si mas que não vê, tal é a correria em que transformou os seus dias.

Permita-se deixar sair as suas emoções. Sejam elas quais forem. Raiva? Deixe sair a raiva. Sufoco? Deixe sair o sufoco. Mesmo que isso signifique chorar. Chorar não é um sinal de fraqueza, pelo contrário, é um reflexo da sua força interior a fazer algo que necessita para a sua sobrevivência em determinado momento.

É tristeza que sente? Permita-se sentir a tristeza. Se ela está a surgir é porque precisa de olhar de forma diferente para a sua vida, é porque precisa de fazer mudanças, caminhar por vias diferentes. Custa? É verdade. Mas aceitar os momentos menos bons e aprender com eles é algo que devemos fazer no sentido da nossa felicidade.

É preciso estar consciente que as emoções negativas fazem surgir os nossos medos mais profundos e por isso evitamo-las a todo o custo. No entanto, sempre que permitimos que se expressem ultrapassamos barreiras e derrubamos obstáculos. E isso tornamo-nos mais fortes e resistentes.

Finalmente, não menos importante, permita-se sentir os momentos de alegria. A felicidade constrói-se dia-a-dia, sem pressa, de forma simples, tranquila, através de momentos simples, que por vezes nem valorizamos.

Não deixe que a sua busca da felicidade a deixe infeliz.
Acredite em si! Faça algo por si! Nada é permanente.

Para ser mais feliz

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Seja honesta consigo
Ser honesto com aquilo que sentimos e desejamos é um dos caminhos mais eficazes para sermos felizes. Este processo é complexo, mas pode simplificá-lo assumindo, de uma vez por todas, o respeito pela sua verdade interior. Seja honesta e assuma o que é melhor para si.

Não se culpabilize
A culpa é algo que tem de aprender a deixar para trás, se quer ser feliz. A culpa não serve para nada! Apenas para nos sobrecarregar de angústia, de vazio e de tristeza. Aquilo que fez, e que está a gerar essa culpa, fê-lo o melhor que sabia, nas condições e com os conhecimentos que tinha na altura.

Não recei o que é novo
Não podemos ser felizes se permanecemos amarrados a esqueletos antigos, que não nos deixam seguir em frente. Não tenha receio de percorrer caminhos novos. Buscar o que ainda não alcançou traz-lhe uma sensação de liberdade incrível! E, dessa liberdade pessoal também nasce a felicidade.

Pare de tentar fazer de tudo para agradar aos outros
Não se sinta condicionada e obrigada a dizer “Estou bem”! “Está tudo bem!”, quando a resposta que lhe apetece dar é: “Não estou nada bem, sinto-me triste, não sei o que tenho”. Você está a viver a sua vida, não a vida dos outros.

Permita-se sentir a alegria
Não procure incessantemente um estado pleno de felicidade. Sinta os momentos de alegria e permita-se vivê-los. Quanto mais permitir que a alegria invada a sua vida, mais feliz se sentirá. Esteja plenamente no momento.

Não seja escrava na sua própria vida
Estamos sempre à procura do melhor emprego, da melhor casa, do melhor carro, da melhor companhia, da melhor condição social. Somos escravos da nossa procura infindável. Será que somos felizes nesta azáfama? Ela torna-nos mais confiantes? Aumenta a nossa auto-estima? Ou será que aumenta a nossa insegurança e o nosso medo de não sermos suficientes? Se assim for, tenha a coragem de parar esta corrente.

Ouça o seu coração
Se por alguma vez já se sentiu perdida na sua busca da Felicidade, talvez seja conveniente permitir-se alguns luxos, um dos quais o de abrandar e reflectir naquilo que realmente procura. Talvez esteja a procurar algo que já tem, que já existe em si mas que não vê, tal é a correria em que transformou os seus dias. Fique perto da voz do seu coração. Alinhe-se com ele. Ouça a sua sabedoria.