Teresa sem medo: insatisfação
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Insónias tóxicas

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Ter insónias, em fases de maior stress, ansiedade, medo, mudança pessoal ou profissional, preocupações de saúde ou familiares, é normal nos indivíduos saudáveis. Faz parte daquilo que designamos como gestão equilibrada entre sono e vigília.

No entanto, quando o nosso sistema biológico nos obriga a insónias constantes, entramos num processo de desregulação entre sono e vigília, que pode levar-nos ao desespero. Nas situações mais graves, as insónias levam-nos mesmo a ter medo de ir para a cama com receio de não conseguir adormecer ou de acordarmos a meio da noite e já não conseguirmos “pegar no sono”. Estas são as Insónias Tóxicas.

Causas existenciais das insónias tóxicas
Existem inúmeras causas, directamente relacionadas com o nosso estilo de vida, que provocam insónias e noites mal dormidas. Sobre essas temos já muita literatura. Aqui, no Teresasem medo, a nossa preocupação é existencial. Ou seja, centramos a nossa atenção no ser-no-mundo, naquilo que sentimos, o que vemos em nós, como nos relacionamos connosco mesmos, o que vemos no outro e como entendemos e reagimos à vida.

Nesta perspectiva, as insónias resultam de aspectos menos visíveis, de situações que nós não queremos ver, sentir ou contactar. São exactamente as preocupações que tentamos ignorar que acabam por se reflectir. Sempre que o nosso cérebro recusa dormir é porque estamos a resistir a fazer algo que sabemos que devemos fazer ou dizer, mas que, por alguma razão, não fazemos nem dizemos. Isto é, impedimos o fluxo natural das coisas, do processo da vida.

Soluções para as insónias tóxicas
A melhor solução é não continuar a adiar o que nos faz mal. Não continuar a viver uma vida que não desejamos com pessoas, situações, coisas e angústias que já não nos pertencem. Geralmente, arranjamos desculpas fora de nós para justificar o facto de não agirmos nem falarmos nos momentos certos. Com isso, continuamos a adiar a resolução dos nossos problemas mas também a agudizar a nossa angústia e a nossa ansiedade. Deixe de adiar o contacto com as suas dores emocionais. Por vezes aceitar que as coisas estão a correr mal e que nos sentimos em baixo é o ponto de partida para a sua resolução.   

Se tem insónias recorrentes, escolha fazer o que lhe faz falta. O que a deixa feliz! Ouça-se e vá  em frente! Não há problema que não tenha uma solução. É por isso que é um problema, não um lema! Continuar como está, por certo, não irá alterar nada! 

Teresa Marta

Dia dos Namorados: Estou sozinha! E então?

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Como Coach e Terapeuta, talvez devesse estar hoje a escrever um post em defesa do amor para toda a vida e dos relacionamentos duráveis. Mas, exactamente por sê-lo, não vou fazer nada disso.

Coração Palmela

Ao invés, falarei da insatisfação crónica que se instalou em nós e que chega também aos nossos relacionamentos pessoais e amorosos, em particular. Uma insatisfação que sentimos por nós mesmos colocando à nossa vida metas cada vez mais ambiciosas. Neste processo, acabamos por incluir aqueles que amamos, muitas vezes culpando-os por não sermos felizes.


Esquecemo-nos, amiúde, que nós próprios somos parte do binómio «eu-outro». Como tal, as causas da insatisfação que sentimos em relação a «eles» devem ser procuradas, em primeiro lugar, em nós próprios. Trata-se do “mercado da personalidade”, como o definiu Erich Fromm (1900 – 1980). Em grande medida, sempre que deixamos de gostar de um produto ou de um serviço, na causa do nosso “des-gosto” estão, geralmente, não as características do produto ou do serviço em si mesmas, mas as nossas ideias, necessidades e desejos, que entretanto se alteraram.

Como temos sempre um objectivo a cumprir, transportamos esse modelo para os nossos relacionamentos pessoais. Assim sendo, casar, ter uma relação sólida, encontrar a alma gémea, apaixonar-se, são objectivos que consideramos essenciais para o nosso bem-estar. Esta necessidade é vital: desde o nascimento, a experiência da separação produz ansiedade, uma ansiedade geradora de fragilidade existencial. Em posse do «outro», o homem quebra o seu isolamento, a sua separação, e, com isso, o mundo exterior torna-se um lugar seguro para Si.

No entanto, esta não é a forma mais correcta de conseguirmos o nosso equilíbrio emocional no que respeita aos relacionamentos amorosos. Desde logo, porque consideramos, a priori, que o nosso equilíbrio provém do exterior, de alguém ou de algo externo a nós. Como tal, se o «outro» muda, se deixa de… ou se passa a…, perdemos o pé. Porque acreditamos que sozinhos somos uma impossibilidade.

Em termos existenciais, esta relação do «eu» com os «outros» mostra a nossa tendência natural para procurar no «outro» a supressão das nossas fragilidades. No entanto, como referiu Martin Heidegger (1889 – 1976), a resolução da maior parte dos problemas do Eu passa por conseguirmos reflectir internamente sobre “aquilo que respeita a cada um de nós, aqui e agora”.

Teresa Marta

DICAS PARA RELACIONAMENTOS MAIS FELIZES:
Não veja no outro a solução para os seus problemas
Tome consciência de que o outro não foi feito para si
Livre-se do desejo de mudar o outro
Liberte o medo de perder o outro
Respeite a individualidade do outro
Ame, começando por Si